As Aventuras de Batman é destaque nos lançamentos de abril da Coquetel

Batman e Coquetel, que parceria maravilhosa!

Depois do sucesso de “Batman – Jogos e Atividades”, a Coquetel traz para o público uma revista super ilustrada chamada As Aventuras de Batman. Nela, o leitor mergulhará no universo de Gotham City através de atividades, jogos, curiosidades e quadrinhos!  São muitos passatempos e aventuras inéditas em HQ.

Os jogos temáticos trazem os personagens do universo Batman, como Coringa, Pinguim e Charada. A indicação é para o público jovem e adulto, mas todo fã do Morcego pode se divertir com a revista.

O lançamento previsto é para o começo de abril, disponível em bancas e livrarias. Não deixe de conferir!

✚ NÚMERO DE PÁGINAS: 48 + 4  | PREÇO DE CAPA: R$ 14,90 | FORMATO: 20,5 x 27,5 cm

O Gato leu: Batman – O que aconteceu ao Cavaleiro das Trevas?

Batman – O que aconteceu ao Cavaleiro das Trevas? – Neil Gaiman e Andy Kubert
Editora: Panini
Ano: 2013
Páginas: 130
Compre: Submarino |  Americanas | FNAC

Batman existencialista? Batman por Neil Gaiman? Eu achei interessante.

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Nunca li nada do Gaiman, mas sei que ele tem muitos fãs por ai, pois é criador de sucessos como Sandman, Coraline e Deuses Americanos. Quando vi que essa história do Batman seria contada por ele, não sabia bem o que esperar, mas, no final, era exatamente o tipo de história que eu imaginava que ele contaria.

Gaiman é um fã do Morcego e fez uma história diferente de tudo o que já li sobre o Cavaleiro das Trevas.

Em Batman – O que aconteceu ao Cavaleiro das Trevas? o protetor de Gotham City está morto. Ele descansa em um caixão no Beco do Crime, o lugar onde nasceu.

Quem iria velar ele nesta ultima hora? Seus amigos mais próximos e seus inimigos mais mortais. Deles vem as últimas homenagens. No velório mais diferente que já vi, cada um conta uma história diferente sobre o Homem-Morcego. Histórias sobre como o conheceram, como suas vidas estiveram nas mãos uns dos outros, como ele viveu… e como ele morreu.

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Não sabemos a verdade, não sabemos se isso é verdade. Um misterioso personagem observa essa cerimônia macabra. Ele sabe que os contos desses heróis e vilões são contraditórios. Porém, é o próprio Batman, o maior detetive do mundo, que terá que resolver a questão.

É um livro muito bonito. Enquanto Gaiman conta uma história tocante, a arte de Kubert é uma bela homenagem a todas as décadas de ação do Morcego. A graphic novel revela que somos feitos de tragédia e comédia, personagens no teatro da vida. Porém, também mostra que você não morre enquanto seu nome continua a ser dito.

O encadernado da Panini reúne as edições Secret Origins 36, Secret Origins Special I, Batman Black and White 2, Batman 686 e Detective Comics 853. Além da trama da capa, há uma história da Hera Venenosa, um conto do Charada e um capitulo de Batman Preto e Branco. Gostei bastante da história titulo e da em preto e branco.

Um dos bons extras são as páginas de esboços do Adam Kubert. É um bom material, pena que não teve um cuidado maior, como o que um encadernado merece. Senti que as outras três histórias foram simplesmente jogadas juntas, formando uma espécie de “Batman por Neil Gaiman”.

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O Gato leu: Na Teia do Morcego

Na Teia do Morcego – Jorge Miguel Marinho
Editora: Gaivota
Ano: 2012
Páginas: 256
Compre: Amazon | Submarino | Americanas | Livraria da Travessa | Cultura | Saraiva

Batman está em São Paulo! E se falarem que o Batman está na história eu já fico interessada! O Cavaleiro das Trevas é meu herói favorito dos quadrinhos e, por isso, o livro de Jorge Miguel Marinho despertou a minha curiosidade.

