O Gato leu: Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel?

Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel? – Ilana Casoy
Editora: DarkSide
Ano: 2014
Páginas: 360
Compre: Amazon

A maldade e a violência têm uma origem na insanidade ou são totalmente frutos da consciência humana? O livro Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel? da DarkSide Books nos traz essa reflexão a todo o momento. Os assassinos em série mais famosos do mundo estão reunidos aqui pela renomada criminalista brasileira, Ilana Casoy. 

Antes de detalhar os crimes de cada um, Casoy nos explica o que é um serial killer, quais são seus ciclos, aspectos gerais, psicológicos, características e o modo como eles enxergam suas vitimas. Além disso, ela derruba alguns mitos que existem acerca do tema e dessas pessoas. A autora destaca alguns métodos de investigação e, acima de tudo, aponta que esses criminosos não são monstros, como algumas pessoas costumam se referir, eles são exemplares da nossa sociedade.

Resenha do livro Serial Killers - Louco ou Cruel?, publicada no blog GatoQueFlutua

Para um crime ser solucionado, tanto a medicina forense quanto a psicologia jurídica devem ser utilizadas. Quanto mais interação entre os profissionais das duas áreas, mais chances tem a policia de encontrar e capturar os serial killers. (Pág. 34).

Clara e objetiva, Ilana nos apresenta crimes chocantes e extremamente violentos. São 16 casos que marcaram o século XX, como Aileen Wuornos, Albert Fish, Andrei Chikatilo, Ed Gein, Jeffrey Dahmer, Ted Bundy e o Zodíaco. Ela documenta os fatos em uma forma de narrar tão singular que me lembrou uma escrita de ficção, feita para manter o leitor atento e interessado. A cada caso, um novo clímax é construído.

Assassinos em série, enquanto ainda não descobertos, escalam na violência, sentindo-se cada vez mais confortáveis e com a autoconfiança estimulada a cada dia que passam sem ser suspeitos. (Pág. 240)

Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel? disseca o universo da criminalística e nos ajuda a enxergar o quanto que a tecnologia, a cada evolução, tem sido uma aliada na hora de solucionar os crimes. O DNA, por exemplo, hoje é algo comum e que até os leigos conseguem entender a sua eficacia, mas ele é uma tecnologia muito recente. Existem casos em que, se houvesse a evidência do DNA na época, teria outro resultado.

Recomendo!

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O Gato leu: Tubarão

Tubarão – Peter Benchley
Editora: DarkSide Books
Ano: 2015
Páginas: 280
Compre: Amazon

Eu considero Tubarão o melhor filme do Steven Spielberg, acho ele sem igual. Então, não tive duvidas na hora de escolher o livro que deu origem ao longa para ser a leitura de suspense do Desafio Doze Meses Literários de abril.

Logo de inicio, Peter Benchley nos avisa que o estúdio só se interessou pela parte do tubarão para criar o filme. O romance e a máfia (isso mesmo), ficaram de fora. Eu creio que não houve perda, pois o filme possui um ritmo bem interessante, enquanto o livro tem uma narrativa mais fragmentada que nem sempre cabe na hora de montar um filme.

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A trama se passa em Amity, um balneário ficcional situado em Long Island, Nova York. Ele vive do turismo de veraneio e sem isso a cidade pode se acabar. Todos estão cientes disso, mas quando, às vésperas de um feriado, o corpo de uma turista é encontrado na praia, o chefe de polícia, Martin Brody, não pensa duas vezes e ordena o fechamento das praias da região.

Você tem de entender. Não há nada nesse mar de que esse peixe tenha medo. Outros peixes fogem de coisas grandes, é o instinto deles. Mas esse peixe não foge de nada. Ele não sabe o que é medo. (Pág. 92)

Todos querem abafar o caso, inclusive o prefeito, Larry Vaughan, que está mais preocupado com o dinheiro e com questões pessoais. Com muita relutância e a presença de um especialista no local, Matt Hooper, o banho é liberado e a cidade pode ter o seu verão. Porém, isso se mostrará só o começo do banquete do terrível tubarão e de uma série de conflitos na vida do chefe Brody.

Eu me surpreendi muito com esse livro. A leitura foi frenética, eu o devorei tão rápido quanto o temido animal devora suas vitimas. É engraçado pois o inicio e o final do romance são todos dedicados ao tubarão, páginas e mais páginas da sua ação. Já o meio mostra um série de situações vividas por Brody e aqueles que o rodeiam.

