Nativa SPA Gel Esfoliante para Pernas e Pés Melissa e Alecrim d’O Boticário

Eu adoro esfoliantes e por isso fiquei bem chateada de ter tido uma experiência tão negativa com o Nativa SPA Gel Esfoliante para Pernas e Pés Melissa e Alecrim de O Boticário.

A marca promete o primeiro esfoliante sem enxágue da linha Nativa SPA, permitindo assim ser levado para qualquer lugar e aplicado quando precisar. Para mim isso não faz muita diferença, pois prefiro sempre enxaguar para tirar todos os resquícios do produto e só uso ele em casa.

Resenha do Nativa SPA Gel Esfoliante para Pernas e Pés Melissa e Alecrim, publicada no blog Gato que Flutua por Debb Cabral

Além de esfoliar a pele, removendo impurezas e células mortas, a ideia da fórmula do gel é também hidratar enquanto esfolia. Este é um ponto positivo, pois mesmo enxaguando o produto eu consegui sentir essa hidratação.

Sua fórmula contém extratos de ingredientes naturais e mentol. O modo de usar e o mesmo de sempre para este tipo de produto: logo após o banho com a pele seca, aplique o esfoliante em uma das mãos e espalhe nas pernas e pés, fazendo uma leve massagem até a absorção. O diferencial está na remoção que pode ser feita com uma toalha ou enxágue se preferir.

Nativa SPA Gel Esfoliante para Pernas e Pés Melissa e Alecrim promete ser um esfoliante para pés e pernas, mas os seus grânulos são muito finos para produzir o efeito desejado na área dos pés que possui a pele mais grossa. Nas pernas o efeito é ótimo, pois a pele é mais fina. O cheiro dá a sensação de frescor, mas poderia ser melhor, pois não é muito gostoso.

Algo que me deixou bem decepcionada foi o uso de polietileno na composição. Pensei que uma linha como a Nativa SPA, que faz tanta apologia à natureza em seus comerciais, fosse usar outro componente. Pra quem não sabe, são as microesferas de polietileno (bolinhas de plástico) que fazem a esfoliação. Este material vai parar no nosso esgoto, que mesmo com o tratamento não consegue eliminar totalmente. Ele também vai para os rios e acaba sendo absorvido pela vida marinha, incluindo os peixes que comemos. Olha só o tamanho do problema!

Já vi esfoliantes usarem sementes e cascas naturais para conseguir o efeito desejado. Fica aqui a minha dica para O Boticário, marca que gosto e consumo tanto. Este é um produto que não vou comprar de novo, por ser nocivo ao planeta e por não ter cumprido com o que eu esperava.

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O Gato leu: O Exorcista

O Exorcista – William Peter Blatty
Editora: Agir
Ano: 2013
Páginas: 336
Compre: Amazon

O Exorcista, é um daqueles filmes que marcaram a minha infância e por isso escolhi a obra original para ler no tema de terror (outubro) do Desafio Doze Meses Literários. Lembro que a primeira vez que vi o longa foi exatamente a meia-noite. Todas as crianças da rua fizeram uma coleta para alugar a fita cassete (!!!), comprar pipoca e refrigerante. Dá para imaginar a gritaria e o terror da criançada?

Com mais idade segui revendo a história e me impressionando com cada detalhe que havia deixado passar antes. Assisti documentários e entrevistas sobre as filmagens e os atores. Até hoje, com todos os efeitos disponíveis, O Exorcista ainda consegue se manter impactante.

Resenha do livro O Exorcista, publicada no blog Gato que Flutua, por Debb Cabral

Inspirado por uma matéria de jornal sobre o exorcismo de um garoto de 14 anos, o escritor William Peter Blatty publicou, em 1971, a perturbadora história de Chris MacNeil, uma atriz e mãe que está filmando em Georgetown e sofre com as inesperadas mudanças de comportamento de sua filha de 11 anos, Regan.

Chris tem recursos e ama a filha mais do que tudo. Ela consulta diversos especialistas para descobrir o que há de errado com sua criança. Uma nova personalidade demoníaca parece vir à tona, se apossando de Regan e a deixando irreconhecível. Chris busca a ajuda da Igreja no que parece ser um raro caso de possessão demoníaca. Caberá a Damien Karras, um padre da universidade de Georgetown, tentar salvar a alma de Regan, enquanto tenta restabelecer sua própria fé, abalada desde a morte de sua mãe.

