O Gato viu: Guardiões da Galáxia Vol. 2

O que esperar da sequência do que foi aclamado por muitos como o melhor filme de heróis? Apenas mais e mais!

Guardiões da Galáxia Vol. 2, já primeira cena do grupo, nos conquista em uma overdose de fofura com Baby Groot, a pequena planta ambulante. Essa cena serve para mostrar o status da relação da equipe e a forma como eles estão “trabalhando” atualmente.

O grupo realiza “serviços” pelo bem galáxia, mas sem perder o jeito de agir que lhe é tão característico. Em meio a uma fuga, se vem obrigados a aterrissar em um planeta próximo, lá encontram um homem que diz ser o pai de Peter. Seria verdade ou uma armadilha? Os Guardiões se dividem e vão em busca de respostas. Nesse caminho, personagens novos surgem e antigos inimigos se tornam aliados. A galaxia mostra que nunca vai deixar de surpreender.

Guardiões da Galáxia Vol. 2 é um filme de super-heróis que fala sobre relacionamentos. Um amor não verbalizado. Uma amizade ainda frágil. Uma família problemática e outra recém descoberta. Um compromisso com a salvação daqueles que nem se conhece. O grupo desfuncional tem, durante a trama, que se entender e confiar um no outro.

Há o medo de se arriscar e ficar mais uma vez sozinho. Os Guardiões trabalham bem juntos durante as batalhas, mas será que nos momentos de calmaria eles conseguem ser uma equipe também?

A luta para se manterem unidos será aquela mais difícil que terão em seu caminho.

O filme desperta muitos sentimentos. Uma hora nós choramos de rir e, em outra, choramos de tristeza. Guardiões da Galáxia Vol. 2 consegue ser tão bom quanto o primeiro e temos muitas cenas de ação belíssimas. Acho que esse é um filme mais para o fãs do que o seu predecessor. Temos personagens novos e um universo que se expande. O primeiro longa é um filme de origem, por isso é um pouco mais fácil de entender. Já esse, deixa muuuuitos ganchos para as próximas aventuras da Marvel nos cinemas. É imperdível!

Uma dica amiga: Guardiões da Galáxia Vol. 2  tem CINCO cenas pós-créditos!

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O Gato viu: Logan

Vem ai (eu espero) uma série de posts atrasados aqui no blog.

Desde o final do ano passado eu disse que a rotina ia ficar corrida, mas nem por isso vou deixar de postar e compartilhar com vocês. A vida seria mais sem graça sem o GatoQueFlutua.

Hoje eu trago a resenha deste filme incrível, Logan. A critica social é muito presente nas aventuras dos mutantes e neste novo longa isso não podia ser mais evidente.

Porém, o que menos se dá destaque nesta história, são aos poderes especiais. O foco é no fator humano, algo que parece estar tão escasso nos dias de hoje, quanto estão os mutantes no novo filme. A empatia, o cuidado e o querer bem estão na cola que faz de Logan a despedida perfeita de Hugh Jackman e Patrick Stewart.

A trama se passa 2029 e Wolverine é um nome que nem se ouve mais ser chamado. Logan (Hugh Jackman) trabalha como chofer de limousine na fronteira do México com os Estados Unidos. Ele faz isso para cuidar do então nonagenário, Professor Charles Xavier (Patrick Stewart), que vive preso em um taque sob medição constate, para evitar que ele tenha um ataque e mate as pessoas ao seu redor. A maior mente do mundo está demente.

Logan está debilitado física e emocionalmente. Ele bebe muito e se pergunta, por quanto tempo a vida continuará se arrastando? As lutas ficaram no passado e, infelizmente, os X-men, aqueles que tinha como sua família, também.

Um dia, Logan é procurado por uma mexicana que precisa da sua ajuda para proteger a jovem Laura (Dafne Keen), que está sendo perseguida por Donald Pierce (Boyd Holbrook).

A interação entre a Laura, Logan e Charles é um dos pontos altos da trama. Os três são pessoas marcadas pela dor, com demônios internos e que precisam ficar juntos na fuga daquele que quer controlar a jovem mutante de poderes tão semelhantes aos de Logan.

Dafne Keen é uma excelente atriz, ela passa boa parte do filme sem falar nada, mas ao mesmo tempo consegue dizer muito através do olhar.

O filme é bem diferente dos outros da série X-Men. Ele é sujo e sombrio. As lutas não são assépticas como eram as anteriores, são extremamente violentas, mas ao mesmo tempo muito mais reais. É bem chocante.

As fotos escolhidas para ilustrar este post fizeram parte da ação de divulgação do longa e foram montadas no formato de uma exposição. O preto e branco, ressalta a melancolia das cenas deste que é um filme humano e visceral.

