Valorizem a vida real

Esses dias topei com um post da Ana, do Hoje Vou Assim Off, que me fez pensar muito.

Adoro salvar coisas bonitas no Pinterest e postar fotos bacanas no Instagram, mas a vida real nem sempre é tão bem enquadrada, não é mesmo? Nem sempre nossas camas estão arrumadas, a louça da pia está lavada, nossas estantes estão limpas ou estamos com uma bela maquiagem para uma selfie.

A vida real se faz em meio ao caos, aos eventos não planejados e aos imprevistos no meio do caminho.

A série The Middle mostra o aprendizado em meio ao caos.

Quando conseguimos sair de todas as armadilhas, ficamos satisfeitos. Chegar em casa e ter cumprido seu dever é reconfortante. Às vezes a ordem de alguma coisa é mais urgente que a ordem de outra. A casa às vezes fica bagunçada para que a vida emocional encontre o seu rumo. Mas, infelizmente, parece que para uns isso pouco importa. Para estes, se você não tiver a casa igual a da revista de decoração, você não é alguém.

Quando vi a Ana falando sobre o seu apartamento, lembrei logo do meu sonho de ter meu próprio canto. Tenho dezenas de inspirações e sempre me pergunto como vou conciliar os móveis e objetos que já tenho com a minha ideia de casa.

Não posso separar um do outro.

Eu comprei esses móveis, eu suei, economizei, pesquisei, tirei medidas, furei paredes e escolhi um a um. A cadeira de design é linda, mas aquela do magazine do supermercado da minha cidade também é, ainda mais se ela me lembra que foi uma conquista através da maturidade financeira, adquirida há muito custo. Ela faz par com uma mesa simples de um marceneiro local e juntos formam meu amado home-office. Diz se isso não é incrível?

O que importa mesmo são as experiências

Como deixar esse tipo de coisa fora? Como esquecer daquilo que te diferencia, e que foi uma experiência que te formou, em função de um padrão?

Não dá. Isso não nos traz milhares de likes ou seguidores, mas traz uma paz consigo mesmo, uma plenitude que não tem preço.

Não mesmo.

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Semana do Quadrinho Nacional faz homenagem aos 400 anos de Belém

No próximo dia 25 se inicia a 2ª Semana do Quadrinho Nacional aqui em Belém, um encontro de leitores e criadores de quadrinhos de todo o estado. A abertura será no Cine Líbero Luxardo, às 17h, com a exibição do documentário VHQ – Uma breve história do quadrinho paraense, de Vince Souza.

Tradicionalmente, o Dia do Quadrinho Nacional é comemorado em 30 de janeiro, mas ao propor uma semana dedicada à nona arte, a organização busca ampliar o debate e fomentar a cena cultural do estado do Pará .

"Pretérito Mais que Perfeito” - primeira HQ feita em Belém através de financiamento coletivo.

“Pretérito Mais que Perfeito” – primeira HQ feita em Belém através de financiamento coletivo.

Toda a programação será gratuita e contará com sessões de autógrafos, workshops, lançamento do Concurso de Quadrinhos “Belém 400 Anos”, além da exposição “Belém em Quadrinhos”.

Mais detalhes da programação podem ser encontrados no site da Fundação Cultural do Pará (FCP), que estará realizando  o evento através de sua Diretoria de Leitura e Informação (DLI).

semana do quadrinho nacional 2016

 

O Gato foi: Exposição Alistamento, de Éder Oliveira

Há mais de 10 anos Éder Oliveira desenvolve trabalhos relacionando retratos e identidade, tendo como objeto principal o homem amazônico. Nascido em Timboteua, na região do Salgado paraense, Éder é formado em Educação Artística – Artes Plásticas, pela UFPA.

Ele é daltônico e utiliza isso em seu favor na hora de construir seus trabalhos. Pinceladas marcadas e cores fortes mostram esse seu olhar “diferente” sobre a realidade. Ele consegue, como poucos, chegar no tom de pele que mistura os traços do negro, do branco e do índio. O homem comum e anônimo é o objeto retratado. Às vezes uma cor se sobressai, mas nunca é algo feito à toa.

Aqui em Belém os trabalhos dele já são bem conhecidos, muros tem estampados rostos de homens da periferia da cidade. Homens que deixamos à margem das nossas vidas. Homens invisíveis.

Na 31ª Bienal de São Paulo, o mural dele com rostos de suspeitos de crimes, que foram tirados das páginas do jornais paraenses, mostrou o estigma do caboclo amazônico como o bandido. Um reflexão sobre a condição social desse individuo.11078255_445635108946876_2885289830346153209_nAgora, em Alistamento, Éder fez uma convocatória feita a jovens alistados nas Forças Armadas. Aqui novamente o cabloco amazônico é visto, porém do outro lado da história. Para a mostra, os participantes foram fotografados e entrevistados a respeito de temas como identidade, militarismo e violência, e suas respostas e histórias fizeram parte do processo de investigação e construção dos trabalhos expostos, entre óleos sobre tela, objetos, site-specific e videorretrato.

