O Gato leu: Mr. Mercedes

Mr. Mercedes – Stephen King
Editora: Suma de Letras
Ano: 2016
Páginas: 400
Compre: Amazon

Tenho muito que agradecer a Zona Morta por me tirar da desilusão de ler Stephen King provocada por O Iluminado. Me apaixonei pela escrita do autor, pretendo ler o máximo possível das suas produções e, quem sabe, dar uma segunda chance ao livro que não me cativou.

Mr. Mercedes era o livro que eu queria ler logo que soube do seu lançamento, pois King estava se aventurando na literatura policial em uma trilogia de livros que funcionam individual e coletivamente.

A história começa quando centenas de pessoas desempregadas madrugam na fila para conseguir vaga em uma feira de empregos. A esperança de uma oportunidade e de um futuro melhor passa longe do que lhes é reservado. Sem qualquer aviso, um motorista solitário irrompe no meio da multidão em um Mercedes roubado, atropelando os inocentes. Poderia até parecer um acidente, talvez obra de algum bêbado, mas isso não está na mente do piloto que dá a ré e volta a atropelá-los de propósito. O motorista foge deixando para trás oito pessoas mortas e quinze feridos.

O “Assassino do Mercedes”, como é chamado, assombra o policial aposentado Bill Hodges. Foi um caso deixado sem solução. Tudo muda quando ele recebe uma carta enlouquecida do criminoso. O Mr. Mercedes planeja matar mais e espreita o detetive sem levantar suspeitas. Hodges acorda de sua deprimente e vaga aposentadoria, empenhado em evitar outra tragédia.

O Mr. Mercedes quer que ele cometa suicídio. Hodges se pergunta o que o homem acharia se descobrisse que acabou dando a esse ex-Cavaleiros do Distintivo e das Armas em particular um motivo para viver. Ao menos por um tempo. (Pág. 35)

Mas King não nos deixa às escuras para saber quem é o assassino. Ele nos apresenta de imediato Brady Hartfield, que vive com sua mãe alcoólatra. Brady adorou a sensação de morte sob as rodas da Mercedes e quer sentir aquilo novamente.

Para encontrar o criminoso Hodges terá o apoio de aliados altamente improváveis que irão correr contra o tempo, porque na próxima missão de Brady, se for bem sucedido, vai matar ou mutilar milhares.

Ele pode ser culpado por atacar o mundo que o fez ser como é?

Brady acha que não. (Pág. 292)

Eu devorei este livro, fiquei viciada na leitura e só pensava em como essa história iria se desenrolar. King tem o poder de criar personagens tão criveis e humanos quanto nós. Ele nos faz torcer por eles como torcemos para que as coisas melhorem para nós também. Tudo isso para nos roubar esses personagens, deixando-nos desolados diante da vida e da crueldade humana.

O primeiro capítulo me deixou com um aperto no peito, uma vontade de chorar e a incerteza se a leitura iria continuar. Tudo isso em uma parte da história que tem seu desfecho já informado na sinopse do livro.

King faz referências a outras obras suas dentro da trama. Notar essas referências mostra o quanto que elas já foram incorporadas a nossa memória cultural.

Agora é seguir em frente e ler os próximos livros desta trilogia alucinante!

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O Gato leu: Inferno

Inferno – Dan Brown
Editora: Arqueiro
Ano: 2013
Páginas: 448
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Quando eu soube que teríamos mais uma adaptação para o cinema de um livro do Dan Brown fiquei entusiasmada, pois adoro as aventuras do Robert Langdon.

O escritor mega-seller tem uma boa narrativa e, pra mim, sua grande contribuição é falar sobre cultura e arte para o grande público. Seus personagens tem as tramas desenvolvidas entre museus e ruas históricas, misturando ciência, cultura, religião, arte e tecnologia. Isso acaba instigando o leitor a procurar mais sobre esses assuntos, o que é maravilhoso.

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No thriller, Dan Brown faz uma mudança na forma como narra as histórias do professor Langdon. Não somos chamados para a ação, simplesmente acordamos no meio dela!

Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, acorda no meio da noite em Florença, no coração da Itália. Ele não sabe como chegou lá e muito menos porque está com um ferimento de bala na cabeça. Não se lembra de ter sequer deixado os Estados Unidos e não tem recordação alguma das ultimas 36 horas.

Mas chega um momento na história em que o pecado da ignorância não pode ser mais perdoado… um momento em que só o conhecimento tem o poder da absolvição. (Pág. 46)

Porém, ele ainda corre perigo e dentro do hospital sofre um novo atentado contra a sua vida. Com a ajuda da jovem médica Sienna Brooks ele consegue fugir, mas é arrastado para um mistério ainda maior.

Dentro do seu paletó há um objeto macabro com uma série de enigmas angustiantes ligados à uma das maiores obras literárias da história: O Inferno, de Dante Alighieri. Enquanto tenta resolver o enigma, que leva à algo que põe em risco o futuro da humanidade como conhecemos hoje, Langdon ainda tem que buscar suas próprias respostas.

Para um homem acostumado a se lembrar dos mínimos detalhes de tudo o que via, agir sem memória era como tentar aterrissar um avião no escuro sem radar. (Pág. 81)

Neste livro eu senti o perigo muito mais iminente, não sei se foi porque já entramos no meio da ação ou porque a humanidade já passou por essa “provação” antes, o que dizimou grande parte da população, principalmente europeia.

O livro pode ficar confuso no inicio, pois assim como nós, Robert também está perdido na história. Ele não sabe nem onde está, que dirá para onde ir! Porém, depois que a trama é finalmente revelada fica viciante.

A humanidade, quando não controlada, funciona como um câncer. (Pág. 142)

Tem muita ação e perseguição, além de uma mistura entre medicina e arte que nos faz pensar sobre o futuro da humanidade. Temas como saúde, natalidade, consumo desenfreado, extinção de espécies e escassez de recursos estão presentes na trama.

Recomendo!

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