O Gato leu: Na Teia do Morcego

Na Teia do Morcego – Jorge Miguel Marinho
Editora: Gaivota
Ano: 2012
Páginas: 256
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Batman está em São Paulo! E se falarem que o Batman está na história eu já fico interessada! O Cavaleiro das Trevas é meu herói favorito dos quadrinhos e, por isso, o livro de Jorge Miguel Marinho despertou a minha curiosidade.

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Afinal, é ou não o mesmo Batman das histórias em quadrinhos? E o que fez o Morcego sair de Gotham City e vir para a maior cidade do Brasil? É isso o que tentamos descobrir enquanto vemos que  pode ser ele o assassino da jovem  Aparecida Chaud. Será que o Batman também mudou de lado?

Tudo é clandestino, taciturno e sombrio em São Paulo. (Pág. 121)

São vários questionamentos ao longo da leitura e nela vemos um Batman humano e em crise. Ele é profundamente marcado pelo seu passado e questiona sua atuação como herói e como individuo. O seu diário é a melhor parte do livro, é poético e traz muitas reflexões sobre a vida e sobre as escolhas feitas.

Batman é um personagem, ele foi criado e palavras foram colocadas em sua boca, mas é certo viver já tendo um roteiro?

Robin está momentaneamente morto porque as pessoas decidiram que eu devia permanecer só. (Pág. 130)

O assassinato de Abigail vai interligar o Morcego com os outros personagens da história, os moradores do condomínio na Consolação. Figuras de uma metrópole cruel. São jovens, velhos, casados, sozinhos, amantes e mal-amados, até as pessoas desvalidas são suspeitos do crime, além de serem vítimas da existência humana.

A vida é muito mais do que tentar transformar merda em ouro. É o que tenho tentado fazer de mim. (Pág. 155)

Na Teia do Morcego é um livro com um projeto gráfico muito lindo, que forma uma verdadeira “teia” dos meios de comunicação. A história é construída através de cartas, diário, telefonemas, telegramas, internet, gravações, notícias de jornal, de rádio, de televisão e até uma ata de condômino. O final é tão louco e nos deixa confusos por um bom tempo até que uma risada estranha venha em seguida. Parece que o autor faz piada com a nossa cara, algo digno do Coringa…

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Eu estou com medo

Eu queria vir aqui e falar sobre como é preciso se manter sempre forte e enfrentar tudo o que estar por vir, mas nem sempre dá pra ser assim.

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Estou com medo de possíveis mudanças na minha vida. Não seriam mudanças boas, daquelas que podem ser tipo a grande virada que precisávamos, não mesmo. Se a vida fosse um jogo, essa mudança significaria que eu teria que voltar algumas casas e, muito provavelmente, ficar ali até o final da partida. Triste, né?

 Eu não consigo enxergar nenhuma coisa boa nessa mudança e olha que eu já tentei muito. É muito triste, mas não depende de mim para que a decisão seja tomada. A cada dia que passa ela fica mais próxima, como os ponteiros do relógio anunciando o novo.

Eu coloquei todas as minhas cartas na mesa e espero que alguém faça uma jogada que me favoreça. É confuso, por isso prefiro dizer “está tudo ótimo, e você?”, quando alguém pergunta “está tudo bem?”. Todo mundo tem os seus dramas pessoais e não é justo despejar os meus em cima dos outros.

Aqueles cuja a próxima jogada podem me ajudar já estão cientes do que sinto, ainda que não totalmente. Mas eles podem não estar com a carta necessária para isso nas suas mãos.

O que me resta? Me resta não desistir e continuar na partida. Tenho que fazer todas as jogadas o mais inteligente possível. Tenho que me antecipar, pois até que esteja, de fato, decidido, muita coisa ainda pode acontecer.

É normal sentir medo, é até bom. Isso significa que estou ciente das coisas e não estou em negação. Eu não sou de falar sobre os problemas, mas eles sempre estão na minha mente. Gosto de falar de coisas boas e que me fazem sorrir e relaxar. Tenho medo de que não consiga fazer mais isso caso a mudança aconteça.

