O Gato viu: As Vantagens de Ser Invisível

Já fazia muuuito tempo que eu queria ver esse filme, mas nunca tinha oportunidade. Finalmente eu assisti As Vantagens de Ser Invisível!

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O filme conta a história de Charlie (Logan Lerman), um garoto de 15 anos que entra num colégio enquanto se recupera de uma depressão profunda, que lhe rendeu tendências suicidas; e da perda de seu único amigo. A vida escolar não é fácil para uma pessoa com problemas simples, imagine para Charlie, que ainda tem, em seu coração, feridas não cicatrizadas. Ele guarda todos os seus sentimentos para si e às vezes escreve para o seu falecido amigo como está sendo a sua vida.

No colégio, o jovem está se forçando em uma jornada de socialização. Ele conhece dois veteranos, Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), que o acolhem em seu mundinho à parte dos populares da escola.

vantagensdeserinvisivelTHE PERKS OF BEING A WALLFLOWER

O filme é sincero e mostra como as pessoas afetam a vida das outras, seja para o bem ou para o mal. Nossas experiencias nos marcam e, às vezes, é difícil se recuperar e crescer, tendo que lidar com eternas lembranças.

As Vantagens de Ser Invisível é engraçado e triste, como a vida com seus altos e baixos. Muitas vezes é duro e nos deixa com o coração apertado e, em outras, nos deixa eufóricos.

Não pensem que esse é um filme adolescente, pois não é. É um filme com um trio de protagonistas adolescentes que vivem experiências que os amadurecem. As Vantagens de Ser Invisível é inteligente e delicado.

O filme é uma adaptação do livro homônimo de Stephen Chbosky.

Já estou louca para ler a obra original. Assim que ler posto a resenha para vocês! 🙂

5 vezes que a vida me fez rockeira

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros que incentiva a produção de conteúdo criativo e autoral, sem ser clichê e principalmente, sem regras.

Essa ideia do Rotaroots me fez rir logo quando li o tema. Primeiro pensei em fazer algo engraçado, como o meme da internet, depois decidi que era melhor ir atrás de lembranças e compartilhar com vocês.

Amei fazer isso. Lá vai!

  1. MAMONAS ASSASSINAS

    mamonas assassinas

    Que jovem nunca se identificou com essa turma louca? Ir em rede nacional e fazer piadas, dizer palavras proibidas e ser feliz, isso era o Mamonas Assassinas. Quando criança eu cantava as músicas do Mamonas o mais alto que podia. Agora, adulta, eu percebi que nós temos que SER o rock, isso significa falar o que não querem ouvir, incomodar, se inquietar e ir em luta daquilo que acreditamos!

  2. AVRIL LAVIGNE – A ORIGEM

    avril lavigne

    Essa vai para todas as meninas que se identificaram com o jeito “essa sou eu, lidem com isso” da Avril no inicio de carreira. Era a ideia de não ser mais a bonequina, perfeitinha, mas sim a garota que vive a vida e faz o que quer. Eu vi o auge da Avril Lavigne e me identificava muito com o jeito desencanado dela, queria curtir de skate com os amigos e chocar com a maquiagem preta nos olhos.

  3. NUMB, DO LINK PARK

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    Conheci Link Park com essa música e achei incrível. A MELHOR MÚSICA (mesmo tendo um clipe tosco). Até hoje eu grito junto e surto junto, principalmente quando escuto no Live in Texas que, pra mim, é o melhor álbum deles. Essa é uma banda que marcou muito a minha vida.

