Por que as personagens femininas das séries policiais sempre tem que ter filhos?

Antes de tudo eu sei que no título estou generalizando, mas a realidade não é tão distante e por isso decidi chamar a atenção para esse assunto.

Esses dias vi o comercial de uma série no Canal Universal chamada Shades of Blue, uma série policial que conta a história de Harlee McCord (Jennifer Lopez), uma oficial de polícia de Nova York, que é forçada a trabalhar disfarçada para uma força-tarefa anti-corrupção do FBI, enfrentando vários dilemas morais e éticos enquanto tenta criar a filha.

Shades-of-Blue-and-Opposite
Jennifer Lopez, durona (e mãe)

Uma coisa que me chamou atenção no comercial foi justamente a questão dos dramas relacionados a uma mãe e sua filha. Pode parecer nada de mais pra muita gente, mas me incomodou muito.

Porque a personagem feminina desse tipo de série sempre tem que ter algum filho na jogada? Sério, se ela não tem, quer ter, ai não tem um parceiro ou um relacionamento e como não consegue, adota ou tenta pelos métodos de laboratório. Se faz, então, todo aquele drama de mulher guerreira mas sozinha. Já vi essa história várias vezes, isso quando a personagem não passa a série toda sem querer ou falar de filhos, mas na season finale é “premiada” com um herdeiro.

Gente, até quando vamos ter que ser reconhecidas apenas como mães? E todas as outras conquistas da personagem feminina? São menores? Parece que nada tem valor se ela não for mãe, porque para muitos roteiristas e diretores é somente isso que torna a mulher o que é. Ridículo.

Tá duvidando? Se liga nos exemplos além do acima citado:

  • Law & Order: SVU
  • True Detective – Temporada 2
  • The Blacklist

Eu não estou dizendo que ser mãe é algo que todas as mulheres tem que abdicar. Não é isso. Eu falo sobre representação. É um estereótipo: da fêmea que é guerreira para defender a cria. Nós, mulheres, já somos fortes antes de nos tornamos mães, isso só é reforçado após a maternidade.

Por que as policiais femininas não podem ser representadas como fortes e sem filhos? Porque intimida. Porque o machismo não quer ver mulheres metendo o pé em portas, prendendo e perseguindo criminosos e depois indo tomar uma cerveja de boa num bar com os colegas. Não, o que ele quer é ver essas mulheres hesitantes, deixando de lado os amigos, abdicando do prazer pessoal pra cuidar de um filho.

Olivia Benson de Law & Order:SVU

Nas séries, você pode ter uma vida, mas ela acaba quando você se torna mãe.

Chega de belas, recatadas e do lar!

Quero ver todos os tipos de mulher nas séries policiais: as casadas, as solteiras, as com filhos, as sem, as heteros, as lésbicas e afins, as de todas as raças, as novas, as mais velhas… Quero ver todas!

Chega de esteriótipos. Queremos diversidade!

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O Gato leu: Para Entender a TV Digital

Para Entender a TV Digital – Valério Cruz Brittos e Denis Gerson Simões
Editora: INTERCOM
Ano: 2011
Páginas: 98

Eu acho que tenho lido mais livros acadêmicos depois de formada do que em todos os meus anos de graduação. Se bem que o livro dos professores Valério e Denis se propõe em trazer a sociedade e as pessoas de fora da universidade para o debate sobre esse novo paradigma que é a TV Digital no Brasil. Isso é louvável.

Foto - Debb Cabral

Os autores nos dão um panorama da produção televisiva no país e de como ela relaciona seus interesses com os do mercado e da politica, deixando de lado as necessidades do público. No Brasil, TV é concessão pública, mas isso parece ser somente algo bonito escrito no papel e sem significado algum para os donos dessa grande mídia.

Só que a internet chegou com tudo, trazendo novas possibilidades e tornando o público, que antes era mero espectador, em produtor de conteúdo. Se na televisão o controle sob demanda era somente para os que assinavam esse serviço, na internet somos nós que escolhemos o que queremos ver e na hora em que queremos.

A disputa para impedir que novas empresas de comunicação entrem no ramo televisivo foi uma das tônicas do processo de escolha do sistema de digitalização brasileiro, assim como a busca de medidas capazes de deter a migração de espectadores da televisão para outros meios, como computadores e jogos eletrônicos. (Pág. 15)

Tudo isso e, muitas outras coisas mais, pediram uma mudança. Essa mudança que pode ser vista apenas como técnica, também reflete no modo de se fazer TV. Uma TV móvel, desprendida do aparelho tradicional e mais interativa.

