Desafio Doze Meses Literários

Eu fiz a minha retrospectiva literária de 2016 e fiquei muito feliz com o resultado. Li mais de 40 livros e cumpri minhas metas. Queria aumentar o número de leituras neste ano, mas vou trabalhar demais e por isso decidi que vou me desafiar de um jeito diferente.

Criei o Desafio Doze Meses Literários com o objetivo de ler de tudo um pouco, mas também  de ler sem aflição. É um desafio por mês. Tem um bom tempo de respiro entre cada leitura, porque a vida complica às vezes e nem sempre dá para seguir o ritmo frenético de uma maratona literária.

Quem quiser participar, pode ficar a vontade, apenas fiquem atentos às regras:

  • Escolher um livro que se enquadre em cada categoria;
  • Formato livre (livro físico, e-book, quadrinho, mangá, etc);
  • Se quiser divulgar, dê os créditos do blog. Use a hashtag #DesafioDozeMesesLiterarios.

Olhem a lista dos desafios:

✚ MINHAS LEITURAS

  1. Janeiro: Macunaíma, de Mário de Andrade
  2. Fevereiro: Maus – A História de um Sobrevivente: , de Art Spiegelman
  3. Março: Arte e Grande Público – A distância a ser extinta, de Maria Inês Hamann Peixoto
  4. Abril: Tubarão, de Peter Benchley
  5. Maio: Eu, Robô, de Isaac Asimov
  6. Junho: Ayrton Senna: A trajetória de um mito, de Lionel FroissartChristian Papazoglakis e Robert Paquet
  7. Julho: O Hobbit em quadrinhos, de J.R.R. Tolkien, Charles Dixon (adaptação) e David Wenzel (ilustrações)
  8. Agosto: O Mágico de Oz, de L. Frank Baum
  9. Setembro: Cenas da Vida Amazônica, de José Veríssimo
  10. Outubro: O Exorcista, de Willian Peter Blatty
  11. Novembro: Desaparecido para sempre, de Harlan Coben
  12. Dezembro: Novos Contos da Montanha

No decorrer do ano vou atualizando este post aqui com as minhas escolhas literárias para cada mês. Todos os livros lidos serão resenhados, então fiquem sempre de olho no blog, ok?

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6 on 6 – Outubro 2016 – Especial Halloween

Como sempre o 6 on 6 sai aos poucos, mas sempre sai!

Desta vez eu não sabia muito bem o que mostrar,mas ai tive a ideia de usar esse espaço para recomendar livros de terror, horror, suspense e tudo mais que se possa relacionar com o Halloween. 

Eu adoro os gêneros que citei acima e os livros abaixo são bem trevosos.

6on6 - Outubro - 2016 - GatoQueFlutua - Foto - Debb Cabral 6on6 - Outubro - 2016 - GatoQueFlutua - Foto - Debb Cabral 6on6 - Outubro - 2016 - GatoQueFlutua - Foto - Debb Cabral 6on6 - Outubro - 2016 - GatoQueFlutua - Foto - Debb Cabral 6on6 - Outubro - 2016 - GatoQueFlutua - Foto - Debb Cabral 6on6 - Outubro - 2016 - GatoQueFlutua - Foto - Debb Cabral

01. Visagens e Assombrações de Belém – Walcyr Monteiro (Smith Editora): Clássico da literatura paraense, este livro é uma compilação de contos e histórias fantásticas que povoam o imaginário da cidade. Walcyr Monteiro é um militante na resistência para que a cultura popular não se perca. Como boa paraense que sou, não podia deixar de começar com essa indicação.

02. Psicose – Robert Bloch (DarkSide Books): O livro que inspirou o clássico filme de Alfred Hitchcock. Eu a versão cinematográfica, mas o livro consegue ser ainda melhor. O grande diferencial aqui é que estamos na cabeça perturbada do Norman Bates, nós pensamos como ele, isso é algo que o filme não nos dá.

03. O Quarto Vermelho – Nicci French (Editora Record): Se você curte tramas policiais, então esse é o livro! Nele acompanhamos a psiquiatra criminal Kit Quinn enquanto ela ajuda a policia em uma busca para encontrar um serial killer na cidade de Londres.

04. Luz, O deus do horror – Andrei Simões (Twee Editora): Claro que eu tenho que citar o grande nome do terror paraense, ainda mais que esta é a minha leitura atual. Nesse romance seriado, o Andrei consegue nos deixar angustiados e sem esperanças. Ele é o mesmo autor de Putrefação, livro com meu tipo preferido de final, aquele que é desolador.