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Afinal, é ou não o mesmo Batman das histórias em quadrinhos? E o que fez o Morcego sair de Gotham City e vir para a maior cidade do Brasil? É isso o que tentamos descobrir enquanto vemos que  pode ser ele o assassino da jovem  Aparecida Chaud. Será que o Batman também mudou de lado?

Tudo é clandestino, taciturno e sombrio em São Paulo. (Pág. 121)

São vários questionamentos ao longo da leitura e nela vemos um Batman humano e em crise. Ele é profundamente marcado pelo seu passado e questiona sua atuação como herói e como individuo. O seu diário é a melhor parte do livro, é poético e traz muitas reflexões sobre a vida e sobre as escolhas feitas.

Batman é um personagem, ele foi criado e palavras foram colocadas em sua boca, mas é certo viver já tendo um roteiro?

Robin está momentaneamente morto porque as pessoas decidiram que eu devia permanecer só. (Pág. 130)

O assassinato de Abigail vai interligar o Morcego com os outros personagens da história, os moradores do condomínio na Consolação. Figuras de uma metrópole cruel. São jovens, velhos, casados, sozinhos, amantes e mal-amados, até as pessoas desvalidas são suspeitos do crime, além de serem vítimas da existência humana.

A vida é muito mais do que tentar transformar merda em ouro. É o que tenho tentado fazer de mim. (Pág. 155)

Na Teia do Morcego é um livro com um projeto gráfico muito lindo, que forma uma verdadeira “teia” dos meios de comunicação. A história é construída através de cartas, diário, telefonemas, telegramas, internet, gravações, notícias de jornal, de rádio, de televisão e até uma ata de condômino. O final é tão louco e nos deixa confusos por um bom tempo até que uma risada estranha venha em seguida. Parece que o autor faz piada com a nossa cara, algo digno do Coringa…

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O Gato viu: Esquadrão Suicida

Será que toda vez que um filme da DC for para as telas do cinema as polêmicas e as criticas pesadas irão junto? Parece que sim…

Quem viu os trailers de Esquadrão Suicida imaginava que este seria o filme do ano e que colocaria a estabilidade que a DC tanto precisava no cinema, mas não foi dessa vez. Depois da enxurrada de criticas negativas que Batman vs Superman: A Origem da Justiça recebeu, a impressão que se tem é de que eles modificaram Esquadrão Suicida para que ele ficasse mais atraente, porém essa foi justamente a coisa errada a se fazer.

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Dá pra ver que a Warner tinha um material incrível em mãos e que os atores cumpriram e conseguiram convencer em seus papeis, mas faltou um roteiro decente. Faltou uma história que cativasse. Esquadrão Suicida era pra ser para a DC o que Guardiões da Galáxia foi para a Marvel, a apresentação para o grande publico, de heróis mais lado B, em uma boa trama e embalados com uma trilha sonora de peso. Mas não conseguiu chegar onde o concorrente foi.

Não que o filme seja de todo ruim, eu daria uma nota 7 para ele, mas porque sou uma pessoa muito legal e depois da enxurrada de criticas o meu hype diminuiu e eu já fui preparada para que fosse pior ainda.

Viola Davis é a grande estrela desse filme, ela está incrível no papel de Amanda Waller, a chefe da A.R.G.U.S, uma pessoa perigosa e incrivelmente inteligente. Eu pensei que a participação dela seria pequena, mas não, ela se mostra parte fundamental do decorrer da história.

Jared Leto faz um bom Coringa, diferente de todos que já vimos e que tem um caráter meio gangsta, meio de mafia, algo que gosto muito. Isso me lembra Gotham com Falconis e Maronis que sempre disputaram a sua hegemonia. Eu tinha plena confiança no Jared e dá pra ver que ele se esforçou, mas a trama não ajudou muito. Ele tem momentos brilhantes, mas também tem com coisas desnecessárias. A participação dele ajuda a fazer a ligação com o próximo filme do Batman.

