Pixel Media lança O Mundo da Mulher Maravilha

As expectativas para o filme da Mulher Maravilha estão altíssimas. Apesar da DC Comics ainda não ter acertado o passo nos cinemas, eu acredito que este será o melhor filme que ela fará.

Enquanto o grande dia não chega, a Pixel Media, selo de quadrinhos da Ediouro, lança O Mundo da Mulher Maravilha, um livro ilustrado cheio de informações sobre a personagem.

Metade humana e metade deusa, Diana é filha de Zeus e Hipólita — rainha das Amazonas — e foi treinada desde o seu nascimento para ser uma representante de Themyscira para o mundo humano.

Eu fiquei muito feliz com a noticia desse lançamento, pois a Mulher Maravilha tem uma história e tanto e passou por diferentes contextos sociais. No livro, Diana compartilha sua perspectiva única sobre o mundo pela primeira vez, tanto como guerreira destemida quanto como embaixadora da paz. Ele é repleto de histórias desde sobre como foi crescer em Themyscira até seu ingresso na Liga da Justiça, ao se tornar a Deusa da Guerra.

São dicas e mensagens que uma aspirante a super-heroína precisa saber para seguir o mesmo caminho. Diana é um modelo de mulher forte, determinada e justa. O lançamento do livro será páreo ao do filme live-action.

O Mundo da Mulher Maravilha é indicado para o público geek jovem e adulto. Uma excelente dica de presente. Já está disponível na Amazon.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Número de páginas: 64
Formato: 23,5 x 23,5 cm
Preço de capa: R$39,90

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O Gato viu: Esquadrão Suicida

Será que toda vez que um filme da DC for para as telas do cinema as polêmicas e as criticas pesadas irão junto? Parece que sim…

Quem viu os trailers de Esquadrão Suicida imaginava que este seria o filme do ano e que colocaria a estabilidade que a DC tanto precisava no cinema, mas não foi dessa vez. Depois da enxurrada de criticas negativas que Batman vs Superman: A Origem da Justiça recebeu, a impressão que se tem é de que eles modificaram Esquadrão Suicida para que ele ficasse mais atraente, porém essa foi justamente a coisa errada a se fazer.

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Dá pra ver que a Warner tinha um material incrível em mãos e que os atores cumpriram e conseguiram convencer em seus papeis, mas faltou um roteiro decente. Faltou uma história que cativasse. Esquadrão Suicida era pra ser para a DC o que Guardiões da Galáxia foi para a Marvel, a apresentação para o grande publico, de heróis mais lado B, em uma boa trama e embalados com uma trilha sonora de peso. Mas não conseguiu chegar onde o concorrente foi.

Não que o filme seja de todo ruim, eu daria uma nota 7 para ele, mas porque sou uma pessoa muito legal e depois da enxurrada de criticas o meu hype diminuiu e eu já fui preparada para que fosse pior ainda.

Viola Davis é a grande estrela desse filme, ela está incrível no papel de Amanda Waller, a chefe da A.R.G.U.S, uma pessoa perigosa e incrivelmente inteligente. Eu pensei que a participação dela seria pequena, mas não, ela se mostra parte fundamental do decorrer da história.

Jared Leto faz um bom Coringa, diferente de todos que já vimos e que tem um caráter meio gangsta, meio de mafia, algo que gosto muito. Isso me lembra Gotham com Falconis e Maronis que sempre disputaram a sua hegemonia. Eu tinha plena confiança no Jared e dá pra ver que ele se esforçou, mas a trama não ajudou muito. Ele tem momentos brilhantes, mas também tem com coisas desnecessárias. A participação dele ajuda a fazer a ligação com o próximo filme do Batman.

A Alerquina sempre foi o meu maior problema. Eu queria que dessem uma calça para a personagem, porque ela vai para a batalha de calcinha? Uma legging de couro estava sensual e muito melhor. Porém, a Margot Robbie (que já é uma mulher hipersexualizada em todos os personagens que faz) consegue convencer como Alerquina e dá vontade de fazer um cosplay mesmo com o ranço que sinto com a personagem durante toda a vida. A Alerquina tem bons momentos, inclusive de força e independência, mas depois ela volta a ser infantilizada e colocada apenas como mais uma gostosa. A relação da Alerquina com o Coringa sempre me incomodou e eu queria que o filme deixasse mais claro que é um relacionamento abusivo entre os dois, mas a tendência a romantizar isso é sempre um erro que insistem em  cometer.

Will Smith faz um bom Pistoleiro e consegue fazer rir e emocionar. Gostei de ver a amizade entre ele e a Alerquina, espero que fique na amizade, pois quase nunca temos no cinema uma amizade verdadeira entre homem e mulher. Os momentos dele com o agente  Rick Flag, também são interessantes para fazer o debate de que todos são assassinos, incluindo os que estão autorizados pelo governo.

Gostei da história do El Diablo, mas queria ter visto mais assim da Katana (que é uma personagem que possui uma história fantástica), do Crocodilo e do Capitão Bumerangue também. A  Magia foi muito mal utilizada e as cenas dela chegavam a ser cansativas, uma pena. O vilão também foi bem generalista, tal como vimos em Batman vs Superman.

A trilha sonora é maravilhosa, mas poderia ter sido mais bem explorada. Teve momentos incríveis como a parte que toca Without Me, do rapper Eminem. Queria ter tido mais disso.

