Desafio Doze Meses Literários

Eu fiz a minha retrospectiva literária de 2016 e fiquei muito feliz com o resultado. Li mais de 40 livros e cumpri minhas metas. Queria aumentar o número de leituras neste ano, mas vou trabalhar demais e por isso decidi que vou me desafiar de um jeito diferente.

Criei o Desafio Doze Meses Literários com o objetivo de ler de tudo um pouco, mas também  de ler sem aflição. É um desafio por mês. Tem um bom tempo de respiro entre cada leitura, porque a vida complica às vezes e nem sempre dá para seguir o ritmo frenético de uma maratona literária.

Quem quiser participar, pode ficar a vontade, apenas fiquem atentos às regras:

  • Escolher um livro que se enquadre em cada categoria;
  • Formato livre (livro físico, e-book, quadrinho, mangá, etc);
  • Se quiser divulgar, dê os créditos do blog. Use a hashtag #DesafioDozeMesesLiterarios.

Olhem a lista dos desafios:

✚ MINHAS LEITURAS

  1. Janeiro: Macunaíma, de Mário de Andrade
  2. Fevereiro: Maus – A História de um Sobrevivente: , de Art Spiegelman
  3. Março: Arte e Grande Público – A distância a ser extinta, de Maria Inês Hamann Peixoto
  4. Abril: Tubarão, de Peter Benchley
  5. Maio: Eu, Robô, de Isaac Asimov
  6. Junho: Ayrton Senna: A trajetória de um mito, de Lionel FroissartChristian Papazoglakis e Robert Paquet
  7. Julho 
  8. Agosto
  9. Setembro
  10. Outubro
  11. Novembro
  12. Dezembro

No decorrer do ano vou atualizando este post aqui com as minhas escolhas literárias para cada mês. Todos os livros lidos serão resenhados, então fiquem sempre de olho no blog, ok?

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O Gato leu: Contos Fluminenses

Contos Fluminenses – Machado de Assis
Editora: L&PM Pocket
Ano: 2008
Páginas: 240
Compre: Amazon | Submarino | Americanas | FNAC | Livraria da Travessa | Cultura | Saraiva

Na época do colégio nos lemos e ouvimos falar muito sobre Machado de Assis, mas depois que os estudos acabam ainda são poucas as pessoas que voltam às suas obras, não é mesmo? Eu li muitos dos seus romances, mas não lembro de ter tido contato com os contos.

Se te achas com força de ser o Colombo daquele mundo, lança-te ao mar com a armada; mas toma cuidado com as revoltas das paixões, que são os ferozes marujos destas navegações de descoberta. (Pág. 26)

ContosFluminenses_GatoQueFlutua_blog_Foto_Debb_Cabral

O livro Contos Fluminenses é a estreia do autor nessa modalidade. Temos os sete contos na obra, são eles: Miss Dollar; Luís Soares; A mulher de preto; O segredo de Augusta; Confissões de uma viúva; Linha reta e linha curva e Frei Simão. Os primeiros são sem duvida os melhores, mas encontramos em todos as características da escrita de Machado de Assis, como a narrativa urbana, o debate sobre os aspectos sociais e morais, além da conversa entre o autor e o leitor, tudo isso embalado em muita ironia.

Trocar o dia pela noite, dizia Luís Soares, é restaurar o império da natureza corrigindo a obra da sociedade. O calor do Sol está dizendo aos homens que vão descansar e dormir, ao passo que a frescura da noite é a verdadeira estação em que se deve viver. (Pág. 42)

Ainda que sejam historias datadas, elas não deixam que despertar curiosidade, pois Machado conseguia prender o leitor em uma conversa despreocupada, mas instigante. Nessa época ele ainda estava preso à estética do Romantismo, mas já começava a dar seus passos em direção ao Realismo, do qual viria a ser o primeiro nome no Brasil.

Para quem quer embarcar na literatura brasileira e não sabe bem por onde começar, eu indico essa seleção de contos, pois apesar de apresentar uma linguagem de época, possui fácil compreensão, além de ser muito divertido.

