O Gato viu: O Bom Dinossauro

Por: Dalissa Cabral

O asteróide que extinguiu os dinossauros da Terra não atingiu o nosso planeta, pelo menos não em O Bom Dinossauro.

O filme se passa 65 milhões de anos depois desse não-evento e acompanha Arlo, um dinossauro adolescente e medroso, tendo a companhia do valente humano, Spot, em sua jornada. Ele mostra o quão interessante e inocente a relação entre humano e dinossauro poderia ser.

o bom dinossauro

Essa produção que se passa numa realidade paralela à nossa e toca em assuntos comuns ao ser humano (tradição do estúdio), por meio do personagem Arlo. O filme mostra que o medo não é uma coisa que está lá fora e vem nos assustar, ao contrário, ele vem de nós, fruto da nossa fraqueza ao tentar algo novo e evoluir.

Ao conhecer Spot (que era visto como inimigo no começo), percebemos que algumas pessoas que parecem estranhas para nós podem ser mais parecidas conosco do que imaginamos. Além disso, vemos que julgamos nossas perdas maiores do que a do outro.

No decorrer do filme a relação do dinossauro com o humano torna-se mais forte e afetiva. Porém, a volta para casa é um caminho de curvas e nestas a dupla encontrará embates que necessitarão da coragem de ambos. Isso para o medroso Arlo é uma verdadeira tormenta, entretanto ele percebe que os seus medos podem ser a ruína daquele que lhe é caro.

Além disso, o filme tem uma das melhores artes que a Pixar já fez, desde Wall-E não tinha encontrado uma tão bonita. Na realidade, acho que o filme de Arlo ganha nessa.

Entretanto, apesar de falar de temas tão importantes o filme tem um roteiro muito breve e previsível. A história muito se assemelha com Procurando Nemo, mas principalmente ao Rei Leão, que ao mesmo tempo que parece uma homenagem, também causa a dúvida de ser uma quase cópia.

O carisma do divertido humano Spot (que mais se comporta como um cachorro do que com um humano) se sobressai ao de Arlo, protagonista da história.

Assim fica difícil não sair um pouco decepcionada com o novo longa de um estúdio que já produziu memoráveis como Up – Altas Aventuras; a trilogia Toy Story; e Divertida Mente ainda tão fresco em nossas cabeças. Nesse caso, O Bom Dinossauro fica ainda mais de lado.

O Gato viu: O Regresso

Quantas vidas Leonardo DiCaprio tem em O Regresso? Aparentemente são infinitas, pois o personagem que ele interpreta não morre nunca.

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O Regresso (The Revenant) é um filme dirigido por Alejandro González Iñárritu, baseado no romance homónimo de Michael Punke, inspirado na história real de Hugh Glass.

Em 1822, Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) está, com seu filho, no oeste americano disposto a ganhar a vida caçando. Durante uma expedição, o acampamento de seu grupo é atacado pelos índios pawnees  (em uma bela cena de luta que consegue dar a impressão de que estamos no meio do campo de batalha).

Após o embate, Glass lidera o grupo até um lugar seguro, porém no caminho ele é atacado por um urso e fica gravemente ferido. John Fitzgerald (Tom Hardy), que devia cuidar dele naquele momento, o abandona e ainda comete outros crimes.

Largado a própria sorte em um terreno hostil, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma jornada que mais parece um martírio em busca de vingança.

O Regresso é um filme para o Oscar. Tem excelentes atuações, é bonito e bem feito, mas é muito dramático. Chegamos a torcer pela morte do protagonista, pois já ansiamos pelo fim de seu sofrimento de qualquer jeito.

Leonardo DiCaprio está incrível, merece muito levar o Oscar de Melhor Ator, pois consegue segurar a história praticamente sozinho em um filme com poucos diálogos. A questão da vingança pelo filho foi algo que não me conquistou desde o trailer, confesso que acho que a luta pela sobrevivência tem um apelo muito maior para mim. Foram poucos os momentos em que senti, de fato, um carinho pela ideia do filho e do pai juntos.

Os personagens de Domhnall Gleeson e Will Poulter (além de Tom Hardy, claro), também não decepcionam e garantem excelentes interpretações.

A base da trama dentro de uma “guerra” com os indígenas tem alguna força na história (devia ter mais) e torna decisivos muitos momentos do personagens. A ideia é se questionar: afinal, quem são os verdadeiros selvagens?