  4. PITTY, DIVA BRASILEIRA

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    No inicio, eu via a Pitty só como uma garota meio maluquinha, depois do segundo sucesso dela eu me toquei que ela era a voz feminina que precisávamos no rock contemporâneo. Ela toma posições e questiona sobre a vida. Quando ouço os sucessos da Pitty em loop infinito, fico pensando em como essa mulher pode dizer tudo o que eu penso numa música?!? Fora o visual rocker dela que eu amo demais. <3

  5. A MÚSICA TEMA DE SUPERNATURAL

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Essa é uma das séries que me fez ser a viciada em séries que eu sou hoje. Eu ficava até de madrugada nos finais de semana, esperando o SBT passar um episodio da série. Ainda não consegui ver todos (uma vergonha!), fico revendo uns antigos e vendo uns novos, não quero ter que “acabar” com ela. Até hoje, quando toca a música tema de Supernatural e eu vejo tudo o que passamos (eu, Dean e Sam) juntos, eu me arrepio. Sou apaixonada pelo Dean bad boy, que ouve os rocks e dirige um Impala preto lindo. <3

O Gato viu: Homem-Formiga

Ontem eu fui conferir Homem-Formiga, filme que encerra a segunda fase do universo cinematográfico Marvel. A trama se passa logo após o filme Os Vingadores: A Era de Ultron.

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Não sabia bem o que esperar do filme, já tinha visto os trailers e imagens promocionais, mas fui totalmente surpreendida. A Marvel tinha que apresentar esse novo personagem ao grande público, nos quadrinhos ele é um dos membros fundadores dos Vingadores, mas muita gente desconhece sua história.

No passado, Hank Pym se demitiu da S.H.I.E.L.D, pois ela tentou duplicar sua tecnologia de encolhimento. O cientista acredita que ela é perigosa e que nas mãos erradas pode ser devastadora e dar inicio a um novo tipo de guerra.

Nos dias atuais, Hank está afastado da sua própria empresa, enquanto isso, Scott Lang acaba de ser libertado da Prisão de San Quentin, por roubo. Pyn descobre que Darren Cross, seu antigo pupilo está a um passo de conseguir replicar a sua tecnologia com o Jaqueta Amarela, um traje experimental.

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Hank Pym vai em busca das habilidades de ladrão de Scott Lang e pede sua ajuda para que o Jaqueta Amarela não se torne uma realidade. Hope van Dynem, filha de Pym está trabalhando tanto para o pai quanto para Darren Cross, seu chefe. A pequena equipe forma um plano para eliminar toda a tecnologia de Cross e evitar que o pior aconteça.

O que vemos em Homem-Formiga é a história de como um homem comum pode salvar vidas. O filme é bem despretensioso e agradável, quem se divertiu com Guardiões da Galáxia, com certeza vai rir deste. Alguns questionamentos como o fato de que Hank Pym, que é o Homem-Formiga original dos quadrinhos, não ser o herói principal do longa foram, ao meu ver, bem adaptados e esclarecidos.

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Homem-Formiga é tão engraçado que em certos momentos eu achei que o Adam Sandler ia aparecer (sério, gente! haha). Scott Lang é o personagem principal, mas outros tantos roubam a cena e a gente consegue se afeiçoar com todos, até com as formigas!

É um bom filme para ver em família e mesmo quem não viu nenhum dos filmes da Marvel pode ver e curtir. É claro, que se você viu os filmes anteriores, vai aproveitar muito mais a experiência e vai até dizer: Eu entendi a referência! (leia na voz do Capitão América).

Fiquem até o final, pois tem duas cenas pós créditos, e a segunda mostra indícios claros da próxima jogada da Marvel.

Lançada a Meow Store!

Como eu já tinha contado para vocês, resolvi me arriscar atrás de um antigo sonho: costurar.

Está acontecendo!

Minha máquina chegou e com ela a minha vontade só aumentou. Meti a cara, furei o dedo, desfiz costuras, mas consegui!

logo-1A MEOW Store surgiu, então, de muito tempo livre e da vontade de fazer algo pra mim mesma. Ser minha chefa!

Costura criativa de coisas que facilitem o nosso dia a dia. Estampas bonitas, fofas, loucas e um pouco nerds tem presença garantida! Tenho sempre em mente que só costuro coisas que eu usaria e compraria. <3

Não esqueçam de curtir a página no Facebook e seguir no Instagram! Fiquem por dentro das novidades pois enviamos para todo o Brasil com FRETE ECONÔMICO FIXO!