05. Hellraiser – Renascido do Inferno – Clive Barker (DarkSide Books): Claro que vai ter mais de um livro da DarkSide por aqui, ela é o grande nome em edição de livros do gênero no Brasil. Fique surpreso de não ter só livros dela por aqui, rs. Hellraiser é um dos meus favoritos, adoro como o Clive consegue mostrar que prazer e dor são separados apenas por uma linha bem tênue. O Andrei, que citei acima, tem o autor como grande referência.

06. A Zona Morta – Stephen King (Ponto de Leitura): Pra encerrar, não pode faltar o mestre, Stephen King! Este livro está na minha meta literária deste mês para o projeto All About King. A Dalissa, que nunca havia lido nada do autor, se apaixonou pelo livro e disse que é uma boa indicação pra quem quer começar a ler os livros do rei do horror.

Espero que tenham gostado! 🙂

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Andrei Simões lança seu novo livro “Luz, O deus do Horror”

Eu estou muito feliz em compartilhar com vocês que, no dia 04 de outubro, às 18h, no Sesc Boulevard, em Belém, o escritor paraense de terror e horror Andrei Simões vai lançar o terceiro livro impresso da sua carreira!

Depois de ler Putrefação eu virei fã do autor e da sua escrita direta e impactante. Eu conheço o Andrei e ele é um cara com muito conhecimento e boas referencias, por isso estou muito curiosa para ler Luz, O deus do Horror, seu novo livro.

Andrei Simoes_blog_Foto_Debb_Cabral

Esse trabalho conta com ilustrações do paulista Eduardo Seiji e projeto gráfico e editorial de Flor di Maria Fontelles. A obra inaugura a linha de terror da Twee Editora. Incrível, não é mesmo?

Se liga na sinopse!

Luz, o deus do Horror

E se o regente deste mundo não se chamasse Amor?

            E se o medo fosse o alimento e instrumento de controle de um deus humano, demasiadamente humano?

            Obras de terror vão muito além do susto e do medo. Elas podem também servir para nos fazer pensar sobre a nossa realidade e a do mundo.

            Entrando em uma espiral descontrolada de seres que habitam os pesadelos mais assustadores da espécie humana, a boneca, o fantasma de uma criança, o monstro da estrada, o quadro mal-assombrado e outros arquétipos do gênero, as personagens deste livro se depararão com o mais puro horror e descobrirão verdades que poderão alterar o curso da própria vida humana.

            A cada capítulo, histórias de um terror absoluto serão contadas, através de gritos ecoantes em vários lugares do mundo, de uma capital na Amazônia brasileira a um esquecido vilarejo chinês; todas diretamente interligadas, em um romance seriado que se direciona a um clímax épico, surtado, filosófico e inesquecível.

            Afogando-se no próprio sangue, o ser humano conseguirá se libertar das correntes que ele mesmo criou para si?

            Na intensidade de um soco literário, Luz é um retrato atualíssimo sobre a ausência de crença em nossas existências, diante de um mundo de alienação social e religiosa que nos impõe nada além de medo e controle, o vigiar e punir de cada dia.

            Divertido. Apavorante. Reflexivo.

            Uma homenagem e ao mesmo tempo uma profunda e original subversão ao gênero.

            Permita-se. Abra este livro e entenda que só amamos a luz porque temos medo do escuro.

✚ Pra quem ficou curioso, dá pra ler o primeiro capítulo aqui, além de poder comprar o livro na pré-venda também e concorrer a uma edição especial com capa de couro e autografada!

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andrei-simoes-escritorAndrei Simões

Utilizando filosofia, ciência e ocultismo, navegando entre o realismo mágico e o horror, Andrei Simões procura instigar e provocar o leitor, com literatura minimalista, direta e profunda, utilizando de símbolos obscuros do inconsciente para trazer à tona difíceis, mas necessárias reflexões sobre a vida e a morte. O escritor nasceu em Belém do Pará, é biólogo e mestre em comportamento animal. Andrei tem outros dois livros publicados em papel, Zon, O Rei do Nada e Putrefação.

SERVIÇO

Lançamento do livro Luz, O deus do Horror, de Andrei Simões com ilustrações de Eduardo Seiji.
Data: 04 de outubro de 2016, às 16h
Local: Centro Cultural Sesc Boulevard
Endereço: Boulevard Castilhos França, 522/523 – Campina

PROGRAMAÇÃO

  • 18h às 20h40 – Lançamento do livro Luz, O deus do Horror com sessão de autógrafos.
  • 19h – Acústico sombrio com Marcelo Kahwage.

