Wishlist – Janeiro 2017

Acho que quem visita o blog pela primeira vez e vê uma wishlist pensa logo que sou uma pessoa super consumista. A verdade é justamente o contrário. Ao listar aquilo que eu tenho o desejo de comprar, consigo ver o que é exagero e o que é realmente necessário.

Vamos lá?

01. Oxford Beira Rio Broguês: Eu preciso de conforto e praticidade na hora de ir trabalhar, pois nunca sei se vou passar a manhã inteira na frente do computador ou se vou sair em várias missões, como entrevistas e coberturas fotográficas. Eu uso tênis, desde o de academia até o metalizado moderninho. São velhos de guerra e em breve vão me deixar. Quando isso ocorrer, vou comprar um oxford preto de verniz. Um sapato que veio do guarda-roupa masculino e que dá outra cara ao uniforme de todo dia, não é mesmo? Essa é uma compra certa, mas vou deixar para fazê-la somente depois que passar a estação das chuvas aqui em Belém.

02. Carteira Super Heroes DC Comics:Na mesma vibe do item acima tem a carteira, algo que já usei de tudo quanto é modelo e tamanho. Cansei das grandonas e que só fazem volume na bolsa. Quero uma bem pequenina, do tamanho certo dos cartões e da minha necessidade. Essa nerd mostra que dá pra ter tudo isso e ser divertida ao mesmo tempo.

03.Stephen King, a biografia – Coração Assombrado, da DarkSide Books: Entrei para o clube de fãs do King. Desde A Zona Morta eu estou encantada pela escrita do autor e quero ler tudo o que eu encontrar dele. Esta biografia, lançada aqui no Brasil pela DarkSide é muito bem elogiada, além de linda. Quero conhecer mais sobre a mente por trás das tramas envolventes.

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Valorizem a vida real

Esses dias topei com um post da Ana, do Hoje Vou Assim Off, que me fez pensar muito.

Adoro salvar coisas bonitas no Pinterest e postar fotos bacanas no Instagram, mas a vida real nem sempre é tão bem enquadrada, não é mesmo? Nem sempre nossas camas estão arrumadas, a louça da pia está lavada, nossas estantes estão limpas ou estamos com uma bela maquiagem para uma selfie.

A vida real se faz em meio ao caos, aos eventos não planejados e aos imprevistos no meio do caminho.

A série The Middle mostra o aprendizado em meio ao caos.

Quando conseguimos sair de todas as armadilhas, ficamos satisfeitos. Chegar em casa e ter cumprido seu dever é reconfortante. Às vezes a ordem de alguma coisa é mais urgente que a ordem de outra. A casa às vezes fica bagunçada para que a vida emocional encontre o seu rumo. Mas, infelizmente, parece que para uns isso pouco importa. Para estes, se você não tiver a casa igual a da revista de decoração, você não é alguém.

Quando vi a Ana falando sobre o seu apartamento, lembrei logo do meu sonho de ter meu próprio canto. Tenho dezenas de inspirações e sempre me pergunto como vou conciliar os móveis e objetos que já tenho com a minha ideia de casa.

Não posso separar um do outro.

Eu comprei esses móveis, eu suei, economizei, pesquisei, tirei medidas, furei paredes e escolhi um a um. A cadeira de design é linda, mas aquela do magazine do supermercado da minha cidade também é, ainda mais se ela me lembra que foi uma conquista através da maturidade financeira, adquirida há muito custo. Ela faz par com uma mesa simples de um marceneiro local e juntos formam meu amado home-office. Diz se isso não é incrível?

O que importa mesmo são as experiências

Como deixar esse tipo de coisa fora? Como esquecer daquilo que te diferencia, e que foi uma experiência que te formou, em função de um padrão?

Não dá. Isso não nos traz milhares de likes ou seguidores, mas traz uma paz consigo mesmo, uma plenitude que não tem preço.

Não mesmo.

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O Gato leu: Miguel e os Demônios

Miguel e os Demônios – Lourenço Mutarelli
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2009
Páginas: 120
Compre: AmazonSubmarino |  Americanas | FNAC | Livraria da Travessa | Cultura |  Saraiva

Um livro insano  e completamente imprevisível. Como não amar? Entender, eu não sei se entendi, mas depois da leitura de Miguel e os Demônios eu sinto como se tivesse sido atropelada.

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Já conhecia a fama do Mutarelli, mas nunca tinha lido nada dele, o máximo de seu trabalho que vi foi a sua atuação no filme “Que horas ela volta?”. Em Miguel e os Demônios ele criou uma aventura na maior cidade do Brasil, São Paulo.

É Natal, é calor, é sufocante. Miguel, protagonista da trama, é um policial com diversas angustias e que relembra os erros do passado. É separado, não pode ver o filho, mora com o pai aposentado e tem uma namorada tão complicada quanto ele. Isso tudo é um pouco da cotidiana morte lenta e dolorosa que ocorre com todos nós.