Só pra não deixar dúvidas:

INTERAÇÃO ≠ CONSUMIR CONTEÚDO

TV DIGITAL ≠ ALTA DEFINIÇÃO

Apesar de encontrar erros de formatação e revisão em algumas páginas do livro, essa é uma leitura recomendada pra quem deseja entender porque a TV Digital pede mais do que um aparelho diferente, e sim uma abordagem mais social, levando em conta o comportamento, as práticas de consumo e a necessidade do público.

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Top 5 – As mulheres mais badass das séries

Se tem uma coisa que faço muito na minha vida é assistir séries. Segundo o meu perfil no TVShow Time eu atualmente acompanho mais de 60 séries.

Entre as diversas tramas, algumas personagens femininas se destacam. Elas são fodas, cada uma à sua maneira.

Agent Carter

É talvez aquela que eu mais ame e admire. Vocês devem lembrar da Agente Peggy Carter lá dos filmes do Capitão América, como interesse romântico dele. Carter tem uma série própria, já na segunda temporada e muito bem recebida pela critica.

A guerra acabou e  Steve Rodgers, o Capitão América, está (até onde se sabe) morto. Carter tenta seguir sua vida e acaba indo trabalhar na SSR (Reserva Científica Estratégica), só que não como agente secreta. Aquela mulher que já tinha um cargo de confiança muito antes do soro ser injetado em Steve, se vê anotando recados e pedidos de almoço.

Carter não quer isso. Quando uma oportunidade surge, ela realiza uma investigação paralela e vai mostrando seu valor e conquistando o respeito que merece. Não é fácil ser mulher, que dirá nos anos 40.

Jessica Jones

Essa série já é muito comentada e recomendada. Não é para menos. Jessica Jones nos mostra o que é ter um grande poder e mesmo assim se sentir vulnerável. Através dos poderes do Kilgrave, nós temos a metáfora do relacionamento abusivo. Jessica passou por isso. Ela teve uma breve carreira como super-heroína, mas após uma tragédia se dedica a reconstruir sua vida pessoal e profissional trabalhando como investigadora.

Jessica tem sequelas da situação em que viveu. Quando descobre que outra pessoa está passando pela mesma manipulação, terá que enfrentar seus demônios e lutar por si e pelos outros para que isso não ocorra novamente.

Annalise Keating

Talvez a protagonista de How to Get Away with Murder  não seja o melhor exemplo de caráter, mas com certeza ela é poderosa. Annalise é professora de Direito Penal e uma das melhores advogadas de defesa conhecidas. Os melhores alunos são selecionados para trabalhar em seu escritório. Em um misto de colapso da vida pessoal e profissional, Annalise se vê com seus alunos, envolvida em um assassinato. Com toda a carga dramática que a série tem, a atuação de Viola Davis está impecável. Rápida, inteligente e certeira, ela é aquela mulher que nunca para de nos surpreender.

Rochelle

 

Minha personagem preferida de Todo Mundo Odeia o Chris é, com certeza, a matriarca da família. Dela vem os momentos mais dramáticos, escandalosos e divertidos. Só que a Rochelle representa bem mais do que boas risadas, ela é o retrato de diversas mães que lutam e se sacrificam todos os dias para que seus filhos possam ter oportunidades na vida. Hoje o Brooklyn é o bairro da moda, da arte e dos bons restaurantes, mas na época em que ela tinha três crianças pequenas em casa, era como uma terra sem lei. A tarefa de Rochelle (com a ajuda do marido Julius) não era nada fácil.

Carol

A pessoa mais destruidora de The Walking Dead não é o protagonista, mas sim uma mulher que quase passou despercebida na primeira temporada. Carol era uma esposa submissa e que era constantemente agredida. Com o apocalipse zumbi a vida de todos se transformou, incluindo a dela. Carol se torna vital para a sobrevivência do grupo. Excelente atiradora, consegue sempre estar um passo a frente de todos, pois está sempre com um pé atrás na hora de confiar em alguém. Os anos de abuso doméstico da personagem lhe ensinaram que as aparências ainda escondem muitos segredos.

Sobrevivendo às pessoas

O inferno são os outros (Jean-Paul Sartre)

Esses dias parei para assistir Largados e Pelados – A Tribo, nova série do Discovery Channel. No reality, um grupo de 12 pessoas é desafiado a ficar sem comida, sem água e sem roupas por 40 dias e 40 noites, em meio à natureza selvagem da Colômbia.

Largados e Pelados – A Tribo (2)

A vida ao extremo não é fácil, mas viver em sociedade também não é. Um dos participantes (acho que foi o Jeff) disse que a parte mais difícil era ter que conviver com as pessoas nessa que é uma situação de estresse e alerta constante.

Não é só a luta pela vida, por comida e abrigo. É a luta pra se manter são, pra se manter humano.