Porém, até lá vou me manter de pé e usar esse medo como um sinal de alerta. O jogo ainda não acabou.

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O Gato leu: O Espetacular Homem-Aranha – A Última Caçada de Kraven

O Espetacular Homem-Aranha – A Última Caçada de Kraven – J. M. DeMatteis, Mike Zeck e Bob Mcleod
Editora: Salvat
Ano: 2013
Páginas: 168

O que eu posso falar sobre essa história? Posso dizer que o Kraven seja doido de pedra e isso é uma verdade. Também que ele é o tipo de vilão que talvez não combine mais com os personagens hoje em dia, sei lá, não sei, é só um devaneio meu…

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Aos fãs de Kraven, não se sintam ofendidos. Não estou denegrindo o personagem, estou apenas refletindo sobre a trajetória do Aranha e, mais especificamente, sobre essa graphic novel. É engraçado que a trama é do Kraven, mas foi o Rattus despertou muito mais a minha atenção.

Kraven é muito diferente de todos os outros vilões que já vi, ele encontrou civilização na selva e quer derrotar o Aranha só para provar que é melhor que ele. Não há dominação mundial e nem um grande perigo à raça humana, a ambição de Kraven se restringe ao herói. Isso é bem diferente para mim.

Na trama, Kraven, o Caçador, sabe que a morte está chegando. Ele é um homem e tem consciência de que a cada dia que se passa, sua força vital diminui. Como um desafio final, ele promete capturar a presa que sempre escapou das suas garras: o Homem-Aranha.

Porém, derrotar o escalador de paredes não tem o mesmo impacto do que provar que ele pode ser uma Aranha melhor. Kraven precisa se transformar no próprio Aranha em espírito e façanha, isso será a sua verdadeira vitória. Para chegar à esse objetivo, Kraven ainda vai usar, a seu favor, Rattus, um mendigo que foi submetido a vários experimentos genéticos nas mãos do Barão Zemo, inimigo do Capitão América. Rattus é letal, mas ele é vilão e também vitima.

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A Última Caçada de Kraven é uma historia em que todos os personagens tem que superar seus limites e temores. O encadernado reúne as edições 31-32 de Web of Spider-Man, 293-294 de Amazing Spider-Man e 131-132 de Spectacular Spider-Man. Eu gosto muito dessas edições da Salvat, mas me incomoda muito a falta de numeração nas paginas, fica a dica para os próximos lançamentos.

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O Gato viu: Julieta

Eu gosto muito do Almodóvar, fui fisgada desde a primeira vez que vi um filme seu. O diretor constrói narrativas diferentes, lentas, dramáticas, mas carregadas em um suspense que nos faz querer ir até o fim para saber o que há.

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Em seu novo filme somos apresentados a Julieta (Emma Suárez), uma mulher de meia idade que está prestes a se mudar de Madri para Portugal, para acompanhar seu namorado Lorenzo (Dario Grandinetti).

Esta mulher tem uma aparente vida normal, entretanto, um encontro fortuito na rua com Beatriz (Michelle Jenner), uma antiga amiga de sua filha Antía (Blanca Parés), faz com que Julieta repentinamente desista da mudança. Nós e Lorenzo ficamos sem entender o motivo da inesperada atitude da protagonista.

Com a então partida do namorado, Julieta resolve se mudar para o antigo prédio em que vivia, também em Madri. Lá começa a escrever uma carta para a filha relembrando o passado entre as duas.

Nesses flashbacks Julieta é vivida pela também hipnotizante Adriana Ugarte. Conhecemos a história da protagonista bem antes do nascimento da filha que até pouco tempo desconhecíamos a existência, bem como o motivo pelo qual a simples menção do seu nome abale toda a vida de Julieta.

Almodóvar fez um filme sobre perdas sem despedidas. Dá mesma maneira que pessoas importantes passaram pela vida de Julieta sem se ter o devido adeus, nós somos surpreendidos com um final abrupto, que nos assusta pois ainda queremos pertencer àquela história.

