O Gato leu: Meu Refúgio

Meu Refúgio – Diuni Rolim
Editora: Braga
Ano: 2002
Páginas: 55

Este livro apesar de ter uma capa pouco atrativa, possui uma história singular e interessante.

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Ele conta a história de Heloísa, uma jovem que com 14 anos procurou a psicoterapia em busca de ajuda. Ela não queria autoconhecimento, nem buscava uma melhor adaptação à família ou à sociedade. O que ela precisava era reaver as coisas do seu passado.

Heloísa tem pai, mãe e duas irmãs gêmeas, mas não possui nenhum relacionamento com ninguém. A jovem vive a vida no piloto automático há muito tempo. Antes disso ela vivia em um refúgio, na casa da montanha. Segundo ela, lá era verdadeiramente feliz. Mas o que houve? Por que tudo mudou?

Para uma criança de oito anos, aceitar representar esse papel numa peça chamada “vida” era amargamente doloroso. (Pág. 23)

É isso que a jovem tenta entender, o seu passado. Fábio, o psicólogo, deixa que ela leve o tempo que precisa para se sentir à vontade. Sem forçar a barra, estimula a garota a contar mais sobre si e sobre as duas diferentes fases da sua vida.

Percebemos então, a necessidade de falar sobre o que sentimos e sobre como lidamos com esses sentimentos. Muitas vezes a fantasia se torna a maneira mais fácil de lidar com a realidade que se transforma a nossa revelia.

Foi aí que comecei o jogo de fingir. Seguia os movimentos da vida, mas tendo o cuidado de não viver. (Pág. 27)

Abandono, amadurecimento e depressão infanto-juvenil estão entre os temas abordados por esse livro.

O Gato leu: Divertida Mente – A História do Filme em Quadrinhos

Divertida Mente – A História do Filme em Quadrinhos
Editora: Coquetel/Pixel
Ano: 2016
Páginas: 60
Compre: Amazon | Submarino | Americanas | Livraria da Travessa | Cultura | Saraiva

Eu me encantei muito com a animação Divertida Mente, achei incrível e emocionante.

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Pelo visto não fui só eu que tive os sentimentos despertados por essa história, pois ela saiu do cinema e agora temos a versão em HQ!

A trama é a mesma do filme, que conta a história de Riley, uma menina de 11 anos guiada por suas emoções: Alegria, Medo, Nojinho, Raiva e Tristeza.

Alegria é quem está sempre atenta a tudo na Sala de Comando da menina, ela usa toda a sua criatividade para que tudo corra bem e a garota fique sempre feliz. Porém, uma grande mudança irá acontecer na vida de Riley e ela vai passar a questionar muita coisa. A menina e seus sentimentos ficarão bem confusos.

Riley e seus sentimentos embarcarão em um turbilhão de emoções e experiências nessa nova fase da vida da garota. Mas será que algo de errado pode acontecer?

O livro da Coquetel, pelo selo Pixel, é lindo, muito colorido e com ilustrações maravilhosas. Com capa-dura, ele destaca os principais pontos do filme e ajuda a fixar bem a história.

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É uma graça! Vale a pena conferir!

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O Gato leu: O Vermelho e o Negro

O Vermelho e o Negro – Stendhal
Editora: Coleção Clássicos da Abril #26
Ano: 2010
Páginas: 630

Ler os clássicos é sempre um bom objetivo. Dessa vez a minha TBR me incumbiu de ler O Vermelho e o Negro, romance do frânces Stendhal, que o define no subtítulo como uma Chronique du XIX siécle (“Crónica do século XIX”).

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Na história, que se passa no período que sucede a Revolução Francesa, conhecemos Julien Sorel, filho de um carpinteiro. O jovem sonha com a glória do exército de Napoleão e tem este como seu ídolo. Julien não gosta de sua família e nem de seu trabalho, por isso passa muito tempo com o cura Chélan, aprendendo latim e os ensinamentos da bíblia. Esse conhecimento lhe garante uma indicação de trabalho, como  preceptor (tutor) dos filhos do prefeito de Verrières, o Sr. de Rênal.

O prefeito de Verrières continuava a ser, para ele, o representante de todos os ricos e insolentes da terra, mas Julien sentia que o ódio que acabava de agitá-lo, apesar da violência, nada tinha de pessoal. (Pág. 90)

Julien se destaca em sua função e aprende a conviver com a corte.Mas ele nunca deixa de se sentir como um pobre no mundo dos ricos. Intrigas, vingança e amor levam Julien para o seminário em Besançon. Lá ele se sente perseguido e não gosta do diretor, o padre Pirard. Apesar de tudo, o padre se afeiçoa ao jovem e toma-o como protegido. Para salvá-lo das agressões no seminário, Pirard recomenda-o para o cargo de secretário do Marquês de La Mole, em Paris.

