O Gato leu: Eu, Robô

Eu, Robô – Isaac Asimov
Editora: Aleph
Ano: 2014
Páginas: 320
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Junho está sendo o mês de colocar as leituras em dia e isso e inclui o Desafio Doze Meses Literários. A temática de maio era ficção cientifica. Eu li Eu, Robô e não poderia está mais satisfeita.

Isaac Asimov foi muito feliz no seu livro. Ele traz diversos contos que podem ou não serem lidos de maneira linear. Esses contos nos apresentam os mais diversos tipos de robôs, desde aqueles autômatos, incapazes de falar, até os superinteligentes e tomam decisões que interferem na vida dos seres humanos.

Houve um tempo em que o homem enfrentou o universo sozinho e sem amigos. Agora ele tem criaturas para ajudá-lo; criaturas mais fortes que ele próprio, mais fieis, mais uteis e totalmente devotadas a ele. A humanidade não está mais sozinha. Já pensou sobre essa questão desde modo? (Pág. 15)

“Robbie”, “Mentiroso!”, “Um Robozinho Sumido” e “Evidência” são as minhas tramas preferidas. Gosto muito de Susan Calvin, a especialista que compartilha essas histórias. Apesar do estereotipo da mulher cientista antissocial, grossa e sem interesse no envolvimento humano; (que Asimov infelizmente escolheu), os contos em que ela participa ativamente são os mais interessantes.

Eu tenho um medo enorme de robôs. A ideia da servidão obrigatória deles me lembra muito a escravidão e isso não é nada bom. Se escravizar um igual historicamente já não deu certo, imagina escravizar um superior, como um robô, cujo cérebro consegue ir muito além dos nossos? A ideia de uma rebelião das máquinas no futuro sempre me pareceu inevitável e eu espero não estar aqui para ver isso, pois sei que o ser humano com certeza fará por merecer, uma vez que ele não consegue abandonar o poder e a sensação de superioridade que ele traz…

Toda a vida normal, Peter, de maneira consciente ou não, ressente-se da dominação. Se a dominação parte de um inferior, o ressentimento fica mais forte. No aspecto físico, e até certo ponto, no aspecto mental, um robô… qualquer robô é superior aos seres humanos. O que o torna servil então? Apenas a Primeira Lei! Bem, sem ela, a primeira ordem que você tentasse dar a um robô resultaria na sua morte. (Pág. 172)

As Três Leis da Robótica (princípios que regem os comportamentos dos robôs), presentes nas primeiras páginas de Eu, Robô, hoje não são somente ficção e estão na base dos estudos da área. O autor as apresenta de maneira simples e mostra que nem sempre os resultados são simples de se chegar. Se as circunstâncias influenciam na tomada de decisões dos humanos, imagine nas dos robôs?

É uma leitura essencial. Recomendo!

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