O filme deixa com um gosto de que dava pra ter sido melhor, pois bastava organizar em um roteiro as coisas boas que ele tinha. Mas assistam, pois vale o ingresso e a experiência de ver esse personagens representados na tela do cinema, fora que ele traz ligações com os próximos filmes da DC.

PS: Tem cena pós-creditos.

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O Gato viu: Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Enfim fui assistir Batman vs Superman: A Origem da Justiça! Em meio ao deadline do meu trabalho fiz uma pausa e fui conferir o novo filme de Zack Snyder. Consegui escapar dos spoilers mas não da noticia de que ele não foi bem recebido. Sinceramente, eu não entendi o porquê.

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Batman vs Superman: A Origem da Justiça não é um filme como os da Marvel, se você espera as piadinhas e a ação constante como nos Vingadores, vai se decepcionar. Tenha em mente que é Batman, é DC Comics, é sombrio, não é pra ser engraçado.

Na trama, após os eventos de “O Homem de Aço”, o Superman (Henry Cavill) é algo que divide a opinião da população mundial. Para muitos ele é um deus, um herói, um salvador; mas outros não concordam e, inclusive, acham que sua permanência no planeta é uma ameaça. Bruce Wayne (Ben Affleck) está do lado dos inimigos de Clark Kent. Ele, que há mais de 20 anos combate os criminosos de Gotham, decide usar sua força e a figura do Batman para enfrentar o Filho de Krypton. Enquanto a rivalidade entre os protagonistas aumenta, uma nova ameaça ganha força.

Batman vs Superman: A Origem da Justiça tem muita história, muita mesmo. Pra quem curte ação, isso pode ser meio chato, mas eu gostei. Afinal, no filme somos apresentados a diversos personagens novos e temos que conhecê-los. Entre estes temos o próprio Bruce Wayne, e seu fiel mordomo, Alfred; Diana Prince, a Mulher-Maravilha e Lex Luthor.

Lex está incrível, com frases de impacto, ele está meio insano e lembra até mesmo o próprio Coringa. Jared Leto que se cuide. Já a Mulher-Maravilha é simplesmente maravilhosa. Redundância? De jeito algum. Antes mesmo de vestir o seu traje ela já mostrava a que veio. Eu sempre fico com medo da representação das personagens femininas em filmes de ação, ainda mais desta que é uma das mais poderosas e Gal Gadot honrou a personagem. Uma mulher que está equivalente aos protagonistas masculinos da história.

Enfim, eu gostei muito. Achei um filme bonito, bem feito e com efeitos especiais usados na dose certa. Sabemos que, em um filme desse tipo, é muito fácil pesar a mão e cair no ridículo. Sejam as criticas negativas ou positivas, todo mundo tem que ver para ter sua própria opinião.

PS: Se a Marvel nos dá bônus sobre suas próximas jogadas nas cenas pós-créditos, na DC este bônus está dentro do próprio filme. Assistam e vão entender as surpresas que se tem.

O Gato leu: Batman: A Piada Mortal

Batman: A Piada Mortal – Alan Moore e Brian Bolland
Editora: Panini
Ano: 2011
Páginas: 82
Compre: AmazonSubmarino | Americanas | FNAC | Cultura | Saraiva

Batman: A Piada Mortal deve ser uma das histórias do Batman mais populares.

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Nela somos apresentados a uma origem para o Coringa, o grande vilão dos quadrinhos. Enquanto ele entra na mente do comissário Gordon para enlouquecê-lo, flashbacks nos mostram quem é (ou era) o homem por detrás da face do Palhaço.

Em Batman: A Piada Mortal somos levados em uma viagem à mente completamente doentia do Coringa, em uma história pesada e violenta.

Lembra? Oh, eu não faria isso? Lembrar é perigoso… Eu vejo o passado como um lugar cheio de ansiedade. (Pág. 28)

Quando Batman vai ao encontro do Coringa para salvar seu aliado, vemos que é tênue a linha que separa o criminoso do herói.

Eu li a edição especial de luxo, que é uma obra de arte. Ela conta com prefácio de Tim Sale; posfácio de Brian Bolland; “Sujeito Inocente”, uma aventura extra em oito páginas; esboços do artista; biografias; além da reprodução de uma história de Batman e Robin, de 1940, com arte de Bob Kane, o “pai” do Batman.

Só é preciso um dia para reduzir o mais são dos homens a um lunático. (Pág. 45)

Para essa edição, Brian Bolland fez questão de recolorir todos os desenhos. Saíram as cores quentes de 1988 e entraram cores mais lavadas e frias, com destaque para pequenos pontos da cena. Vemos então a história como o artista imaginou.

Essa história tem um hype imenso, mas eu confesso que não curti muito. Fui ler com a expectativa nas alturas e acabei me decepcionando, principalmente com o que acontece com a Barbara Gordon, mas não vou falar mais para evitar os spoilers. Muita gente colocou essa história em um pedestal e acha que por isso não se deve critica-la, mas gente, criticar não se resume a falar mal, mas a olhar com mais atenção.

A Piada Mortal tem as suas falhas e apesar de  ser muito original em alguns aspectos, em outros ela apenas repete um discurso antiquado com o objetivo de chocar através da violência.

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