O passado sempre parece melhor quando você se lembra dele, mais do que realmente foi na época. E o presente nunca parece tão bom quanto parecerá no futuro. É deprimente ficar muito tempo revivendo as velhas alegrias. Você acha que nunca terá algo tão bom novamente. (Pág. 117)

A primeira vista, pode parecer que o tubarão seja a personificação do mal e o inicio de todos os problemas na vida daquelas pessoas, mas, na verdade, ele é apenas o gatilho para os conflitos que já estavam latentes e amargurados dentro de cada um. É realmente incrível, Peter Benchley escreveu vários livros dentro de um só.

Não tem como deixar de comentar a belíssima edição de 40 anos da obra que a DarkSide Books  trouxe para o público brasileiro. Eu tenho a versão brochura que tem uma proposta de capa bem diferente, com muitas imagens da adaptação cinematográfica, mas há também a Limited Edition (capa dura). Sem dúvida, um livro imperdível!

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Wishlist – Janeiro 2017

Acho que quem visita o blog pela primeira vez e vê uma wishlist pensa logo que sou uma pessoa super consumista. A verdade é justamente o contrário. Ao listar aquilo que eu tenho o desejo de comprar, consigo ver o que é exagero e o que é realmente necessário.

Vamos lá?

01. Oxford Beira Rio Broguês: Eu preciso de conforto e praticidade na hora de ir trabalhar, pois nunca sei se vou passar a manhã inteira na frente do computador ou se vou sair em várias missões, como entrevistas e coberturas fotográficas. Eu uso tênis, desde o de academia até o metalizado moderninho. São velhos de guerra e em breve vão me deixar. Quando isso ocorrer, vou comprar um oxford preto de verniz. Um sapato que veio do guarda-roupa masculino e que dá outra cara ao uniforme de todo dia, não é mesmo? Essa é uma compra certa, mas vou deixar para fazê-la somente depois que passar a estação das chuvas aqui em Belém.

02. Carteira Super Heroes DC Comics:Na mesma vibe do item acima tem a carteira, algo que já usei de tudo quanto é modelo e tamanho. Cansei das grandonas e que só fazem volume na bolsa. Quero uma bem pequenina, do tamanho certo dos cartões e da minha necessidade. Essa nerd mostra que dá pra ter tudo isso e ser divertida ao mesmo tempo.

03.Stephen King, a biografia – Coração Assombrado, da DarkSide Books: Entrei para o clube de fãs do King. Desde A Zona Morta eu estou encantada pela escrita do autor e quero ler tudo o que eu encontrar dele. Esta biografia, lançada aqui no Brasil pela DarkSide é muito bem elogiada, além de linda. Quero conhecer mais sobre a mente por trás das tramas envolventes.

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Wishlist – Outubro de 2016 – Especial Halloween

Se no ultimo 6 on 6 eu dei seis indicações literárias para vocês aproveitarem nesse mês de outubro, agora vou apresentar a minha wishlist das trevas, com livros que ainda pretendo ler.

Venham ver!

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01. Exorcismo, de Thomas B. Allen: Eu acho que O Exorcista é o meu filme de terror preferido. Ele ainda consegue ser muito assustador mesmo após tantos anos desde o seu lançamento. Eu tenho o livro que deu origem ao filme, mas o que muita gente não sabe é que existiu uma história real, um exorcismo de verdade. O livro da DarkSide vem narrar os fatos do exorcismo de Robert Mannheim, um jovem norte-americano de 14 anos que gostava de brincar com sua tábua ouija.

02. Carrie – A Estranha, de Stephen King: Foi esse livro que apresentou o King para o mundo, esta não é a sua primeira obra, mas foi a primeira a ser aceita e lançada por uma editora. Já vi todas as adaptações para o cinema dessa trama, mas preciso conhecer a história original da Carrie, a jovem perseguida na escola e que um dia descobre possuir poderes misteriosos.

03. Ed e Lorraine Warren: Demonologistas, de Gerald Brittle: Confesso que Atividade Paranormal não me conquistou, tanto que nem quis ver Annabelle ou a sequencia, mas Ed & Lorraine Warren existiram de verdade e isso é fascinante. A DarkSide lançou a biografia definitiva desses famosos investigadores paranormais e eu fiquei muito curiosa pra ler.

04. Os Sete, de André Vianco: A Aleph relançou a obra de estréia do André Vianco, autor nacional. Esse é só o começo de uma série lançamentos do autor junto à editora que é conhecida pela publicação de livros de ficção científica e que agora está se aventurando na fantasia e no horror. Tô muito empolgada com essa novidade!