No quarto andar, procurou a chave no bolso e a enfiou na fechadura: 4C, o apartamento de sua mãe. Abriu a porta como se fosse uma ferida ainda não cicatrizada. (Pág. 56)

Blatty nos traz o demônio no corpo de uma criança, provocando em nós um misto de sentimentos como pena, raiva, medo, nojo e impotência.

Quando peguei o livro para ler, fiquei impressionada com a fidelidade, mas nem devia, afinal foi o próprio Peter que adaptou o roteiro para o cinema. Achei as primeiras cinqüenta paginas cansativas, pois elas são mais focadas na mãe e no seu trabalho como atriz. Os pensamentos de Chris no inicio do livro são bem óbvios e, muitas vezes, poderiam até ter sido suprimidos, pois acabaram deixando a personagem meio boba.

Ah, eu sei que você não acredita no mundo dos espíritos, Chris. Mas eu acredito. (Pág. 82)

O diretor de cinema Burke Dennings que já é insuportável e desprezível no filme tem mais espaço na obra original e isso me deixou um pouco desanimada. O inicio do livro tem muitos diálogos de Chris com ele, fora que suas atitudes repulsivas me fizeram lembrar as atuais denuncias de assedio em Hollywood, o que mostra que a realidade está até pior que a ficção.

A história começa a ganhar força quando entra em cena o Padre Karras, personagem mais complexo e interessante. Passado o início cansativo, o livro vai se tornando hipnotizante. Demônios, psicologia, amor, perda da fé e solidão são alguns dos temas de destaque durante a trama. Vemos a evolução da possessão de Regan e como isso afeta todos a sua volta. Ninguém é uma ilha, o sofrimento é algo compartilhado.

Retraindo-se, Karras olhou para ela, a cabeça baixa e e indefesa. Desejou poder segurar a sua mão e dizer que tudo ficaria bem. Mas não podia. Não acreditava que as coisas ficariam bem. (Pág. 238)

Saber a história de vida do Padre Karras, algo que vemos pouco no filme, foi uma das melhores novidades para mim. Seus traumas, dores, perdas e ambições o levaram exatamente aonde ele se encontra. Quando conhecemos isso é muito mais fácil enxergar a situação pela sua perspectiva.

Vale muito a pena conferir!

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O jogo de cadeiras da vida

O que eu fiz de errado? A cabeça não para de se perguntar isso enquanto os olhos lutam para segurar as lágrimas e o peito, o choro.

Por fim todos eles vêm, incluindo o daqueles que estão ao redor. Um choro sincero pois o choque ecoou em todos. A lembrança será sempre dolorida, ainda mais porque, assim como a felicidade atingia a muitos, a dor veio alcançar todos eles também. É difícil olhar nos olhos daqueles que decepcionamos, é difícil nos olharmos no espelho depois de falhar consigo mesmo.

Ultimamente o personagem Ted Mosby, da série How I Met Your Mother, tem me representado muito.

O tempo passa, a ferida sara, mas nunca cicatriza. A pergunta ainda reverbera dentro. A vida seguiu e lugares foram trocados, pessoas foram substituídas. Alguém que você ama está feliz depois daquele que foi um dos piores dias da sua vida. A culpa não foi dela. Ela chegou muito depois do estrago ter sido feito.

Feliz pelo outro, triste por mim. Fujo de encontros, de situações em que me perguntem mais do que estou disposta a responder. Eu tenho o hábito de desaparecer quando a vida fica confusa, quando o chão sob meus pés fica instável. Só retorno quando me sinto forte de novo. Às vezes isso demora.

Espero que não demore tanto desta vez.

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O Gato leu: Cenas da Vida Amazônica

Cenas da Vida Amazônica – José Veríssimo
Editora: Martins Fontes – WMF
Ano: 2011
Páginas: 325
Compre: Amazon

O tema do Desafio Doze Meses Literários de agosto era livre, o que me deu liberdade de escolher qualquer leitura aqui em casa. Sou de Belém do Pará e ultimamente tenho pensado muito sobre a representação amazônica, assim, o livro de José Veríssimo me fez refletir um pouco com a sua investigação acerca dessa nossa identidade cultural e local.

A primeira edição do livro tinha uma analise etnográfica que se distanciava do caminho ficcional de seus contos. O próprio autor viu isso e a suprimiu na segunda edição. Acredito que essa foi uma boa escolha, pois Veríssimo tinha o habito de fazer longas descrições e isso deixaria a leitura enfadonha.

