O Gato viu: Capitão América 3 – Guerra Civil

Eu não sei bem o que dizer de Capitão América 3 – Guerra Civil. Quem já acompanha o blog a mais tempo sabe que eu li a graphic novel homônima e estava com as expectativas bem baixas para o filme.

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O filme não tem quase nada do quadrinho, então decidi encarar como uma obra solta e não como uma adaptação. Isso é o melhor a se fazer, levando em conta que na história original estão presentes personagens como os X-Men e o Quarteto Fantástico, fora outros super-heróis “avulsos” de grande importância que não estão no filme. Já foi um parto conseguirem trazer o Homem-Aranha, imagina os X-Men?

Ponderado tudo isso, o que eu tenho a dizer sobre o filme?

Eu gostei muito, muito mesmo. Capitão América 3 – Guerra Civil é bom, inclusive superior a Vingadores 2 – Era de Ultron.

A trama foi reformulada mas segue a base das “consequências dos atos dos super-heróis” como os trailers que saíram já mostravam. No filme vemos Steve Rogers (Chris Evans) liderando o recém-formado time de Vingadores com Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle) em suas novas missões, tal como deu a entender no final de Vingadores 2. Porém, um novo incidente envolvendo os Vingadores resulta num dano colateral, diante de tantas situações que estão fugindo do controle, a pressão política se levanta.

Os Vingadores são uma instituição privada que não respondem a ninguém e agem em qualquer país sem se importar com a soberania nacional. Os governos e a ONU querem, assim, instaurar um sistema para supervisionar e dirigir a equipe. Nesse momento já vemos T’Challa (Chadwick Boseman) inserido na história. Este é o guerreiro Pantera Negra, mas que também é príncipe do reino de Wakanda e está querendo uma posição definitiva dos Vingadores sobre seus atos.

Alguns heróis já estão abalados pelos acontecimentos e acham que é hora de prestar contas e tentar reconquistar a confiança da população mundial, nesse grupo está Tony Stark (Robert Downey Jr.). Outro grupo, liderado por Steve, quer que os Vingadores permaneçam livres para defender a humanidade sem a interferência do governo, pois acreditam que podem se tornar um tipo de exercito nas mãos dos políticos e não desejam isso.

É uma situação muito complicada, de um lado a liberdade e de outro a vida em sociedade. O  filósofo romano Cícero já dizia “todos somos escravos das leis para que possamos ser livres”. O que traz uma grande mudança nessa trama é a presença do Soldado Invernal (Sebastian Stan), que era Bucky, o amigo de infância de Steve que se tornou uma arma da Hidra.

Sabemos que quando se trata do Bucky, o Steve perde totalmente a noção. Temos, então, um Capitão América menos idealista e mais protetor e passional, o foco de sua luta muda. Ao mesmo tempo que Tony Stark parece se prender as amarras da burocracia politica, mas também apresenta uma visão muito mais aberta a realidade que os Vingadores estão enfrentando.

Não dá pra escolher um lado, pois ambos estão certos se você observar com calma. Capitão América 3 – Guerra Civil se tornou assim, um dos meus filmes favoritos da Marvel. Pode não ser uma boa adaptação, mas é uma história com grande potencial de reflexão. Dá pra relacionar com as situações politicas e econômicas que vemos nos jornais diariamente e perceber que a ficção não é algo tão distante. Embalado com muita ação (muita mesmo), momentos dramáticos e uma premissa madura, este é um filme que você deve assistir.

PS: Tom Holland cumpre seu papel como Peter Parker/Homem-Aranha. Ele é inserido na trama de uma maneira tão leve que somos conquistados por seu carisma. Acho que este mais jovem Homem-Aranha será o que unirá os fãs de verdade. Sendo assim, eu amo o Homem-Aranha e vou protegê-lo.

O Gato leu: Guerra Civil

Guerra Civil – Mark Millar & Steve McNiven
Editora: Salvat
Ano: 2014
Páginas: 208

Com a estreia do novo filme do Capitão América se aproximando, decidi ler o quadrinho homônimo. Esse encadernado com capa dura reúne as edições #1 a 7 de Guerra Civil.

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Na trama, um grupo de heróis adolescentes provoca uma situação desastrosa. A confiança das pessoas nos super-heróis, que já estava abalada por eventos anteriores, se torna quase inexistente. Com isso, o governo norte-americano decide aprovar a chamada Lei de Registro, que obriga a todos os heróis a revelarem sua identidade e passar por treinamento, tornando-se assim uma super-força policial. Quem for contra isso será caçado.

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Dados os acontecimentos, alguns heróis, como o Homem de Ferro, decidem apoiar a causa, outros, encabeçados pelo Capitão América, se opõem e consideram essa lei uma afronta à liberdade.

A partir dai uma verdadeira guerra se inicia. Esse acontecimento é muito forte e polêmico, com impacto em todo o universo Marvel.

