Talvez o crush esteja mais feliz sem você

Parece absurdo. Parece que eu não confio no meu taco, mas não é bem isso.

Para e pensa que nesse exato momento você ficou com o crush e esse é o início do romance de vocês. Você estaria pronta para essa nova fase da sua vida?

Eu não.

How I Met Your Mother (4)

Estou sem trabalho e bastante confusa em relação ao meu futuro. Quero sim que eu e o crush e eu formemos o par romântico dessa história, mas eu não quero meter ninguém na loucura que está a minha vida atualmente.

Parece que eu tô fazendo drama e querendo chamar a atenção, eu sei disso. Mas eu também sei que me conheço melhor do que ninguém. Sei que pra entrar de cabeça em algo, o resto tem que estar bem. Sem uma base sólida, não dá pra arriscar.

Também sei que um ombro amigo e palavras de incentivo poderiam ajudar, mas no final sempre vai depender de mim. Meter a cara e arriscar perder o que mal começou é ter a certeza que vai durar pouco. É sufocar o beijo.

Deixa o crush lá. Vamos flertando assim, como uma música lenta.

Isso pode demorar? Claro que pode! Mas isso não significa que a nossa vida parou, que outras paixões deixaram de acontecer, que erros e acertos não foram cometidos.

Eu posso me acertar, namorar, terminar, viajar, voltar a estudar e ele pode, entre outras coisas, ter o filho que sempre desejou e que não está em meus planos ter. Nenhum de nós se privaria da felicidade.

How I Met Your Mother (2)

giphy

Eu acredito muito que a gente pode, no futuro, se envolver com uma pessoa que já conhecemos há anos, de uma maneira completamente diferente. Eu acho isso fantástico!

Queremos que o felizes para sempre começe agora. Claro que sim. Mas uma boa história tem vários capítulos, aventuras, partes felizes, tragédias e, principalmente, a evolução de quem a vive.

A vida pode ser como uma história não linear, mas com um final feliz.

Pense nisso! 🙂

Eu tenho o hábito de desaparecer

“A felicidade exige valentia” — Fernando Pessoa

Ahhh e como exige valentia, mesmo que seja para ir embora.

E não, eu não tenho poderes especiais. Eu acho que sou só uma pessoa desapegada mesmo. Na verdade nem é só isso, eu sou uma pessoa que ainda não se sente plenamente feliz. Sei que a felicidade plena é a coisa mais díficil de se alcançar e quando alcançamos muitas vezes nem nos damos conta disso, mas eu ainda me sinto estranha.

Eat Pray Love

Eu tenho o hábito de desaparecer. Não só de relacionamentos amorosos mas, inclusive, de amizades.

Aquele amigo que eu via todo dia, aquela melhor amiga do colégio, aquela pessoa com a qual eu ficava horas falando ao telefone, elas vão, aos poucos, notando a minha ausência.

É muito dificil para uma pessoa “normal” entender alguem assim como eu, às vezes eu nem me entendo. Sei que a minha confusão e inquietude em relação a mim mesma contribui para isso. Eu sempre me questiono se é realmente isso que eu quero e se me faz feliz.

Se não for bom pra mim, vou embora. E não tem dor, não tem drama, não tem sofrimento. Pelo menos para mim, pois essa é a hora em que finalmente tenho certeza de algo e isso torna tudo tão mais fácil.

comer, rezar, amar

Não que as pessoas deixem de ser importantes na minha vida, ou eu fique com raiva delas. Elas me perguntam se me ofenderam de alguma forma. Jamais, gente, jamais.

Só parece que tudo virou uma comida dessas incrívelmente saudáveis e absolutamente sem gosto algum. É bom para você mas não te dá prazer algum.

Pareço egoista, né? Com toda a certeza.

Mas é egoismo querer a nossa própria felicidade?  Não. Nínguém deve se sentir aprisionado e se sentir assim deve ter a oportunidade de ir embora, nem que se seja numa saída à francesa.

Sem ninguem notar. Sem ninguém chorar.

Ao menor sinal, caia fora!

Esse post é para qualquer um. Para moças e rapazes que se encontram nesse dilema.

A história é a mesma: rapaz está de coração partido e você é a “ombro amiga” dele.

Você pensa:

Queria que alguém me amasse assim…

…como ele…

queria que ele me amasse…

assim.

Para! Caia fora! Falo por experiência de vida. Ex-namorado, ex-ficante, um amigo, um colega da escola… Já passei por isso e você também já deve ter passado. Você só quer ajudar, mas depois se vê envolvida em um problema que não é seu.

Às vezes já temos um sentimento anterior pela pessoa e acabamos achando que aquele é o momento para a aproximação efetiva. Mas como uma relação pode dar certo se ele te vê só como uma boa ouvinte para os problemas daquela fase difícil?

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Se você quer só ajudar, tudo bem, mas não espere ou tente mais que isso. Eu sei que você deve ser melhor partido, afinal ele e ela terminaram e voltaram várias vezes, ela vive decepcionando o rapaz, ele sempre chora por ela pois não consegue deixar de amar aquela criatura. Mas não entre em uma história da qual você claramente não faz parte do par romântico. Vá viver outras aventuras!

Se vocês ficaram, você pode achar que está tudo lindo, mas não é bem assim. Não estou defendendo o cara (ou a garota), só estou dizendo pra não jogar suas expectativas em cima da pessoa. Deixe a bad passar.

Você será um charminho, um ciúmes, uma distração, um acalanto para o coração partido. Mas com certeza não será a cura. A cura é só o tempo, a reflexão e a aprendizagem que eles proporcionam.

Todos sabemos disso.

Deixe a pessoa passar por essa fase. Depois disso pode tentar algo, pois ai será uma escolha mais sábia e clara, Padawan.

yoda e luke dagobah

 

OBS: Esse post é beeem diferente de tudo que eu costumo postar aqui, não é? Mas tenho refletido comigo mesma que esse é um espaço pessoal, de trocas de experiências e posts mais despretensiosos. Espero que tenham gostado, pois vem mais por ai! 🙂

Livros infantis da Callis Editora mostram a relação entre pai e filho

Presente para o pai e para o filho!

Dois livros infantis mostram como a relação entre pai e filho pode estimular ainda mais os laços de amor, amizade e confiança.

O livro Tudo Depende, de José Manuel Mateo e ilustrações de Margarida Sada é um deles. Nele, o pai da jovem Maria tenta mostrar-lhe, com bom senso e delicadeza, que não existe o “certo” e o “errado” e “bom” e o “ruim”. Afinal, tudo depende do ponto de vista. Com diálogos curtos e linguagem simples, a obra ressalta o aprendizado por meio de experiências do dia a dia.

Já na obra Você Sabe Assobiar, o autor Ulf Stark ressalta a importância do avô. O livro conta a história de Beto, que com a ajuda do amigo Hugo, quer encontrar um avô legal que saiba assobiar e soltar pipa.

 

Tudo Depende
Autor: José Manuel Mateo
Ilustração: Margarita Sada
14x 28 cm
52 páginas
Preço: R$ 28,90

Você sabe assobiar?
Autor: Ulf Stark
Ilustração: João Lin
16×23 cm
40 páginas
Preço: R$ 28,90

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