Quando tudo começa a dar errado

Eu assisto muitas séries e observei algo com o passar do tempo. Sempre que está tudo bem e todos estão felizes, vem uma desgraça gigantesca logo em seguida.

São os plots twists ficcionais, mas que tem tudo a ver com a vida real. Sabe o meme “a série de erros da minha vida”? Pois é, ele nos lembra que o efeito dominó é algo constate, que tudo o que está de pé pode cair um dia. Tudo mesmo.

Da série “How I Met Your Mother”

Mas como lidar? Como não se deixar abater? Como se manter de pé?

Eu não sei.

Nessas horas a ansiedade domina e começamos a ver os piores cenários possíveis e nenhuma solução. Às vezes fingimos ignorar e nos entregamos a algo que vai se tornando um novo vício, mas isso não faz com que os problemas se resolvam milagrosamente. O escapismo nunca é real e o entorpecimento é passageiro.

O nosso cérebro é multitarefas e está sempre tentando buscar saídas e soluções. É como se fosse um computador que fica rodando um programa que não permite ser fechado e que só vai encerrar quando estiver tudo ok. Eu penso que primeiro temos que mergulhar dentro de nós mesmos. Ficar quietos, rever os detalhes. Após esse momento de introspecção é que virá a decisão em relação à próxima atitude. Nem sempre isso resultará no fim dos problemas, mas ajuda a organizar as ideias e as emoções.

Tem hora em que parece que nunca vamos conseguir vencer e que um erro vai levar sempre ao outro. A vida nos derruba e ficar no chão é mais fácil do que tentar levantar e levar a próxima porrada.

Aguente firme. Pense no que é melhor pra você. Pense no que é melhor para os outros. Não se entregue.

Faça dar certo. Você é o potencial de mudança da sua vida.

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Busca pela felicidade, melancolia e ansiedade. Um ciclo eterno?

Já tentou sorrir por muito tempo? Cansa não é mesmo? O corpo não consegue forçar algo por um longo período. Tentar ser feliz a todo custo é mais ou menos assim.

Ser feliz não é algo ruim, gente, que absurdo, não me entendam errado. A busca interminável pela felicidade é que cansa, principalmente se essa busca estiver associada à adquirir algo ou agradar os outros. Eu tenho sonhos, tenho desejos, sei de coisas que quero muito, mas não posso ficar pensando só nisso. Obsessão é algo muito sério, pois nos desliga no mundo e nos deixa cegos para todo o resto.

Cisne Negro (filme)

De que adianta se preocupar com algo que ainda está distante? Faça o que estiver ao seu alcance para realizar aquilo que deseja, mas não fique se martirizando se não acontecer ou demorar muito pra chegar. Enquanto isso, não esqueça de viver. Pare de antecipar as dores de cabeça, pare de ser derrotado pela ansiedade.

Também não despeje as suas expectativas em cima das outras pessoas, todo mundo já tem um fardo pra carregar, não queira que os outros carreguem o seu. Se você quer conversar, reclamar ou chorar, esteja consciente de que o outro também pode querer fazer isso. O apoio tem que ser mútuo.

Às vezes a desolação nos domina, sei como é. Não dá vontade de sair da cama e já estamos derrotados antes mesmo do dia começar. Vivemos sentimentos extremos. Um dia é histeria, no outro, melancolia. O equilíbrio é algo que parece tão distante…

A Carla do Faltou Açúcar fez um vídeo tocante sobre isso. Ela tornou suas angústias algo visível e palpável e depois lidou com elas. É preciso coragem para mostrar as nossas fraquezas.

Talvez o segredo seja olhar para o que está mais próximo, o que dá e tem de ser resolvido agora. Lidar com o depois, só depois mesmo. Não deixar a ansiedade nos dominar. Viva cada momento a seu tempo. Não deixe de viver o hoje e só pensar no amanhã. Olhe para o lado e veja, você deve ter algum motivo para sorrir.

Pare de contar os minutos, contar os centavos. Eu sei, é difícil, ainda mais quando algumas situações nos deixam com a corda no pescoço. Mas tente não se enforcar sozinho. Se angustiar não resolve nada, ok?