Abaixo alguns dos produtos da lojinha que já está online! <3 <3 <3

O Gato leu: Fangirl

Fangirl – Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Ano: 2014
Páginas: 421

Já tinha visto muita gente falando de Fangirl e apaixonada pelo livro, mas tinha receio de lê-lo.

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A capa é linda e sempre me vinha à mente que devia ser um romance água com açúcar, o que eu detesto. Mas como eu estou feliz de estar errada! <3

Fangirl conta uma história sobre relacionamentos, de todos os tipos, com os pais, com a irmã, com os amigos, com a professora, com um (possível) amor, com uma série de livros. Na trama não há nada de mirabolante, é uma história sobre a vida e sobre amadurecer sem perder a doçura.

Cath Avery, nossa personagem principal é apaixonada pela série de livros de Simon Snow (uma especie de Harry Potter fictício). Ela é tão fã que escreve uma fanfiction de sucesso entre os fãs da saga. Sua irmã gêmea Wren ajudava quando era mais nova, mas deixou o fandon de lado quando cresceu.

– E não tenho nada de esquisito em relação a Simon Snow – Cath disse. – Sou só uma fã bem comprometida com o fandon.

– Que droga é essa de “fandon”?

– Você não entenderia – Cath suspirou, desejando não ter usado essa palavra, sabendo que, se tentasse se explicar ainda mais, complicaria tudo mais ainda. Reagan não acreditaria – ou não compreenderia – que Cath não era apenas fã de Simon. Era uma das maiores fãs. Uma fã de primeira que tinha seus próprios fãs. (Pág. 47)

Agora, elas estão prestes a começar a faculdade e Wren não quer ser sua companheira de quarto, quer viver aventuras e não quer que elas sejam vistas como uma pessoa só. Porém, Cath é uma garota muito tímida que se vê sozinha e completamente fora da sua zona de conforto.

– Não – disse Cath -, é serio. Você é dona de si, não tem medo de nada. Eu tenho medo de tudo. E sou maluca. Talvez você ache que eu sou um pouco maluca, mas eu só deixo as pessoas verem a ponta do iceberg de maluquice. Por baixo dessa aparência de um pouco maluca e levemente retardada socialmente, eu sou um completo desastre. (Pág. 181)

Gemma T. Leslie lançará o último livro da série Simon Snow no final do ano e Cath tem que encerrar sua fanfiction até lá. Ela quer dar a Simon e Baz, seu companheiro de quarto na escola de Watford, o final que eles merecem. Mas será que ela conseguirá? A nova vida a assusta e ela sente que não está preparada para para abrir seu coração para novas pessoas e experiências.

E queria que aquele beijo tivesse sido o começo de alguma coisa. Não o fim. (Pág. 263)

Cath se vê em um confronto, ela deve abandonar o mundo que ajudou a construir com tanto carinho ou deve viver sua própria vida e escrever suas próprias historias?

Durante a trama conhecemos outros personagens, como Reagan, a colega de quarto durona de Cath; Levi, um garoto que Reagan faz com que seja presença constante no quarto delas; Nick, o colega de classe de Cath; e a professora Piper, da aula de escrita de ficção. Fora outros tantos como pai doce e problemático de Cath e Wren, e Courtney, a colega de quarto de Wren.

Li Fangirl com um sorriso no rosto o tempo todo. Muitos podem pensar que Cath é uma perdedora ou algo assim, mas não, ela é tão real, tão natural, que nos identificamos com ela em muitos aspectos. Sabemos que amadurecer é difícil…

Há trechos das histórias de Simon Snow no incio de cada capítulo, as aventuras da fantasia do personagem chegam até a se assemelhar as situações de confronto que Cath passa em sua vida. Quem cresceu junto do Harry Potter nos livros, sabe como é se apegar a uma história nesse nível.

Fangirl é um livro lindo, que eu vou levar para sempre comigo. Vale muito a pena ler. <3