As Aventuras de Batman é destaque nos lançamentos de abril da Coquetel

Batman e Coquetel, que parceria maravilhosa!

Depois do sucesso de “Batman – Jogos e Atividades”, a Coquetel traz para o público uma revista super ilustrada chamada As Aventuras de Batman. Nela, o leitor mergulhará no universo de Gotham City através de atividades, jogos, curiosidades e quadrinhos!  São muitos passatempos e aventuras inéditas em HQ.

Os jogos temáticos trazem os personagens do universo Batman, como Coringa, Pinguim e Charada. A indicação é para o público jovem e adulto, mas todo fã do Morcego pode se divertir com a revista.

O lançamento previsto é para o começo de abril, disponível em bancas e livrarias. Não deixe de conferir!

✚ NÚMERO DE PÁGINAS: 48 + 4  | PREÇO DE CAPA: R$ 14,90 | FORMATO: 20,5 x 27,5 cm

O Gato leu: Maus – A História de um Sobrevivente

Maus – A História de um Sobrevivente – Art Spiegelman
Editora: Companhia das Letras/Quadrinhos na Cia.
Ano: 2005
Páginas: 296
Compre:

Este é um é daqueles livros que eu deveria ter lido durante a faculdade de jornalismo, mas que acabei deixando passar. Ainda bem que o Desafio Doze Meses Literários me fez olhar com mais atenção para os livros que já estão fazendo aniversário aqui em casa sem que eu os leia. O vencedor do Prêmio Pulitzer de literatura, é leitura obrigatória, não só para comunicadores, mas para todo mundo.

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Maus conta a sobre a vida de Vladek Spiegelman, um judeu-polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz. A história, ele narrou ao seu filho, Art, que a transformou em uma graphic novel.

Nós já vimos diversos relatos, documentários e filmes sobre a Segunda Guerra Mundial, Hitler e os horrores do nazismo. Em Maus a metáfora visual é o que nos chama primeiro a atenção. Os judeus são desenhados como ratos, os nazistas como gatos; poloneses não-judeus como porcos e os americanos, como cachorros. A mudança na figura dos personagens pode nos levar a lê-lo como mais uma ficção, como mais uma história qualquer. Porém, quando nós paramos para refletir que aquilo ocorreu de verdade e que aquele livro é um documento, digno de um prêmio como o Pulitzer, ficamos perturbados. Maus não é uma historinha, é quase uma evidência.

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Art sabe o peso da história intima que decidiu compartilhar com o mundo, ele mesmo já fugiu dela e achou que aquele era um fardo muito pesado. Uma das melhores escolhas para essa narrativa foi o fato dela intercalar o passado e o presente. Temos, de um lado, um Vlardek jovem, vendo a sua vida e as situações politica, social e econômica mudarem drasticamente, além da esperança ficar cada vez menor; do outro, um senhor que sobreviveu a tudo isso e que mora em Nova York. Comparado a tantos outros ele se saiu bem, mas isso não quer dizer que não tenha saído marcado.

Vlardek é inteligente, mas não pode nunca ser visto como um herói, ele é apenas mais um ser humano. Esperto, aproveitou as poucas oportunidades que apareceram em meio a guerra. Aquelas habilidades e comportamentos que no passado salvaram a sua vida no campo de concentração, no presente tiram dos nervos aqueles que estão em sua companhia. Um homem de valor e que faz de tudo por aqueles que ama, mas que também é um individuo mesquinho e racista. Só a vida real nos mostra o outro sem o véu da ilusão.

Maus é brutal e sentimental ao mesmo tempo. Fala sobre uma guerra que (graças a Deus) não vivi, mas que sempre me assusta e me faz pensar se estamos tão distantes de voltar a isso?

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A história ganhou uma nova tradução e foi relançada pela Companhia das Letras/Quadrinhos na Cia. com as duas partes reunidas num só volume.

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Link Party – Novembro 2016

Quanta correria, não está sendo fácil!

Apesar de sumir de vez em quando eu não abandono o blog nunca. Esses últimos meses foram loucos, mas tenho aqui o meu refugio e lugar de fala. Aqui é o lugar em que posso falar e compartilhar coisas com vocês.

Falando em compartilhar hoje tem mais um Link Party! Vamos ver?

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01. O novo filme de A Bela e a Fera vem por ai e com isso devemos mais uma vez chamar atenção para as reflexões em cima dos contos de fada. O post do O filme é legal, mas… vem refletir sobre a história que contamos para as nossas crianças. Reparem que o objetivo não é falar mal da animação clássica da Disney, porém, já que vem uma nova adaptação por ai, ela deve dialogar com a nova realidade social, como o filme Malévola fez tão bem. Então, Desculpe o transtorno, preciso falar de A Bela e a Fera.

02. Todo dia tem polêmica envolvendo quadrinhistas machistas, isso é triste. Moldar o corpo feminino não tem nada de revolucionário como muitos dizem, ao contrario, é arcaico e só está ai para satisfazer os desejos masculinos. Dá uma lida no post Manara, Cho e os homens pelo direito de objetificarem as mulheres para conferir o tamanho do absurdo.

03. Ainda bem que temos boas mensagens e palavras de conforto. A Gaga tá fazendo muito sucesso com seu novo álbum, Joanne, e segue consciente e com os pés no chão. No site da Capricho tem a entrevista Lady Gaga sobre ser mulher hoje: “Significa ser uma sobrevivente” em que ela fala sobre as mudanças na carreira, a desaceleração e a luta constante para ser ouvida, em todos os sentidos.