As coisas são como um delicioso bolo no forno. Parece que demora mais pra ficar pronto quando você fica vidrado olhando o tempo todo, não é mesmo? Então, já fez a sua parte? Já bateu o bolo e limpou a cozinha? Agora deixe o forno fazer a parte dele e vá curtir um pouco, pois quando você menos esperar a doce recompensa estará pronta. 🙂

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Valorizem a vida real

Esses dias topei com um post da Ana, do Hoje Vou Assim Off, que me fez pensar muito.

Adoro salvar coisas bonitas no Pinterest e postar fotos bacanas no Instagram, mas a vida real nem sempre é tão bem enquadrada, não é mesmo? Nem sempre nossas camas estão arrumadas, a louça da pia está lavada, nossas estantes estão limpas ou estamos com uma bela maquiagem para uma selfie.

A vida real se faz em meio ao caos, aos eventos não planejados e aos imprevistos no meio do caminho.

A série The Middle mostra o aprendizado em meio ao caos.

Quando conseguimos sair de todas as armadilhas, ficamos satisfeitos. Chegar em casa e ter cumprido seu dever é reconfortante. Às vezes a ordem de alguma coisa é mais urgente que a ordem de outra. A casa às vezes fica bagunçada para que a vida emocional encontre o seu rumo. Mas, infelizmente, parece que para uns isso pouco importa. Para estes, se você não tiver a casa igual a da revista de decoração, você não é alguém.

Quando vi a Ana falando sobre o seu apartamento, lembrei logo do meu sonho de ter meu próprio canto. Tenho dezenas de inspirações e sempre me pergunto como vou conciliar os móveis e objetos que já tenho com a minha ideia de casa.

Não posso separar um do outro.

Eu comprei esses móveis, eu suei, economizei, pesquisei, tirei medidas, furei paredes e escolhi um a um. A cadeira de design é linda, mas aquela do magazine do supermercado da minha cidade também é, ainda mais se ela me lembra que foi uma conquista através da maturidade financeira, adquirida há muito custo. Ela faz par com uma mesa simples de um marceneiro local e juntos formam meu amado home-office. Diz se isso não é incrível?

O que importa mesmo são as experiências

Como deixar esse tipo de coisa fora? Como esquecer daquilo que te diferencia, e que foi uma experiência que te formou, em função de um padrão?

Não dá. Isso não nos traz milhares de likes ou seguidores, mas traz uma paz consigo mesmo, uma plenitude que não tem preço.

Não mesmo.

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Talvez a Geração Mimimi seja a mais corajosa que já existiu

Nossa que polêmico esse titulo, né? Acho que ele cumpriu a função de te chamar a atenção para uma reflexão.

Então, vamos lá!

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Protesto Belém Livre, 2013. Foto: Debb Cabral

A Geração Z, também chamada de Geração Mimimi, é acusada de tudo o que não é bom, como ser chata, reclamona, preguiçosa e por ai vai. Tem a sua moral jogada para baixo porque não viveu nenhuma grande guerra e porque seus membros nasceram com tudo nas suas mãos ao poder de um clique. Porém, isso não significa que o mundo está perfeito e que ela não pode ter um senso questionador, não é mesmo?

Quando falo da Geração Mimimi, falo dessa nossa geração contemporânea e, claro, não de filhinhos de papai que dirigem carros antes dos 18 anos para saírem bêbados e atropelarem inocentes pela noite adentro. Falo da geração com mais acesso ao conhecimento que já existiu, da com mais jovens na universidade, da que milita por todas as causas que considera justa.

Por falar em militância isso também é tido como um adjetivo negativo para os que se referem à essa geração. Pedem para que ela saia da internet e vá  para as ruas protestar, mas quando isso acontece, quando prédios públicos são ocupados pedindo uma CPI da Merenda ou a volta do Ministério da Cultura, essa geração é vista como um bando de arruaceiros. Isso não faz sentido.

A Geração Mimimi é aquela que se preocupa com o direito das mulheres, do movimento LGBT, dos negros, é a que se preocupa com a igualdade. É marginalizada por colocar o crescimento social na frente do crescimento econômico.

“Todo ato neste planeta é um ato politico”

Essa frase da Senadora Finch no filme Batman Vs Superman – A Origem da Justiça ficou na minha cabeça. Ela me lembrou de que você não precisa estar ligado à nenhum partido politico para que suas escolhas signifiquem que há a necessidade de uma mudança.