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O Gato viu: Doutor Estranho

A Marvel vai dominar o mundo gente, não é possível! Eu estou extasiada depois de assistir Doutor Estranho. É um dos seus melhores filmes!

Quando confirmaram que haveria um filme solo do personagem fiquei meio receosa. Este não é um dos seus heróis mais conhecidos pelo grande público, eu mesma sei pouca coisa sobre ele, então temi pela rejeição. Mas a Marvel já tinha acertado magistralmente com Guardiões da Galáxia que também são lado B, logo eu tinha que crer na capacidade do estúdio.

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A escolha por Benedict Cumberbatch para interpretar o protagonista não poderia ser mais acertada. É até complicado falar, pois sou uma grande fã sua e mais uma vez ele não decepcionou. Parece que nasceu para o papel.

O neurocirurgião mundialmente famoso Dr. Stephen Strange é arrogante e bem babaca em alguns momentos do filme. Ele é bom no que faz, mas não o faz pensando nos outros e sim na sua glória. É do tipo de médico que escolhe seus pacientes.

Porém, sua vida muda completamente após sofrer um terrível acidente de carro que incapacita suas mãos. Ele tenta de tudo para que possa voltar a ter domínio de suas funções neurológicas e operar novamente. A medicina tradicional não pode ajudá-lo e em sua busca incessante pela cura ele vai para em um lugar improvável – o misterioso Kamar-Taj.

Para conseguir se recuperar ele terá que seguir os ensinamentos do Ancião (Tilda Swinton). Em Kamar-Taj a vida segue um ritmo diferente e alinhar corpo e mente é fundamental. Para o “homem da ciência”, se entregar ao místico pode ser algo complicado. A arrogância e a relutância andam juntas.

Logo ele descobre que Kamar-Taj não apenas um centro para a cura, mas também a linha de frente na batalha contra forças obscuras empenhadas em destruir a nossa realidade. O Ancião é o protetor místico da Terra e atual Mago Supremo.

Strange, que queria apenas curar suas mãos, com poderes mágicos recém-adquiridos, se vê entre a difícil escolha entre voltar para sua vida cheia de status ou deixar tudo para trás e ajudar a defender o mundo.

Esse é um filme que mostra a importância de ser humilde e respeitoso. Strange é muito prepotente e quando percebe que não poderá remediar a situação sozinho, entende que precisa aprender a ouvir os outros. Ele “leva na cara” de praticamente todos os personagens do filme e isso é muito interessante, pois na vida todos tem algo a nos ensinar.

Outro ponto de destaque é a relação entre a ciência e a magia. Em nenhum momento uma tenta ser superior à outra, ao contrário, quando uma delas falha, a outra está lá para ajudar.

Benedict é a estrela de Doutor Estranho, mas as atuações de Chiwetel Ejiofor (como Mordo), Rachel McAdams (como a médica Christine Palmer), Mads Mikkelsen (como o vilão Kaecilius) e Benedict Wong (como Wong) também estão dignas de todo o crédito.

Este é um ótimo filme de origem. É belíssimo visualmente, com excelente uso dos efeitos especiais e feito para ser visto em 3D.

Fiquei muito curiosa para ver como todo o universo místico de Doutor Estranho vai se relacionar com a dinâmica dos Vingadores.

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O Gato viu: Julieta

Eu gosto muito do Almodóvar, fui fisgada desde a primeira vez que vi um filme seu. O diretor constrói narrativas diferentes, lentas, dramáticas, mas carregadas em um suspense que nos faz querer ir até o fim para saber o que há.

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Em seu novo filme somos apresentados a Julieta (Emma Suárez), uma mulher de meia idade que está prestes a se mudar de Madri para Portugal, para acompanhar seu namorado Lorenzo (Dario Grandinetti).

Esta mulher tem uma aparente vida normal, entretanto, um encontro fortuito na rua com Beatriz (Michelle Jenner), uma antiga amiga de sua filha Antía (Blanca Parés), faz com que Julieta repentinamente desista da mudança. Nós e Lorenzo ficamos sem entender o motivo da inesperada atitude da protagonista.

Com a então partida do namorado, Julieta resolve se mudar para o antigo prédio em que vivia, também em Madri. Lá começa a escrever uma carta para a filha relembrando o passado entre as duas.

Nesses flashbacks Julieta é vivida pela também hipnotizante Adriana Ugarte. Conhecemos a história da protagonista bem antes do nascimento da filha que até pouco tempo desconhecíamos a existência, bem como o motivo pelo qual a simples menção do seu nome abale toda a vida de Julieta.

Almodóvar fez um filme sobre perdas sem despedidas. Dá mesma maneira que pessoas importantes passaram pela vida de Julieta sem se ter o devido adeus, nós somos surpreendidos com um final abrupto, que nos assusta pois ainda queremos pertencer àquela história.