Não é um filme ousado, ao contrário, é bem sóbrio, mas consegue traduzir os sentimentos femininos com o mistério habitual da estética do diretor. Há uma fragilidade e uma força dentro de todas essas mulheres, mesmo que seja para sofrerem caladas, tentando carregar o peso da vida sozinhas para que aqueles que elas amam possam ser felizes.

Julieta é inspirado em uma série de contos da escritora canadense Alice Munro, que foi  vencedora do Nobel de Literatura em 2013.

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Andrei Simões lança seu novo livro “Luz, O deus do Horror”

Eu estou muito feliz em compartilhar com vocês que, no dia 04 de outubro, às 18h, no Sesc Boulevard, em Belém, o escritor paraense de terror e horror Andrei Simões vai lançar o terceiro livro impresso da sua carreira!

Depois de ler Putrefação eu virei fã do autor e da sua escrita direta e impactante. Eu conheço o Andrei e ele é um cara com muito conhecimento e boas referencias, por isso estou muito curiosa para ler Luz, O deus do Horror, seu novo livro.

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Esse trabalho conta com ilustrações do paulista Eduardo Seiji e projeto gráfico e editorial de Flor di Maria Fontelles. A obra inaugura a linha de terror da Twee Editora. Incrível, não é mesmo?

Se liga na sinopse!

Luz, o deus do Horror

E se o regente deste mundo não se chamasse Amor?

            E se o medo fosse o alimento e instrumento de controle de um deus humano, demasiadamente humano?

            Obras de terror vão muito além do susto e do medo. Elas podem também servir para nos fazer pensar sobre a nossa realidade e a do mundo.

            Entrando em uma espiral descontrolada de seres que habitam os pesadelos mais assustadores da espécie humana, a boneca, o fantasma de uma criança, o monstro da estrada, o quadro mal-assombrado e outros arquétipos do gênero, as personagens deste livro se depararão com o mais puro horror e descobrirão verdades que poderão alterar o curso da própria vida humana.

            A cada capítulo, histórias de um terror absoluto serão contadas, através de gritos ecoantes em vários lugares do mundo, de uma capital na Amazônia brasileira a um esquecido vilarejo chinês; todas diretamente interligadas, em um romance seriado que se direciona a um clímax épico, surtado, filosófico e inesquecível.

            Afogando-se no próprio sangue, o ser humano conseguirá se libertar das correntes que ele mesmo criou para si?

            Na intensidade de um soco literário, Luz é um retrato atualíssimo sobre a ausência de crença em nossas existências, diante de um mundo de alienação social e religiosa que nos impõe nada além de medo e controle, o vigiar e punir de cada dia.

            Divertido. Apavorante. Reflexivo.

            Uma homenagem e ao mesmo tempo uma profunda e original subversão ao gênero.

            Permita-se. Abra este livro e entenda que só amamos a luz porque temos medo do escuro.

✚ Pra quem ficou curioso, dá pra ler o primeiro capítulo aqui, além de poder comprar o livro na pré-venda também e concorrer a uma edição especial com capa de couro e autografada!

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andrei-simoes-escritorAndrei Simões

Utilizando filosofia, ciência e ocultismo, navegando entre o realismo mágico e o horror, Andrei Simões procura instigar e provocar o leitor, com literatura minimalista, direta e profunda, utilizando de símbolos obscuros do inconsciente para trazer à tona difíceis, mas necessárias reflexões sobre a vida e a morte. O escritor nasceu em Belém do Pará, é biólogo e mestre em comportamento animal. Andrei tem outros dois livros publicados em papel, Zon, O Rei do Nada e Putrefação.

SERVIÇO

Lançamento do livro Luz, O deus do Horror, de Andrei Simões com ilustrações de Eduardo Seiji.
Data: 04 de outubro de 2016, às 16h
Local: Centro Cultural Sesc Boulevard
Endereço: Boulevard Castilhos França, 522/523 – Campina

PROGRAMAÇÃO

  • 18h às 20h40 – Lançamento do livro Luz, O deus do Horror com sessão de autógrafos.
  • 19h – Acústico sombrio com Marcelo Kahwage.

* Durante o evento haverá performances com o artista Gilberto Guimarães Filho e recitação de trechos do texto do autor.

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