Foto: Debb Cabral
Protesto Belém Livre, 2013. Foto: Debb Cabral

Nunca satisfeitos e sempre conectados

Vendo como o outro vive e não se contentando com a rotina do escritório e de bater ponto. A geração do horário flexível, dos freelancers, do financiamento coletivo e dos que apostam em seus próprios sonhos. É a geração que se arrisca mesmo tendo recebido tudo na mão, isso é ser corajoso, sair da zona de conforto e fazer parte da inquietação coletiva.

“Emitir juízo de valor exige coragem”

Essa foi outra frase que ficou na minha cabeça. Ela foi dita pela arquiteta Jussara Derenji, numa palestra sobre patrimônio histórico, mas cabe em tanta coisa…

Há a necessidade de contemplar, mas também a necessidade de criar e a arte está muito próxima desse objetivo. Usar o poder de fala de cada um, não acreditar no que a mídia tradicional diz e buscar novas formas de se informar.

Isso não quer dizer que a Geração Mimimi não é falha, claro que ela é. Séculos de preconceitos ainda estão arraigados em sua criação. Há desconfiança, a sensação de impotência e a negação.

Não é fácil fugir, mas também não é tão mais fácil os manter acorrentados

O jovem é visto como inferior, sem conhecimento e sem senso critico. Como se ele precisasse sempre que os outros escolhessem por ele. Não é bem assim. A geração conectada tem suas escolhas na palma da mão e escolhe pensar mais em si e nos outros. O que pesa contra ela é fato dela estar inserida em um contexto que não a compreende, que a obriga a trabalhar para casar, para ter filhos, dois carros na garagem e realizar todos os sonhos de seus pais.

É uma geração que escolheu não casar, viajar mais, experimentar o outro sexo, não ter filhos ou  adotar os filhos que outros abandonaram. Uma geração que quer viver as possibilidades infinitas que o mundo proporciona.

O novo causa estranhamento, mas não significa que ele esteja errado.

Quando você consegue não surtar

Normalmente meu post seria com o contrário da afirmação do titulo, mas hoje será diferente  e fico muito satisfeita com isso.

Estou muito enrolada com trabalho e editando um tablóide que será encartado em um dos jornais de maiores circulações daqui de Belém. Todo ano faço isso, é uma das minhas atribuições dentro do projeto de fotografia que trabalho. Em outros anos eu já estaria louca a uma hora dessas, mas esse ano estou bem.

taxi driver - gif (1)

Não que não tenha um monte de coisas faltando e o deadline não seja pra exatamente daqui a uma semana, mas estou mantendo a sanidade. Isso tem muito a ver com a experiência. Esse é o terceiro ano que faço isso. Lembro que no primeiro ano quase entrei em várias madrugadas trabalhando, além de usar meus finais de semana para isso. Tinha acabado de me formar, sair do estágio e assumir a assessoria. Quase morri, de verdade, pois fiquei muito doente durante semanas. Eu estava acabada.

No segundo ano foi mais tranquilo, mas ainda assim teve correria. Já em 2016 consegui me organizar bem, tem muito material faltando mas sei que a minha parte está sendo feita. Antigamente eu tinha “medo” de cobrar as pessoas, talvez porque tenha passado anos como estagiária e tenha me acostumado a isso. Mas mudei. Sou assessora de imprensa, eu que sou a responsável pela comunicação, então tenho todo o direito de cobrar quando me falta o material para trabalhar.

Ter consciência disso é maravilhoso.

Mostra que você está atento e que o problema são aqueles que devem fazer a parte deles mas estão procrastinando. A bomba sempre estoura na ponta, aprendi isso, ainda mais porque sou eu que estou em contato com o público. Não vou carregar o mundo nas costas.

taxi driver - gif (2)

Não dá pra comunicar se não há informação.

Lembra que já falei que a procrastinação não atrapalha só a pessoa que a realiza? Pois é, isso é um circulo, atrapalha todo mundo. Agora eu faço listas das coisas que tão faltando e mando nos emails, cobro, digo que é urgente, mas sem ser grossa, é claro. É pra dar uma sacudida na pessoa e não fazer com que ela se sinta um lixo, isso não é bom pra ninguém e não ajuda em nada.

Não sei como estarei daqui há alguns dias, quando o prazo já estiver no final de fato. Por hora, estou feliz de estar tranquila, surtar não resolve nada mesmo.