Não é um filme ousado, ao contrário, é bem sóbrio, mas consegue traduzir os sentimentos femininos com o mistério habitual da estética do diretor. Há uma fragilidade e uma força dentro de todas essas mulheres, mesmo que seja para sofrerem caladas, tentando carregar o peso da vida sozinhas para que aqueles que elas amam possam ser felizes.

Julieta é inspirado em uma série de contos da escritora canadense Alice Munro, que foi  vencedora do Nobel de Literatura em 2013.

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O Gato leu: O Massacre da Serra Elétrica [Arquivos Sangrentos]

O Massacre da Serra Elétrica [Arquivos Sangrentos] – Stefan Jaworzyn
Editora: DarkSide
Ano: 2013
Páginas: 320
Compre: Amazon | Submarino | Americanas | FNAC | Livraria da Travessa | Cultura | Saraiva

Eu não acredito que estou fazendo a resenha desse livro! Já contei por aqui no post do 6 on 6, que foi através desse livro que conheci a DarkSide, uma das minhas editoras favoritas.

O Massacre da Serra Eletrica GatoQueFlutua_blog_Foto_Debb_Cabral

O Massacre da Serra Elétrica (1974) é um dos filmes que mais curto e não canso de assistir. Possui uma estética única e quando penso no Texas, ele está lá, como parte do folclore. Teve uma longa série de filmes que não alcançaram o tamanho da força da obra original e eu sempre quis saber o motivo disso…

Para a minha felicidade, o livro integra justamente a coleção Dissecando Filmes Clássicos de Terror, que apresenta os bastidores das principais obras do gênero. Este, que é um livro feito basicamente com entrevistas, nos conta todo o processo de produção das obras e a relação entre as pessoas que trabalharam nelas.

Esse tipo de sensibilidade, esse tipo de percepção de ‘valores’ coexistia com a carnificina do assassinatos que estavam acontecendo. (Pág. 56)

Ele ainda é um retrato da industria cinematográfica norte-americana. Nele vemos que muitos dos filmes da franquia tinham a possibilidade de alcançar o sucesso, mas trabalhar em um estúdio com uma lógica corporativa não é algo que ajuda muito no processo criativo. Prazos e orçamentos reduzidos, corte final decidido pelo estúdio, distribuição falha e mudanças no roteiro são só alguns dos problemas encontrados ao longo do caminho dos filmes seguintes.

Então quer dizer que o original teve sucesso pois não encontrou problemas? De jeito nenhum.

O filme de Tobe Hopper teve o grande problema das produções independentes: a falta de dinheiro. Tudo foi feito com muito improviso e bastante criatividade. A equipe acreditava que aquele seria apenas mais um filme de verão, porém teve ocasiões em que trabalhou por mais de 20 horas seguidas no calor texano.

Vários dos adereços e objetos em cena foram confeccionados com ossos de animais de verdade, encontrados em abatedouros ou na beira da estrada. Isso e Gunnar Hansen, o Leatherface original, que só tinha um figurino disponível para usar por mais de 30 dias, fediam demais.

Uma vez que começamos, muitos amigos trouxeram coisas nojentas para adicionar à coleção. (Pág. 65)

A paixão pelo cinema dá o tom ao livro. Há vários relatos de exaustão ou doença por conta do trabalhos nessa historia sangrenta, porém o elenco e a equipe reconhecem a força que O Massacre da Serra Elétrica alcançou. O estilo de filmagem fez com que muitos dos espectadores acreditassem que aquilo de fato acontecera e que estavam vendo um documentário. O medo da família canibal se fez presente com inconsciente coletivo.

Este livro é uma obra incomparável tanto para quem curte o filme quanto para aqueles que sem interessam pela arte de fazer cinema. Ele faz uma verdadeira anatomia do filme clássico e apresenta pela primeira vez o making of e a história completa da série. Cheio de fotografias raras e inéditas, com diagramação e arte fantásticas, esse livro é necessário para todo fã de terror e cinema.

Às vezes fazemos coisas pelos motivos errados. (Pág. 195)

A minha única ressalva quanto a ele é o capitulo que fala sobre Eggshells, o primeiro filme da parceria entre Hopper e o roteirista Kim Henkel. Ele serve pra mostrar como a equipe do Massacre se conheceu, o que é bom, porém foca demais na história desse filme. Como é um dos capítulos iniciais ele acaba meio que frustrando toda a expectativa do leitor que vem atrás do Massacre em si. Não é um capitulo ruim, só achei demasiado longo.

Já o capitulo sobre Ed Gein, que inspirou clássicos do terror com sua vida e seus crimes é bem perturbador e impossível de parar de se ler.

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