Nós somos complicados e pequenos. O primitivo nos mostra a nossa essência.

Largados e Pelados – A Tribo (1)

Quem nunca ouviu algo que discordou e teve vontade de sair por ai quebrando tudo e todos?

Não é fácil ser racional. Nós muitas vezes prejudicamos alguém por pura raiva. São aquelas mágoas que foram se acumulando, se acumulando e transbordam na forma de um ato vil e mesquinho.

Você sabe que é verdade. Às vezes alguém fez algo que nos magoou e guardamos aquilo dentro de nós por muito tempo e quando temos a oportunidade, revidamos.

Crédito: Discovery Brasil/Divulgação. Reality "Largados e pelados: a tribo" estreia no canal Discovery Brasil no domingo (8/10/2015). O elenco do programa reúne alguns dos participantes mais famosos da versão original.

Revidar é certo ou é errado?

É algo tardio.

Em Largados e Pelados – A Tribo, a situação de vida ao extremo me mostrou que o confronto e as palavras devem ser ditas logo. As pessoas continuarão por perto de você e a vida em comunidade não pode existir direito quando um quer sempre se sobrepor aos outros. Fingir que algo não aconteceu ou não incomoda é como dormir com o inimigo.

É difícil, tem horas que dá vontade de surtar. O ser humano é complexo, mas com certeza não foi feito para ficar sozinho.

Juntos somos mais fortes.

Top 5 – Coisas que aprendi com os filmes do Adam Sandler

O Adam Sandler mora no meu coração com seus filmes incrivelmente engraçados e que sempre tem uma lição para nos ensinar.

Vem ver as cinco coisas que aprendi nos filmes dele:

  • VÁ ATRÁS DOS SEUS SONHOS

Adam Sandler - zohan - filme

Em Zohan: Um Agente Bom de Corte, o protagonista  é um agente do serviço secreto israelense que, desanimado com seu modo de vida,  simula sua morte e foge para Nova York para se tornar cabeleireiro. Ele começa de baixo, como faxineiro, no salão de uma imigrante palestina endividada. Aos poucos Zohan vai tendo as oportunidades e, com muita persistência, consegue mostrar a que veio. O filme ainda tem uma boa critica ao terrorismo.

  • VOCÊ SABE QUANDO O AMOR É VERDADEIRO E FARÁ TUDO POR ELE

Como Se Fosse a Primeira Vez - First-Dates-quotes

No amado Como Se Fosse a Primeira Vez o personagem de Sandler é um veterinário conquistador, que se interessa por Lucy Whitmore (Drew Barrymore). Devido a um acidente, ela sofre de falta de memória de curto prazo, se esquecendo de fatos que acabaram de acontecer. O veterinário poderia ter continuado com a sua vida de pegador, mas percebe que o que sente por Lucy e diferente, assim ele decide conquistá-la, dia após dia.

  • AMIZADE É O AMOR ENTRE AMIGOS

I Now Pronounce You Chuck and Larry

Eu os Declaro Marido e… Larry  é um dos meus filmes favoritos do Adam. Nele, Chuck e Larry são bombeiros  e melhores amigos. Chuck é um pegador que só quer curtir a vida, já Larry é um pai viuvo que  devido à burocracia, não consegue colocar seus dois filhos como beneficiários de seu seguro de vida. Como sua profissão é de risco, ele pede a Chuck que seja seu parceiro perante a lei para que seus filhos não fiquem desamparados. O conquistador deixa de lado toda a sua promiscuidade para viver sob o mesmo teto que o amigo, formando uma família. O filme mostra também como preconceito só é percebido quando nos colocamos na pele daquele que sofre.

  • SEJA RESPONSÁVEL PELO OUTRO

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Em O Paizão, Adam faz o papel de um cara totalmente irresponsável que tem que tomar conta do filho de um amigo que saiu em viagem. Entre erros e acertos, o rapaz vai, aos poucos, aprendendo a lidar e gostar da criança. Esse amadurecimento também é a chance de reconquistar sua namorada.  O filme nos mostra, ainda, que temos que ouvir a criança e deixar que ela expresse os seus gostos e sentimentos, pois um filho é um índividuo e não um boneco.

  • NUNCA PERCA A SUA ESSÊNCIA

Grown Ups - gente grande - filme

Trinta anos após a formatura do colégio, cinco amigos se reencontram no enterro de seu treinador e decidem passar um fim de semana juntos. Esse é o pano de fundo de Gente Grande. No filme, os rapazes já com mulheres e filhos, celebram o feriado de 4 de Julho em uma casa no lago. Cada um seguiu um caminho, mas ao relembrar os bons momentos eles percebem que querem mais boas e verdadeiras memórias nas suas vidas.