A introdução feita pelo organizador Antonio Dimas é muito explicativa e informativa, mas sem cansar, ao contrario, conseguiu me deixar mais curiosa ainda para ler o livro. É um texto bem acessível, derivado de uma pesquisa acadêmica, mas que é apresentado em uma linguagem clara. O único porém da introdução de Dimas é que em alguns momentos ela deu “spoilers” das histórias do livro. Eu não gosto de spoilers, mas a analise era tão precisa e foi tão fundamental para a minha leitura que segui lendo. Dado este aviso fica a seu critério ler ou não esta parte.

A descrição da paisagem amazônica é muito atenta e, ao mesmo tempo, extensa. Isso me deixou um pouco cansada, pois quebrava o ritmo da trama por paginas a fio, como acontece em “O Boto” e “A sorte de Vicentina”. Gostei de reler “O voluntário da pátria”, uma daquelas histórias que tive contato no tempo da escola e que me marcou até hoje.

Sem preocupações de espírito, sem nenhumas ambições, alheios a tudo o que não fosse a vida do trecho do paraná-mirim que habitavam, eram felizes, sem o saberem nem pensarem nisso. (Pág. 115)

O forte antagonismo na disputa entre a Sociedade e a Natureza é muito presente nessa obra. Suas histórias tristes mostram a vulnerabilidade e a astucia, a ingenuidade e a malícia amazônica.

Vale a pena conferir!

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O medo de não dar conta

Acho que todo mundo já passou ou vai passar por uma situação de pânico de não dar conta e fracassar. Não falo da ansiedade diária da nossa vida contemporânea, falo do aperto no peito e do medo de arriscar o novo.

Já me senti nervosa diversas vezes na vida. Primeiro dia de aula, início do trabalho, um evento importante ou qualquer situação que eu estivesse ou me sentisse em evidência. Quanto mais eu achava que estava chamando a atenção, mais eu tinha medo de fracassar na frente de todos. Não por medo do julgamento desses outros, mas pelo meu próprio, por sentir que não me dediquei, não me esforcei o suficiente ou que fui irresponsável.

O personagem Ted Mosby da série How I Met Your Mother inseguro no seu primeiro dia como professor.

Lembro que quando estava prestando vestibular senti algo assim perto da data da prova. Uma certeza de que não iria conseguir, a afirmação de que eu não sabia de nada e que não poderia competir com os outros. No final, passei de primeira para o curso que queria na UFPA, consegui uma bolsa integral para o mesmo curso em uma faculdade particular e ainda uma vaga na área técnica.

Não estou contando isso para dizer que no final tudo vai dar certo, não mesmo! Quando eu tinha o pânico próximo ao vestibular, achava que eu era muito burra e não ia passar, ai que eu estudava mesmo! Era uma forma de me tranquilizar e mandar um recado para mim mesma mostrando que eu já estava familiarizada com a matéria.

O fracasso ou o sucesso vai depender de você e do seu esforço. Se acha que não vai dar conta, se esforce mais! Tem medo de errar? Então se aplique em aprender aquilo e tenha domínio e segurança sobre o assunto/situação.

Decidi que vou voltar a estudar, vou tentar o mestrado em comunicação. Isso não é algo que se conquista em um dia e eu ainda nem defini o tema da minha pesquisa direito! Tenho um ano até o próximo edital de inscrição pretendo pesquisar muito até lá, escrever, ler, falar sobre o assunto, para que eu esteja convicta no dia de apresentar meu projeto de pesquisa.

Nunca fui a pessoa da pesquisa científica. Leio, é claro, mas meu foco sempre foi o mercado. O meu medo de não dar conta vem justamente daí, da falta de convívio com a acadêmia, que muitas vezes é tão excludente e cheia de egos quanto o mercado de trabalho, só que com este eu sei lidar.

Vai ser difícil voltar a essa rotina depois de quase quatro anos de formada, mas percebi que é a necessidade de pensar e pesquisar em comunicação está me levando de volta. Cada um tem seu tempo. Fico feliz do meu ter chego, mesmo depois de um bom período fora da universidade. Não fiz nada correndo ou para encher currículo, ao contrário, estou indo por uma necessidade interior de confrontar pensamentos e idéias. Crescer como pessoa, antes de crescer como profissional.

O pânico está aqui, mas vou seguir estudando e dizendo para ele que estou fazendo a minha parte.

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