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O Gato leu: Macunaíma, o herói sem nenhum caráter – GatoQueFlutua

O Gato leu: Macunaíma, o herói sem nenhum caráter

Macunaíma, o herói sem nenhum caráter – Mário de Andrade
Editora: Agir
Ano: 2008
Páginas: 240
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Macunaíma é uma leitura que venho protelando desde que coloquei minhas mãos neste livro no ensino médio. Sempre começava a leitura e, por algum motivo, não terminava. Dessa vez, o Desafio Doze Meses Literários me fez mudar isso.

Eu amo o filme, principalmente o seu inicio e isso se repetiu no livro. Sei decorado o primeiro paragrafo e acho a vivência na floresta a parte mais divertida da historia.

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O livro narra a saga de Macunaíma, índio da tribo Tapanhumas, que nasce no meio da floresta amazônica, mas que a vida o faz sentir uma forte atração por São Paulo, cidade das maquinas. O herói da nossa gente leva seus irmãos, Maanape e Jiguê, sempre a tiracolo, ou melhor, são os irmãos que o levam, pois o imperador da floresta é muito preguiçoso.

Eram maquinas e tudo na cidade era só maquina! (Pág. 53)

A índia CI, Mãe do Mato, seu único amor, lhe deu de presente um amuleto muiraquitã, porém o herói o perdeu e quem encontrou foi o peruano, Venceslau Pietro Pietra, o gigante Piamã comedor de gente. Na trama, o gigante se mostrará uma das maiores pedras no caminho de Macunaíma.

O livro foi aclamado pela crítica modernista na ocasião de seu lançamento, pois possui uma linguagem única, perto da oralidade e do indígena. Se eu que moro em Belém do Pará, na Amazônia, encontrei tantas palavras que desconhecia, imagine os outros? A linguagem é original, porém não é simples. As vezes, por conta dela ficamos com a leitura travada, porém, é justamente por ela que nos divertimos em outros tantos momentos.

Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são. (Pág. 106)

Macunaíma não é herói e não tem caráter, mas é o herói que merecemos. O Brasil, eternamente colonizado, ainda busca sua identidade e, enquanto isso, vai se transformando, tal qual Macunaíma, de criança índia feia até um príncipe bonito.

Macunaíma é para se ler com os olhos no passado e mirando o futuro.

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