Com curadoria de Marta Mestre, o projeto foi contemplado pelo Ministério da Cultura e pel​o​ Edital Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais 2014, e conta com o apoio do Sesc Boulevard e da galeria Blau Projects.

É uma exposição incrivel e vale muito a pena conferir! Quem não for de Belém, pode acompanhar o trabalho dele pela fanpage.

SERVIÇO
ALISTAMENTO”​, ​​individual ​de Éder Oliveira​

Período: 29 de maio à 12 de julho
ter-sáb: 9h-19h | dom: 9h-13h

Local: Centro Cultural Sesc Boulevard – Boulevard Castilho França, 522/523, Campina, Belém – PA

​(91) 3224 5305 | 3224 5654

Entrada franca

Semana do Quadrinho Nacional 2015 em Belém

FOTO DEBB CABRAL

Só quadrinhos nacionais!

Para comemorar o Dia do Quadrinho Nacional a Fundação Cultural do Pará (antigo Centur) vai sediar uma programação dedicada à nona arte. De 28 a 30 de janeiro (quarta a sexta-feira) haverá encontros com quadrinistas paraenses, exposição de originais e oficinas de quadrinhos.Muitos quadrinistas de Belém atuam de maneira independente, por isso o evento será uma oportunidade de discutir sobre assuntos como financiamento coletivo e mercado nacional. A exposição “Quadrinhos Made In Pará”, que será montada na Gibiteca terá desenhos de artistas como Joe Bennett, Jack Jadson, Rafael Lanhelas e Carlos Paul, além da exibição de vídeos do Laboratório de Animação e documentários sobre quadrinhos.10933806_401334946696640_4482076897202022672_nAlexandre Nascimento ministrará a oficina de quadrinhos que tem inscrições gratuitas e que podem ser feitas na Gibiteca da Biblioteca Arthur Vianna, no 2º andar da Fundação. A oficina será realizada de 28 a 30 de janeiro, das 15 às 18h. Crianças a partir de 12 anos podem participar.

O endereço é Av. Gentil Bittencourt, 650, em Nazaré.

Programação da Semana do Quadrinho Nacional 2015

Encontro com quadrinistas às 18 horas

28/01 – Quadrinho e Literatura Fantástica, com Roberta Spindler, Fábio Nahon e André Ciderfao

29/01 – Quadrinho Nacional e Financiamento Coletivo, com Otoniel Oliveira, Dorival Moraes e Volney Gonçalves

30/01- Desenhistas brasileiros no quadrinho americano, com Joe Bennett, Jack Jadson, Rafael Lanhelas e Carlos Paul

Exposição

Quadrinhos “Made In Pará”

Breve História dos Quadrinhos Paraenses

Mostra de Vídeos sobre Quadrinhos

Oficina de Quadrinhos

Instrutor: Alexandre Nascimento

Horário: 15 às 17 h

Local: Gibiteca – 2º andar do Centur

O Gato foi: Exposição “Entreato da luz” de Luiz Braga

Tem fotógrafos que se acomodam. Consagrados, eles ganham dinheiro com a venda de suas obras, palestras, cursos e etc. Porém, parece que toda a foto nova que fazem nós já vimos. O trabalho deles dá a impressão que parou no tempo. E eles também.

Com Luiz Braga isso não aconteceu.

Entreato da Luz

O fotógrafo paraense é premiado e tem suas fotos como parte de grandes acervos nacionais e internacionais. Braga tem um trabalho diverso. Seu domínio da luz e da cor possibilitou uma nova abordagem da visualidade amazônica, passando longe dos estereótipos aos quais já estamos acostumados.

Sua obra se confunde com sua vida: momentos em que fotografava compulsivamente; em que se sobressaiu mais a cor; o preto e branco; os Nightvisions e agora na mostra Entreato da luz que está em exposição no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas.Ele se lançou ao novo, seja na forma de expor com o tríptico “Menina e carvão” ou na “Banhista de Outeiro” que permanece no Museu, mesmo quando sua foto já foi retirada da parede. A imagem de Dauana Parente, modelo para a série de fotos, mostra a marca da imagem não só como obra, mas como parte da vida de Luiz.

A violência o expulsou da cidade e ele foi buscar refugio em lugares como o quilombo do Pau Furado, em Salvaterra, no Marajó, onde encontrou os reais contornos da luz na afetividade das pessoas.

Ele poderia ter parado, ter feito mais do mesmo e seguir assim. Mas não fez. Luiz Braga se lançou ao novo e vem realizando trabalhos de acordo com suas inquietações pessoais.

Tive a experiência de ir visitar a exposição duas vezes, em ambas o artista guiou o grupo em que eu estava. Ouvir o próprio Luiz falar sobre o seu trabalho, ainda mais naquela exposição totalmente ousada foi incrível. A sensibilidade do trabalho só é mais reforçada ainda depois disso.

Visitem! A exposição “Entreato da Luz” segue aberta até domingo (29), no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas, das 10 às 22h. A entrada é franca.

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