O Gato viu: Malévola

Está ai um filme que eu me arrependo de não ter ido ver no cinema.

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Malévola apresenta o conto de fadas da Bela Adormecida de uma forma diferente, a partir da vivência da antagonista. Mostra a origem de uma das vilãs mais icônicas da animação.

O live-action do clássico da Disney narra a vida de Malévola (Angelina Jolie), protetora do reino mágico dos Moors. Quando jovem, ela se apaixona pelo humano Stefan (Sharlto Copley). O romance nasce, porém, Stefan, um garoto de origem humilde, tem a ambição de se tornar rei.

Malévola está no meio de seus planos. Ele a abandona e engana Malévola para conseguir o que deseja. A fada boa se torna amarga e vingativa que chega ao ponto de amaldiçoar Aurora (Elle Fanning), filha recém-nascida de Stefan.

Malévola acompanha o crescimento da menina, com Diaval (Sam Riley), seu corvo comparsa. A convivência com a jovem princesa gera sentimentos confusos na então vilã.

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Malévola mostra como as nossas experiências nos transformam, seja para o bem ou para o mal. Há também o medo do diferente, pois parece que é muito mais fácil elimina-lo do que unir forças e viver em paz.

O filme é bonito, com uma trilha maravilhosa e não é cansativo. As atuações estão impecáveis o que nos dá um turbilhão de sentimentos ao longo da exibição.

Eu, que tenho dificuldade de aceitar as certas coisas dos contos de fadas, me apaixonei e chego a preferi-lo do que à animação original. É uma história moderna, com uma mensagem que cabe muito mais na nossa realidade.

Vale muuuito a pena conferir!

Eu não quero ter filhos

Que forte, não? Mas acho melhor ser bem direta.

Devem haver muitas garotas como eu que já chegaram a essa conclusão, porém não a expressaram.

Decidi há muito que a maternidade não era algo para mim. Não fui criada com crianças por perto e muito menos bebês. Apesar de ser a filha mais velha, a diferença de idade de mim para a minha irmã caçula é só de quatro anos.

Todas as amigas do meu “grupinho” do ensino médio já são mães, tenho primas e colegas que já tem filhos também.

Você pode me dizer que está cedo pra pensar nisso, afinal tenho só 23 anos, ainda tenho muito o que viver antes disso. Eu concordo. Só que ter metas e objetivos sempre fez parte da minha vida, e ser mãe nunca foi um deles.

Não tenho habilidade e nem interesse mesmo.

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Pode soar cruel, mas não sou dessas que esconde o que pensa por causa de julgamentos alheios.

A vida é minha, o corpo é meu, a decisão é minha. Biologicamente fui feita para reproduzir, para perpetuar a espécie, mas eu não quero.

Em nenhum cenário que imagino do meu futuro vejo um filho incluso, nem no melhor e nem no pior. Um filho requer uma atenção que eu não estou disposta a dar. Pode parecer egoísta, mas acho que egoísmo mesmo é colocar uma criança no mundo e não dar a ela o cuidado e a atenção que ela merece. E isso acontece tanto por ai…

Existe a pressão familiar, dos pais que querem ser avós. Quando alguém se casa perguntam logo sobre filhos, a lua de mel ainda nem rolou e já querem um bebê a caminho. Me pergunto se serão essas pessoas que terão que abdicar de muitas coisas para criar um ser humano. Claro que não. E depois eu sou a bruxa da história…

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Minha opinião pode mudar daqui há alguns anos? Claro que pode. Somos essas metamorfoses ambulantes, não é mesmo? Mas eu já tenho esse pensamento há muito tempo. Não digo que será impossível a mudança, mas é altamente improvável.

Ter filhos é pessoal e a escolha é algo íntimo, ninguém deve ficar palpitando. Cada um sabe o que quer para si. Eu quero independência, conforto e tranquilidade; mas também quero poder viajar sem ter que correr para voltar, me dedicar a projetos sem me preocupar com a hora e viver tendo a consciência de que a única vida que tenho que zelar é a minha própria.

Ser mãe exige algo que eu não estou disposta a dar. Isso não faz de mim uma pessoa ruim? Claro que não.