Julien passa a viver, então, no centro da alta sociedade e dos intelectuais. Lá, ao lado da hipócrita elite, o jovem encontra em Mathilde, filha do Marquês, um desafio maior do que todos que já enfrentara. A felicidade e o orgulho farão com que ele busque medidas extremas.

Amaldiçoando o caráter de Mathilde, amava-a cem vezes mais; parecia-lhe ter em seus braços uma rainha. (Pág. 509)

As mais de 600 páginas do livro passam de maneira rápida. Apesar da história não ter grandes reviravoltas e se centrar nos desafios diários do jovem, a leitura flui muito fácil. Acho que o grande mérito disso está no fato que sabemos como cada personagem pensa, é interessante em uma mesma cena ver os diversos pontos de vista, além de um narrador que comenta e opina sobre os acontecimentos e os personagens. Sthendal, consegue escrever um livro muito real e crível, pois mesmo Julien, nosso “herói”, tem desvios de caráter, ambição e orgulho exacerbados.

A crítica à moral e a politica conservadora são os grandes destaques desse livro que tem motivos de sobra para ser considerado um clássico.

Vale a pena conferir!

O Gato viu: Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Enfim fui assistir Batman vs Superman: A Origem da Justiça! Em meio ao deadline do meu trabalho fiz uma pausa e fui conferir o novo filme de Zack Snyder. Consegui escapar dos spoilers mas não da noticia de que ele não foi bem recebido. Sinceramente, eu não entendi o porquê.

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Batman vs Superman: A Origem da Justiça não é um filme como os da Marvel, se você espera as piadinhas e a ação constante como nos Vingadores, vai se decepcionar. Tenha em mente que é Batman, é DC Comics, é sombrio, não é pra ser engraçado.

Na trama, após os eventos de “O Homem de Aço”, o Superman (Henry Cavill) é algo que divide a opinião da população mundial. Para muitos ele é um deus, um herói, um salvador; mas outros não concordam e, inclusive, acham que sua permanência no planeta é uma ameaça. Bruce Wayne (Ben Affleck) está do lado dos inimigos de Clark Kent. Ele, que há mais de 20 anos combate os criminosos de Gotham, decide usar sua força e a figura do Batman para enfrentar o Filho de Krypton. Enquanto a rivalidade entre os protagonistas aumenta, uma nova ameaça ganha força.

Batman vs Superman: A Origem da Justiça tem muita história, muita mesmo. Pra quem curte ação, isso pode ser meio chato, mas eu gostei. Afinal, no filme somos apresentados a diversos personagens novos e temos que conhecê-los. Entre estes temos o próprio Bruce Wayne, e seu fiel mordomo, Alfred; Diana Prince, a Mulher-Maravilha e Lex Luthor.

Lex está incrível, com frases de impacto, ele está meio insano e lembra até mesmo o próprio Coringa. Jared Leto que se cuide. Já a Mulher-Maravilha é simplesmente maravilhosa. Redundância? De jeito algum. Antes mesmo de vestir o seu traje ela já mostrava a que veio. Eu sempre fico com medo da representação das personagens femininas em filmes de ação, ainda mais desta que é uma das mais poderosas e Gal Gadot honrou a personagem. Uma mulher que está equivalente aos protagonistas masculinos da história.

Enfim, eu gostei muito. Achei um filme bonito, bem feito e com efeitos especiais usados na dose certa. Sabemos que, em um filme desse tipo, é muito fácil pesar a mão e cair no ridículo. Sejam as criticas negativas ou positivas, todo mundo tem que ver para ter sua própria opinião.

PS: Se a Marvel nos dá bônus sobre suas próximas jogadas nas cenas pós-créditos, na DC este bônus está dentro do próprio filme. Assistam e vão entender as surpresas que se tem.

O Gato joga: Sky Whale

Eis que num intervalo do iCarly eu vejo o anuncio de um jogo tão sem noção que me chamou a atenção.

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Sky Whale  é tão absurdo que fica dificil de explicar, mas é bem legal também. No game, saltamos pelo céu recolhendo donuts para manter o narval voando. Usamos as nuvens e objetos que estão presentes no céu para quicar mais alto e mais longe.

Combos levam o narval cada vez mais alto, podendo chegar até mesmo ao espaço sideral. O equipamento de mergulho nos leva para uma aventura submarina. É engraçado porque o narval é uma baleia dentada de tamanho médio, mas no jogo ele só consegue ficar na água se tiver uma mascara de mergulho.

Quanto mais combos e mais tempo ficarmos no ar, mais moedas ganhamos. Essas moedas podem ser usadas para destravar objetos, equipamentos e impulso. É legal porque conseguimos essas moedas bem rápido e as coisas não custam caro, não é aquele tipo de jogo que você jogo infinitamente para conseguir ter alguma mínima vantagem ou bônus. A minha única critica negativa é que poderia ter mais cenários.

Confira no vídeo como o jogo funciona!

Gratuito, Sky Whale  está disponível para Android e iOS.