Guerra Civil é uma história madura. Colocar os heróis em lados distintos, sem enfrentando e até morrendo ou matando os seus amigos por aquilo que acreditam não é algo simples.

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Watchmen fez isso de maneira brilhante. Até mesmo a animação Os Incríveis conseguiu contar uma história assim. Guerra Civil encontra uma outra abordagem para o mesmo tema. Na graphic novel vemos que a  linha entre cada lado é muito tênue.

Não há certo ou errado nesse debate. É apenas uma questão de perspectiva.

Meu veredito casa muito bem com as palavras do sábio Doutor Estranho, que citei acima.

Espero que o filme dê conta de toda a força que tem essa história e não se perca na ideia de uma briga pessoal entre Stark e Steve. Vi o trailer e sei que é completamente cedo para julgar, mas tenho medo que tudo se resuma ao Capitão América querendo defender o Bucky e o Homem de Ferro querendo consertar as cagadas dos filmes anteriores.

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Guerra Civil é muito mais que isso, é sobre liberdade e vida em sociedade.

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O Gato viu: Vingadores 2 – Era de Ultron

Ainda tô muito agitada por conta desse filme.

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Depois do sucesso de Vingadores, fiquei com muito medo que a sequência fosse decepcionar. Mas foi justamente o contrário!

Vingadores 2 – Era de Ultron é incrível!

SINOPSE

Quando Tony Stark (Robert Downey Jr.) tenta alavancar um programa de paz virtual, as coisas dão errado e os maiores heróis da Terra enfrentam o teste definitivo enquanto o destino do planeta está em jogo. O vilanesco Ultron (James Spader) surge, e cabe aos Vingadores impedi-lo de concluir os seus planos terríveis. Para tanto, logo surgem alianças inesperadas que abrem caminho para uma aventura global épica e única.

Nesse filme vemos uma história que se passa após os eventos de Vingadores, Homem de Ferro 3, Thor 2 e Capitão América 2.

A S.H.I.E.L.D. não existe da mesma maneira, então os Vingadores se uniram com o objetivo de proteger a Terra. Agora eles contam com muito mais estrutura e organização.

Ultron nasce do medo de Tony Stark, o medo do fim, da extinção. Sua criação está relacionada, ainda, com a Hidra e com o vilão Loki.

Os gêmeos Mercúrio e Feiticeira Escarlate também integram a trama.

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Vingadores 2 – Era de Ultron tem como maior metáfora a ideia de que “só podemos fazer isso juntos”.

Ultron é um grande vilão, incrível, inteligente e sarcástico. Ele percebe que os Vingadores também tem seus medos e são mais fracos quando estão separados.

Brigas internas acontecem. Desconfianças são contantes. Superar tudo isso é mostrar o quanto Ultron é errado.

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Mas não é fácil.

Uma das grandes novidades que temos nesse segundo filme é a entrada do personagem Visão, que já foi mostrada em diversos trailers. O visual dele é impecável. Visão surge como um personagem do qual se sabe pouco. Será que ele é confiável? É uma dúvida que será respondida no momento da ação.

O que sabemos é que ele será fundamental para ligações futuras dos Vingadores com outros heróis, como os Guardiões da Galáxia.

Gente, vale muito a pena ver esse filme. Sou uma pessoa que gosta muito de quadrinhos, mas não sei o suficiente pra dizer o quão fiel o filme está. Sou sincera quanto a isso.

Digo que, enquanto obra cinematográfica, Vingadores 2 – Era de Ultron é muito bom.

A poderosa Agent Carter

O canal Sony exibiu ontem (15) a estreia de Marvel’s Agent Carter. A série de oito episódios  é um spin-off do universo cinematográfico de The Avengers (Os Vingadores), assim como sua antecessora Marvel’s Agents of SHIELD.

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A história é protagonizada pela Agente Peggy Carter (Hayley Atwell), personagem que aparece no primeiro filme do Capitão América, lançado em 2011. A trama se passa um ano após os acontecimentos do filme e mostrará como a agente lida com a então morte de Steve Rodgers, o Capitão América, e constrói sua carreira como agente secreta nos anos 40.

Peggy tem um enfadonho emprego administrativo na SSR (Reserva Científica Estratégica). De grande importância no período da guerra, a jovem se vê tendo que lidar com a burocracia em um mundo no qual as mulheres ainda não tinham reconhecimento e respeito.

Jarvis, Stan Lee, Peggy e Howard Stark

Howard Stark (Dominic Cooper) é acusado de traição por supostamente ter liberado suas armas de destruição em massa no mercado negro. Foragido, Stark confia no caráter e senso de justiça da agente para localizar os responsáveis, destruir as armas e limpar seu nome.

O visual e a ambientação da série são impecáveis. Recomendo muito.

Veja o teaser!

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