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O Gato leu: A Ilha de Bowen – GatoQueFlutua

O Gato leu: A Ilha de Bowen

A Ilha de Bowen – César Mallorquí
Editora: Biruta
Ano: 2014
Páginas: 524
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Hoje tem resenha deste livro de alta qualidade que ganhou o Prêmio Cervantes Chico 2015, Prêmio Nacional de Literatura Infantil e Juvenil 2013, Prêmio Edebé de Literatura Juvenil 2012 e foi nomeado ao Celsius Award.

Na trama de A Ilha de Bowen, antes de desaparecer Sir John Forggat enviou um pacote à Londres para sua esposa, Lady Elisabeth Faraday, contendo um objeto peculiar. Sem saber o paradeiro de seu marido e do que de fato tratava-se o item misterioso, ela e sua filha embarcam no Saint Michael junto com o professor Ulisses Zarco e o jovem fotógrafo Samuel Durango.

Seguindo os rastros de John, a tripulação do navio dirige-se às ilhas do extremo norte do globo e uma dessas é a Ilha de Bowen. Segundo a lenda, na viagem em que estava o frade Bowen, seu navio enfrentou uma grande tempestade e ficou a deriva até parar em uma ilha desconhecida, na qual, segundo o religioso, achava-se uma das portas do Inferno.

[…] uma extraordinária descoberta: no extremo ocidental da costa sul, sob a sombra do cavalo, abria-se uma caverna que, indo terra adentro, desembocava numa cidade subterrânea, há muito abandonada por seus habitantes.

A Ilha de Bowen remete às clássicas histórias de aventura com locais selvagens, inóspitos, civilização desconhecida, grandes mistérios, mortes e criminosos. Uma narrativa a lá Conan Doyle e Júlio Verne, como o próprio livro descreve. E as homenagens não ficam só nisso, o capitão do Saint Michael se chama Gabriel Verne e, em certo momento da trama, Samuel Durango tem uma rápida conversa com Conan Doyle, além das outras diversas referências à autores, personagens e outras histórias de aventura.

Embates nas relações entre os personagens geram discussões sobre machismo e posicionamento feminino. Zarco é um homem brilhante, porém grosseiro e misógino, que quer comandar todo mundo e acha que está sempre certo. Já a Senhora Faraday é uma mulher extremamente inteligente, de grande memória, excelente em repassar os acontecimentos (o que muito nos ajuda no entender da história) e que não aceita a maneira de Zarco tratá-la e nem de conduzir a expedição.

Porque a senhora – disse Zarco -, como todas as mulheres, tem pouca capacidade de observação e rigor mental, que caracterizam um homem treinado nas tarefas intelectuais. De fato, talvez isso seja um bom exemplo da diferença entre o cérebro homem e da mulher. Frente a um problema, um homem observa os detalhes, reflete e tira conclusões. Uma mulher, ao contrário, observa os detalhes… e fala deles com as amigas […]. (Pág. 123)

A princípio, a quantidade de páginas pode intimidar, mas A Ilha de Bowen se mostra uma aventura dinâmica. É um excelente livro para sair da ressaca literária, pois é uma leitura fluida e bastante atrativa.

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