04. Pedofilia é crime, e temos que nos questionar Por que Meninas de 12 Anos Ficam Parecendo Adultas em Ensaios Fotográficos?  A mídia parece que não consegue (ou não quer) mostrar as garotas como elas são e por isso as submetem à uma erotização, o que fica esquisito e incomodo. A imagem das crianças e adolescentes nessa situação as tornam vulneráveis e isso é preocupante, pois contribui para a cultura do estupro.

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O Gato leu: O Livro de Ouro do Recruta Zero 4

O Livro de Ouro do Recruta Zero 4
Editora: Coquetel/Pixel
Ano: 2016
Páginas: 128
Compre: AmazonAmericanas | Livraria da Travessa | Cultura | Saraiva

A vida tá tão louca esses dias que tudo o que eu precisava era rir, ainda bem que encontrei isso em O Livro de Ouro do Recruta Zero 4 .

O Livro de Ouro do Recruta Zero 4 _ Foto Debb Cabral_ Blog GatoQueFlutua

Lembro de ver minha irmã lendo gibis do Zero, mas nunca tinha parado pra pegar nenhum até a Coquetel/Pixel, parceira do blog, mandar um aqui para casa.

Não poderia ter ficado mais satisfeita, além das tirinhas, que são bem divertidas, o livro fala sobre o surgimento delas. Ficamos conhecendo a origem do protagonista e também dos seus companheiros de farda, descobrimos a época em que isso aconteceu, contexto histórico e recepção do público, além de outras curiosidades.

As tiras do Recruta Zero vem desde os anos 50, de lá para cá muita coisa mudou. Há algumas tiras que falam sobre o racismo e assédio, coisas “pesadas” e que dentro do contexto da história servem como ponto de discussão. É interessante notar que as tiras do Zero estiveram sempre em constante mudança, se adequando a realidade do momento vivido, não é a toa que elas continuam com força até hoje.

Para quem não conhece, criado por Mort Walker, em 1950, Beetle Bailey era só um personagem universitário sem grande apelo. As suas tiras estavam com os dias contados quando seu idealizador teve a brilhante ideia de alistar a personagem no exército. O pulo do gato garantiu a Bailey, agora Recruta Zero, uma popularidade imediata.

No Quartel Swampy, de onde jamais saiu, ele conheceu os seus companheiros, são eles: Quindim, Dentinho, Platão, Julius, Rocky e Cosmo, que serviam sob as ordens do Sargento Tainha e oficiais atrapalhados como o General Dureza, Tenente Escovinha, Capitão Durindana e Tenente Mironga. Isso sem falar no elenco de apoio que inclui até o cão Oto e a secretária do General, Miss Buxley (mais conhecida como Dona Tetê).

O Livro de Ouro do Recruta Zero 4 _ Foto Debb Cabral_ Blog GatoQueFlutua O Livro de Ouro do Recruta Zero 4 _ Foto Debb Cabral_ Blog GatoQueFlutua

Este livro é um passeio pelas cinco décadas iniciais da série, desde as primeiríssimas tiras até o período áureo nos anos 1980 e 1990. São alguns dos melhores momentos dessa turma de militares trapalhões.

É um livro para quem curte dar boas risadas, mas também é um excelente material sobre a história dos quadrinhos nos Estados Unidos. Ele está disponível nas versões capa dura e brochura.

Vale muito a pena conferir!

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O Gato leu: Dois Irmãos

Dois Irmãos – Fábio Moon e Gabriel Bá (baseado no romance de Milton Hatoum)
Editora: Quadrinhos na Cia. (Companhia das Letras)
Ano: 2015
Páginas: 232
Compre: Amazon | Submarino |  Americanas | Livraria da Travessa | Cultura | Saraiva

Já faz algum tempo que este livro está na minha TBR. Eu e minha irmã acompanhamos pelas redes sociais todo o processo de realização desse trabalho pois somos fãs dos gêmeos Moon e Bá. Então, quando vimos que eles fariam a adaptação do romance de Milton Hatoum para uma graphic novel tínhamos certeza que seria incrível. E foi.

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Fazia muito tempo que eu não pegava um livro e lia do começo ao fim no mesmo dia e sem intervalos. Dois Irmãos me fez virar as páginas freneticamente e despertou um misto de sentimentos em relação aos seus personagens que são tão viscerais e reais.

O livro conta a história dos irmãos gêmeos Yaqub e Omar, descendentes de libaneses e que nasceram em Manaus. Desde muito pequenos, os gêmeos mostravam que só o que partilhavam de igual era a fisionomia. Seus desejos e ambições eram completamente diferentes, bem como a forma de se relacionar com as pessoas.

Dois Irmãos fala justamente sobre relacionamentos, ou sobre a ausência deles. A diferença de identidade entre os irmãos se reflete numa crise familiar. Sua mãe, pai e irmã, além de Domingas, empregada da família, e seu filho tem visões diferentes sobre o comportamento dos rapazes. O que é certo para um, é intolerável para o outro.

A história é narrada pelo filho da empregada que tenta entender sua própria identidade através dos dramas que testemunhou e viveu dentro de uma família que nunca foi a sua. Egos, vingança, amor, admiração e morte estão dentro desta trama que reflete também a passagem do tempo e as mudanças politicas e sociais que o Brasil viveu.

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A edição da graphic novel não é em capa dura, algo que estranhei, mas não me causou nenhum transtorno. A escolha artística de Moon e Bá pelo preto e branco foi fundamental para dar toda a carga dramática que essa história pedia. Closes e cenários deslumbrantes estão entre os maiores privilegiados destes desenhos com grande contraste e jogos de luz e sombra.

Leitura imperdível!

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