05. Zé do Caixão – Maldito, a Biografia, de André Barcinski e Ivan Finotti: Faz muito tempo que não vejo nada do Zé do Caixão, mas sei que ele é um dos grandes mestres do terror no mundo. Quero muito conhecer a sua história e o seu trabalho, pois ele conseguiu produzir e editar muitos filmes de um gênero que sofreu bastante com a marginalização. Este livro é também uma aula sobre o cinema brasileiro. Vale lembrar que o Zé é o padrinho da editora DarkSide.

Espero que tenham gostado! 🙂

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O Gato leu: A Menina Submersa: Memórias

A Menina Submersa: Memórias – Caitlín R. Kiernan
Editora: DarkSide
Ano: 2015
Páginas: 320
Compre: Amazon | Submarino | Americanas | Livraria da Travessa | Cultura | Saraiva

Eu não sei nem por onde começar a fazer essa resenha. Então, antes que eu comece a falar e não consiga dar conta do meu sentimento em relação à esse livro e me confunda com as palavras, saibam de algo: ele é fascinante e perturbador.

Se alguém pudesse me salvar, teria sido você. (Pág. 15)

Eu não sabia bem o que esperar do selo DarkLove, da DarkSide. Achei o máximo serem títulos escritos por mulheres, mas fiquei com medo do que esse “Love” ai poderia significar. Vejam o preconceito literário da pessoa, mas não tenho problemas em quebrar a cara. Eu gosto muito de ser surpreendida, me ajuda a revisar meus conceitos.

A menina submersa - resenha - gatoqueflutua - blog - Foto - Debb Cabral

Peguei a A Menina Submersa: Memórias como leitura para o PA Book Club temático LGBTQ+ e já sabia que “ele não é uma leitura fácil”, “a narradora não é confiável” e outras coisas. Devidamente avisada, o livro me chamou atenção logo na primeira página ao falar da morte da mãe e da avó de Imp, nossa protagonista.

India Morgan Phelps, a Imp, sofre de esquizofrenia. Sua mãe e sua avó também eram como ela. Carregando todas as expectativas de uma vida com esse histórico medico e familiar, Imp é uma garota de vinte e poucos anos aparentemente normal. Ela trabalha, mora sozinha e toma os remédios que a sua psiquiatra lhe receita nas consultas.

A normalidade é um comprimido amargo do qual reclamamos. (Pág. 72)

Certa noite, dirigindo sozinha enquanto sua namorada ficou em casa, Imp encontra uma mulher nua parada ao lado da rodovia. Sem saber o que fazer, Imp a leva para sua casa. Essa mulher misteriosa é Eva Canning e ela diz coisas sem sentido, mas também diz coisas sobre a protagonista.

A menina submersa - resenha - gatoqueflutua - blog - Foto - Debb Cabral

Eva se vai, mas Imp ainda terá que lidar com ela de outras formas. Quem será essa mulher? Tentando organizar as suas memórias e dar algum sentido nisso tudo, a garota começa a escrever o que se lembra, mas isso não é uma tarefa fácil.

A esquizofrenia faz com que nem sempre a narrativa seja linear. É difícil tentar acompanhar o raciocínio de Imp, que muitas vezes divaga, mas é a experiência de estar dentro da mente confusa dela que torna tudo mais fantástico.

– Você me machucou – digo. – Você colocou palavras em minha mente e eu quase morri para tirá-las de novo. (Pág. 272)

Os fantasmas dá história de Imp seriam verdadeiros ou não? Esses fantasmas são apenas aqueles relacionados ao seu passado ou haveria algo mais? Essas duvidas nos acompanham até os momentos finais do livro. Não temos certeza de nada e começamos a questionar nossa interpretação, tal qual a obsessiva Imp.

A Menina Submersa: Memórias é um livro dentro de um livro. Tentar falar mais que isso da história é correr o risco de dar algum spoiler.

A autora, Caitlín, é muito feliz ao inserir diversas referências culturais ao longo da trama. Eu terminei o livro com vontade de ler Moby Dick, Chapeuzinho Vermelho, Lovecraft, Odisseia, entre outros, fora os quadros, musicas, contos, mitos, poesias e artistas mencionados. Eu parei várias vezes para pesquisar coisas citadas na internet e me surpreendi com histórias como a da L’Inconnue de la Seine, Aokigahara e dos artistas Philip George SaltonstallAlbert Perrault.

Fecunda ratis, de Albert Perrault
Fecunda ratis, de Albert Perrault

Fiquei fascinada e acho que cada vez que ler esse livro será uma outra primeira vez. É aterrorizante e surreal. Uma confusão de sentimentos vindos dessa perturbadora leitura.

Leiam, leiam mesmo. É incrível.

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