O Gato leu: O Hobbit em quadrinhos

O Hobbit – J.R.R. Tolkien, Charles Dixon (adaptação) e David Wenzel (ilustrações)
Editora: Martins Fontes
Ano: 2013
Páginas: 138
Compre: Amazon

Recentemente tive problemas com o servidor do blog e até conseguir ajustar tudo, acabei atrasando as postagens. Então, estou cheia de resenhas atrasadas pra compartilhar com vocês!

A primeira delas faz parte da meta de leitura deste ano do blog, o Desafio Doze Meses Literários. Fiquei meio perdida na hora de escolher qual o livro de aventura iria ler para o desafio de julho. A maioria dos que tenho aqui em casa já eu li, pois este é um dos meus gêneros favoritos.

Resenha da graphic novel de O Hobbit publicada no blog GatoQueFlutua

Foi ao ver o comercial do filme na TV que fui despertada pela seguinte frase do Bilbo, “eu vou viver uma aventura”. O Hobbit é uma história que amo demais e o Bilbo é um daqueles personagens com o qual me identifico muito. Ele quer conhecer e descobrir o novo, mas ao mesmo tempo sente saudades do conforto do lar.

Ler O Hobbit é como receber um abraço de um velho amigo, aquele com quem eu dividi uma jornada e me permiti ir de encontro ao inesperado.

A trama conta a história de Bilbo Bolseiro, um hobbit pacato e caseiro que tem sua vida virada de cabeça para baixo quando se junta ao mago Gandalf e aos treze anões da comitiva de Thorin Escudo de Carvalho. Este ultimo é o rei anão que está em sua jornada para reaver a Montanha Solitária e o seu tesouro, ambos usurpados pelo dragão Smaug.

Baseada na obra do escritor J. R. R. Tolkien, esta versão em quadrinhos foi condensada por Charles Dixon e ilustrada por David Wenzel. As ilustrações dão aos anões, Gandalf e os elfos uma cara bem diferente daquela caracterizarão dos filmes. Aqui temos um visual mais clássico.

Escrito como um conto de fadas para os seus filhos, O Hobbit é aquele livro que cativa e apresenta varias lições, como o valor da amizade, companheirismo e trabalho em equipe; além da ideia essencial de que os nossos maiores tesouros não ficam guardados na carteira ou em cofres e sim, no coração.

Para quem nunca leu Tolkien e tem medo da sua escrita detalhista, esta é uma boa forma de começar e conhecer uma de suas histórias mais famosas. Esta é uma graphic novel que tem bastante texto, mas não fica nenhum pouco cansativa. Depois de ler e dar essa “primeira olhada” no universo do autor, quem sabe você não se aventura também?

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O Gato leu: A Sabedoria do Condado

A Sabedoria do Condado – Noble Smith
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012
Páginas: 175
Compre: Amazon

O Condado. <3

Para os amantes da Terra Média esse livro é um delicioso carinho.

a sabedoria do condado - livro - resenha - novo conceito

O autor Noble Smith é um grande fã das obras do Tolkien e vem, a partir desse livro, contar como o povo do Condado tem muito a nos ensinar. Ele mostra como é possível pegar os hábitos dos Hobbits e usá-los para tornar a nossa vida melhor.

Nossas vidas seriam melhores se alguns dos hábitos desse povo animado, honesto, decidido e trabalhador pudessem se tornar nosso próprios hábitos. (Pág. 14)

Mas não pense que A Sabedoria do Condado é um livro de auto-ajuda, não é mesmo! É um guia, com lições reais e significativas para toda a vida. Noble é um fã e dá pra sentir o amor e a admiração em suas palavras.

Achei alguns erros chatos de revisão, mas que não doem tanto pelo fato de A Sabedoria do Condado não precisar ser lido de maneira corrida. Dá para deixar na cabeceira da cama e ler quando quiser relaxar e ser transportado para este mundo mágico.

Temos que parar de ficar navegando na internet à noite ou de ver TV com seus 300 canais inúteis. Parar de nos torturarmos com as preocupações. Apenas finjam que o amável e velho Tom Bombardil está ali em nosso quarto nos dizendo: ‘Falaremos sobre todas as coisas assustadoras de manhã’. E, então, vá para a cama e durma como um Hobbit. (Pág 45)

Ele mostra que no nosso cotidiano enfrentamos situações com as quais é preciso ter uma alma boa como a de um Pequeno para entender.

Muitos de nós trabalhamos para alguém como Denethor e ser controlado por um chefe como o ultimo regente de Gondor causa um sentimento de impotência. (Pág. 52)

São pequenos ensinamentos, como ter caráter, não ser egoísta, ser sustentável, respeitar a natureza e ser menos consumista que nos aproximam dos Hobbits, nascidos no coração de Tolkien. Não sou muito fã de livros que querem tentar me guiar em uma série de lições, mas pegar personagens que amamos para ilustrar essas ideias tornou tudo isso incrivel.

Seria maravilhoso se os lideres e mentores do nosso mundo tivessem uma pequena porção da incorruptibilidade de Gandalf, não é? Quanto mais poder Gandalf ganha durante O Senhor dos Anéis, mas indestrutíveis se tornam as suas virtudes. (Pág.145)

Agora que vai estrear O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, sequência de A Desolação de Smaug e ultimo filme da trilogia do Hobbit, este livro me deixou saudosista.

Todos nós nos beneficiaríamos se carregássemos conosco um frasco de Galadriel, uma luz mágica engarrafada que poderia brilhar nos tempos sombrios de nossas vidas. (Pág. 159)

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