A Alerquina sempre foi o meu maior problema. Eu queria que dessem uma calça para a personagem, porque ela vai para a batalha de calcinha? Uma legging de couro estava sensual e muito melhor. Porém, a Margot Robbie (que já é uma mulher hipersexualizada em todos os personagens que faz) consegue convencer como Alerquina e dá vontade de fazer um cosplay mesmo com o ranço que sinto com a personagem durante toda a vida. A Alerquina tem bons momentos, inclusive de força e independência, mas depois ela volta a ser infantilizada e colocada apenas como mais uma gostosa. A relação da Alerquina com o Coringa sempre me incomodou e eu queria que o filme deixasse mais claro que é um relacionamento abusivo entre os dois, mas a tendência a romantizar isso é sempre um erro que insistem em  cometer.

Will Smith faz um bom Pistoleiro e consegue fazer rir e emocionar. Gostei de ver a amizade entre ele e a Alerquina, espero que fique na amizade, pois quase nunca temos no cinema uma amizade verdadeira entre homem e mulher. Os momentos dele com o agente  Rick Flag, também são interessantes para fazer o debate de que todos são assassinos, incluindo os que estão autorizados pelo governo.

Gostei da história do El Diablo, mas queria ter visto mais assim da Katana (que é uma personagem que possui uma história fantástica), do Crocodilo e do Capitão Bumerangue também. A  Magia foi muito mal utilizada e as cenas dela chegavam a ser cansativas, uma pena. O vilão também foi bem generalista, tal como vimos em Batman vs Superman.

A trilha sonora é maravilhosa, mas poderia ter sido mais bem explorada. Teve momentos incríveis como a parte que toca Without Me, do rapper Eminem. Queria ter tido mais disso.

O filme deixa com um gosto de que dava pra ter sido melhor, pois bastava organizar em um roteiro as coisas boas que ele tinha. Mas assistam, pois vale o ingresso e a experiência de ver esse personagens representados na tela do cinema, fora que ele traz ligações com os próximos filmes da DC.

PS: Tem cena pós-creditos.

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O Gato leu: Batman ’66

Batman ’66 – Jeff Parker e Jonathan Case
Editora: Panini Comics
Ano: 2014
Páginas: 132
Compre: Amazon | Submarino |  Americanas | FNAC | Livraria da Travessa | Cultura | Saraiva

Se você procura uma história leve e divertida, Batman ’66 é a escolha certa.

Com bom humor, a graphic novel traz histórias de aventura e ação no estilo da série de TV da década de 1960, que contava com Adam West e Burt Ward nos papeis de Batman e Robin, respectivamente.

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Se hoje as histórias do morcego são pesadas e repletas de criticas sociais, nestas a morte de inocentes pode ser combatida com um simples POW! do vigilante de Gotham. Os predicados não faltam na hora de ser referir ao Batman ou ao menino-prodigio, este ainda conta com todo um extenso vocabulário derivado da palavra “santa”, como “santa corda esticada”,  “santo roubo de túmulos” ou “santa base de fãs”.

Do nome do heroi também derivam uma infinidade de títulos para seus utensílios, como “Bat-raio”, “Bat-algemas”, “Batcóptero” e por ai vai, bem como era na série televisiva. Pode parecer trash, mas é bem lúdico e engraçado. Jeff Parker (roteiro) e Jonathan Case (arte) fizeram um trabalho muito interessante, as cores de Wes Hastman também fazem toda a diferença.

Em Batman ’66 temos aventuras da dupla dinâmica contra o Charada, a Mulher-Gato, o Pinguim, o Senhor Frio, além é claro, do Palhaço do Crime, o Coringa. O encadernado de luxo, com capa-dura traz as histórias publicadas originalmente em Batman ’66 – 1 a 4.

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É bem cômico e eu indico para os fãs que desejam conhecer mais da trajetória dos Morcego e de como ele já foi retratado antes.

Vale a pena conferir!

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