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O Gato leu: A vampira de Sussex

A vampira de Sussex – Sir Arthur Conan Doyle
Editora: Melhoramentos
Ano: 2011 (integra um box com outros dois livros)
Páginas: 240

Sherlock Holmes de bolso é uma coisa linda <3

Blog_GatoQueFlutua_Foto_Debb_CabralNessa edição encontramos seis dos doze contos publicados originalmente em The Case-Book of Sherlock Holmes, de 1927. As aventuras são: “A Pedra Mazarino”, “A Ponte de Thor”, “O Homem Que Rastejava”, “A Vampira de Sussex”, “Os Três Garridebs” e “As Três Empenas”.

– O Sr. Holmes sempre sabe tudo que há para se saber. (Pág. 09)

São histórias sobre o ilustre detetive que haviam ficado guardadas por muito tempo. Cada narrativa é um misto de suspense e mistérios intrigantes, que só o grande Sherlock seria capaz de desvendar. Eu gosto muito mais de ler os contos do que as novelas de Sherlock, pois tenho preferência por esses pequenos drops de suspense.

– Olhe aqui, Holmes, isso não está cheirando bem. O sujeito está desesperado, não tem nada a perder. Pode ter vindo para assassinar você. (Pág. 15)

A trama que mais gostei foi a d’Os Três Garridebs’. Ela conseguiu reunir muito bem todas as características clássicas das histórias do detetive da Baker Street. Algumas história não são narradas pelo Dr. Watson, mas prefiro as que são. Adoro ver ele descrevendo ou falando sobre o amigo excêntrico.

Sabe, Holmes – eu disse, balançando a cabeça -, acho que está indo longe demais com a ideia. (Pág. 96)

Eu já resenhei aqui outro livro que integra esse box, que foi Um estudo em vermelho, a primeira aventura da dupla formada por Sherlock Holmes e Dr. John Watson.

Walcyr Monteiro, preservação e resistência cultural

“É nos velhos contos que o homem poderá reencontrar sua verdadeira identidade, sua identidade mágica. Para isso, deverá sair de sua cristalização intelectual e ultrapassar a concepção do símbolo que, embora energético, não deixa de ser bastante abstrato.” (Mario Mercier, 1980)

Escritor brasileiro e jornalista, Walcyr Monteiro alcançou reconhecimento no Brasil e no exterior pelo seu trabalho e pesquisa em torno dos mitos e lendas da Amazônia. Publicou, financiando na maioria das vezes com dinheiro próprio, diversos livros que trazem histórias do imaginário popular.
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Foto: Debb Cabral

Em seus estudos acerca do universo amazônico ele revela que “muita coisa da nossa cultura esta se perdendo”. Com a globalização, o fluxo de pessoas e de informações na Amazônia vem modificando as relações sociais e o modo de vida, como fizeram os Grandes Projetos de exploração mineral. “O Sul do Pará esta totalmente descaracterizado enquanto Amazônia”, afirmou.
Sua primeira história, a Matinta Pereira do Acampamento, de maio de 1972, foi publicada no extinto Jornal A Folha do Norte e seu livro, Visagens e Assombrações de Belém, só veio a ser publicado 16 anos depois, com apoio do então secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Acyr Castro. A editora era a Falângula.
Ele é a sua publicação mais conhecida, no qual o autor nos leva em uma viagem pelo imaginário popular, através de histórias de visagens e assombrações, frutos de suas pesquisas de campo pela cidade de Belém. Ele já foi base para produção do roteiro de longas e curta-metragem, entre eles a animação Visagem (2006), do diretor paraense Roger Elarrat.
Seus livros são usados em escolas e universidades públicas e particulares. Walcyr é reconhecido por muitos como um símbolo da resistência cultural, por registrar aquele saber popular que antes era transmitido em grande parte através da oralidade, preservando assim um traço da nossa cultura que está se perdendo.
Obras publicadas
  • Visagens e Assombrações de Belém
  • Visagens, Assombrações e Encantamentos da Amazônia (coleção)
  • Cosmopoemas
  • Miscêlanea ou Vida em Turbilhão
  • As Incríveis Histórias do Caboclo do Pará
  • Histórias Brasileiras e Portuguesas para Crianças
  • Presente de Natal

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