* Durante o evento haverá performances com o artista Gilberto Guimarães Filho e recitação de trechos do texto do autor.

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O Gato leu: O Massacre da Serra Elétrica [Arquivos Sangrentos]

O Massacre da Serra Elétrica [Arquivos Sangrentos] – Stefan Jaworzyn
Editora: DarkSide
Ano: 2013
Páginas: 320
Compre: Amazon | Submarino | Americanas | FNAC | Livraria da Travessa | Cultura | Saraiva

Eu não acredito que estou fazendo a resenha desse livro! Já contei por aqui no post do 6 on 6, que foi através desse livro que conheci a DarkSide, uma das minhas editoras favoritas.

O Massacre da Serra Eletrica GatoQueFlutua_blog_Foto_Debb_Cabral

O Massacre da Serra Elétrica (1974) é um dos filmes que mais curto e não canso de assistir. Possui uma estética única e quando penso no Texas, ele está lá, como parte do folclore. Teve uma longa série de filmes que não alcançaram o tamanho da força da obra original e eu sempre quis saber o motivo disso…

Para a minha felicidade, o livro integra justamente a coleção Dissecando Filmes Clássicos de Terror, que apresenta os bastidores das principais obras do gênero. Este, que é um livro feito basicamente com entrevistas, nos conta todo o processo de produção das obras e a relação entre as pessoas que trabalharam nelas.

Esse tipo de sensibilidade, esse tipo de percepção de ‘valores’ coexistia com a carnificina do assassinatos que estavam acontecendo. (Pág. 56)

Ele ainda é um retrato da industria cinematográfica norte-americana. Nele vemos que muitos dos filmes da franquia tinham a possibilidade de alcançar o sucesso, mas trabalhar em um estúdio com uma lógica corporativa não é algo que ajuda muito no processo criativo. Prazos e orçamentos reduzidos, corte final decidido pelo estúdio, distribuição falha e mudanças no roteiro são só alguns dos problemas encontrados ao longo do caminho dos filmes seguintes.

Então quer dizer que o original teve sucesso pois não encontrou problemas? De jeito nenhum.

O filme de Tobe Hopper teve o grande problema das produções independentes: a falta de dinheiro. Tudo foi feito com muito improviso e bastante criatividade. A equipe acreditava que aquele seria apenas mais um filme de verão, porém teve ocasiões em que trabalhou por mais de 20 horas seguidas no calor texano.

Vários dos adereços e objetos em cena foram confeccionados com ossos de animais de verdade, encontrados em abatedouros ou na beira da estrada. Isso e Gunnar Hansen, o Leatherface original, que só tinha um figurino disponível para usar por mais de 30 dias, fediam demais.

Uma vez que começamos, muitos amigos trouxeram coisas nojentas para adicionar à coleção. (Pág. 65)

A paixão pelo cinema dá o tom ao livro. Há vários relatos de exaustão ou doença por conta do trabalhos nessa historia sangrenta, porém o elenco e a equipe reconhecem a força que O Massacre da Serra Elétrica alcançou. O estilo de filmagem fez com que muitos dos espectadores acreditassem que aquilo de fato acontecera e que estavam vendo um documentário. O medo da família canibal se fez presente com inconsciente coletivo.

Este livro é uma obra incomparável tanto para quem curte o filme quanto para aqueles que sem interessam pela arte de fazer cinema. Ele faz uma verdadeira anatomia do filme clássico e apresenta pela primeira vez o making of e a história completa da série. Cheio de fotografias raras e inéditas, com diagramação e arte fantásticas, esse livro é necessário para todo fã de terror e cinema.

Às vezes fazemos coisas pelos motivos errados. (Pág. 195)

A minha única ressalva quanto a ele é o capitulo que fala sobre Eggshells, o primeiro filme da parceria entre Hopper e o roteirista Kim Henkel. Ele serve pra mostrar como a equipe do Massacre se conheceu, o que é bom, porém foca demais na história desse filme. Como é um dos capítulos iniciais ele acaba meio que frustrando toda a expectativa do leitor que vem atrás do Massacre em si. Não é um capitulo ruim, só achei demasiado longo.

Já o capitulo sobre Ed Gein, que inspirou clássicos do terror com sua vida e seus crimes é bem perturbador e impossível de parar de se ler.

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