Miguel quer beijar o pai. Quer dizer tantas coisas. Miguel luta contra as seus sentimentos. Como uma mosca contra o para-brisa. (Pág. 08)

Silêncio, mágoa e frustração. Falta de dinheiro, falta de vontade, falta de esperança, falta de expectativa. Tudo acomete Miguel, mas a sua história pode mudar se ele aceitar um serviço extra oferecido pelo parceiro. Um serviço que pode lhe salvar a pele e condenar sua alma.

O humor afiado torna divertido este livro assustador, com prosa rápida e diálogos minimalistas. Nele, a palavra e a imagem tem o mesmo poder. Uma narrativa que mais se assemelha a um roteiro cinematográfico, ágil e que nos fisga de primeira para uma história que vai ficando cada vez mais absurda.

– Como vai o senhor?

O velho ergue a sobrancelha como se dissesse:

Eu nunca estive tão fodido em toda a minha vida.

– E você? – pergunta a Miguel.

Miguel ergue a sobrancelha como se repetisse as palavras. (Pág. 110)

Dinheiro, sexo, família, vida, morte, religião, bem e mal estão presentes nesta obra que nos mostra que os demônios de Miguel também se assemelham aos nossos.

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Pomelo: um aplicativo de edição de fotos em nível profissional

A busca por um bom editor de fotos para o celular é uma constante para mim. Não sou muito chegada em colar figurinhas ou textos nas imagens, me preocupo mesmo é com a qualidade de saída da fotografia e a perda de características durante a edição. Em outras palavras, eu apenas quero melhorar o que a imagem já tem, sem transforma-la demais.

O VSCO Cam, queridinho de muita gente, não atendeu as minhas expectativas. Frustrada, encontrei o Pomelo enquanto baixava vários outros aplicativos pra testar e foi amor à primeira vista.

Sua interface é bem simples e lhe dá, logo na tela inicial, duas opções: Camera (câmera) e Library (galeria). Usando Camera, você pode fotografar pelo aplicativo usando os filtros na mesma hora e ainda escolhe o formato de imagem. Clicando em Library, ele abre as pastas de fotos da galeria para que você escolha qual deseja editar.

O Pomelo tem diversas opções de filtros gratuitos, salva as imagens em alta resolução e conta com botões de compartilhamento direto em redes sociais. Apesar de ser em inglês, ele é bem intuitivo. Uma vez escolhida a imagem, os filtros aparecem logo abaixo e caso você queira algum outro recurso, é só levantar a aba que está na parte de baixo. Tudo é resolvido na mesma tela.

Eu uso sempre dois tipos de edição nas minhas fotos, pois gosto de deixar o feed do Instagram bem clean e harmônico. Vejam abaixo como edito minhas fotos:

Na primeira montagem, temos exemplos de edição em preto e branco, com contraste e brilho bem marcados. Na segunda, a edição ressalta bem as cores da imagem e o contraste, além de não deixar muito amarelado,  algo que eu não gosto.

Com tantos filtros gratuitos disponíveis, as possibilidades de criação no Pomelo são inúmeras. Abaixo fiz uma seleção de outros filtros e edições para você testar também. Olha só!

Gratuito, o aplicativo Pomelo  está disponível para Android e iOS.

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Link Party – Janeiro 2017

01. Recentemente descobri mais um blog feminista, pena que nunca encontro esses blogs em circunstancias melhores. A situação chata da vez foi o assédio do ator Vin Diesel à jornalista Carol Moreira. Ela estava tentando apenas realizar a entrevista, porém ele pouco se importou com isso e achou que era mais importante “elogiar” a sua beleza de maneira insistente do que respeitar o seu trabalho e ouvir o que ela tinha a dizer. Dá para ler mais no post  Carol Moreira e Vin Diesel: quando a competência feminina não importa. Carol ainda foi vitima de haters que disseram que “ela só queria fama”. É triste ver a vitima sendo culpabilizada mais uma vez.

02. Estamos criando monstros é uma pesarosa reflexão sobre a nossa sociedade. A pauta da vez são as crianças preconceituosas, que não são acostumadas a terem suas vontades negadas. Jovens que crescem se achando superiores às outras pessoas, e passam por cima de tudo e de todos.

03. Recentemente demos adeus à Carrie Fisher, nossa eterna Princesa Leia. Foi um golpe duro para todos os fãs da franquia, porém o legado de Carrie Fisher para a cultura pop vai além da sua personagem mais conhecida. Atriz, escritora e roteirista, ela foi uma guerreira durante toda a sua vida. Venceu o uso de drogas e o transtorno bipolar e falava abertamente sobre os seus problemas. Ao mostrar sua fragilidade, ela ajudou a fortalecer muitas pessoas. May the Force be with you, Carrie.

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