Vale a pena dar uma conferida!

O Gato viu: Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, O Filme

O desafio era grande: trazer para a tela do cinema as histórias da turma do Charlie Brown e do beagle mais amado das tirinhas em quadrinhos. Deu certo!

Snoopy e Charlie Brown - Peanuts, O Filme

Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, O Filme é uma bela homenagem ao trabalho de  Charles M. Schulz. Com uma nova forma nunca vista antes (em animação 3D), o filme conta a história de uma mudança na vida de Charlie Brown, em plenas férias de inverno. Chega na cidade uma linda garotinha de cabelo vermelho, que será vizinha do jovem.

Charlie Brown é tímido e atrapalhado, mas se encanta de cara pela menina. Para conseguir falar com ela, terá que vencer seus próprios medos. Ele procura ajuda e ouve conselhos desde a ranzinza Lucy, passando por sua doce irmã, Sally, até o sempre amigo, Linus. Mas quem o ajuda mesmo é o seu inseparável cachorro, Snoopy.

O beagle, entre um capitulo ou outro da aventura que cria em sua máquina de escrever, consegue ter ideias para levantar a moral do amigo e ajudá-lo a dar, literalmente, os passos em direção a sua amada.

Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, O Filme tem uma hora e meia de duração e consegue divertir do inicio ao fim. É uma história encantadora sobre autoestima e amizade.

Vale muito a pena conferir!

O Gato viu: Os Oito Odiados

Quentin Tarantino é o meu diretor preferido, porém eu nunca tinha ido ver um filme seu no lançamento. Até Django, meu preferido, eu vi no circuito alternativo, mais de um ano após a estreia.

Mas para assistir Os Oito Odiados foi diferente, me preparei e fiquei de olho nas datas. Marquei um dia e fui logo ver, e que incrível que foi!

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Os Oito Odiados tem todos os elementos da estética do Tarantino: trilha impecável, personagens fortes e surpreendentes, diálogos marcantes e um roteiro incrível. Sua narrativa se assemelha muito ao estiloso Cães de Aluguel.

Na trama, o caçador de recompensas John Ruth (Kurt Russell) está transportando a famosa criminosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), até a cidade para receber seu pagamento. No caminho, eles encontram o também caçador de recompensas, Marquis Warren (Samuel L. Jackson), que está em outro trabalho, além de Chris Mannix (Walton Goggins), o qual diz ser o xerife que está prestes a ser empossado na cidade que é o destino de todos.

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Uma forte nevasca se aproxima, impedindo a viagem de prosseguir.  Então, os viajantes vão se refugiar no Armazém da Minnie, local onde quatro outros desconhecidos já estão abrigados. Essas oito pessoas estarão confinadas dentro da estalagem durante uma nevasca que pode duram dias. Aos poucos, os segredos de todos passam a ser descobertos, e tudo se encaminha para um inevitável confronto entre eles.

O interessante é que cada personagem tem uma história sobre si que pode ou não ser verdade. Nunca sabemos em quem se pode confiar e no que irá acontecer a seguir.

O clima de tensão em Oito Odiados é constante, mas ele ainda tem uma boa dose de humor. Grande parte dele se deve a protagonista feminina da história. Daisy Domergue é o alivio cômico, mas tem seus bons momentos de carga dramática também. Kurt Russell também está incrível, fazia tempo que eu não o via em ação e gostei muito da sua atuação.

O filme é longo (tem pouco mais de três horas de duração) e pode ser dividido em dois momentos: o primeiro, mais lento e com uma morosidade proposital do Tarantino (se é que posso me arriscar a dizer isso); e o segundo, com uma tragédia sanguinolenta e debochante.

Acho que vale a pena a conferida! Eu gostei bastante! 🙂

O Gato viu: Star Wars VII – O Despertar da Força

Esse post é sem spoilers, fica tranquilo. 🙂

Finalmente o sétimo filme da franquia Star Wars estreou! E que estreia!

J. J. Abrams, o diretor, está de parabéns. Entendeu o que significa Star Wars e respeitou a história.

Na trama, décadas se passaram desde a queda de Darth Vader e do Império. Mas como a galáxia é bem grande, sua mensagem não se perdeu. Surgiu, então, uma nova ameaça: a Primeira Ordem, uma organização sombria que deseja destruir a República.

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Perceberam como a história se inverteu? Desta vez é o lado negro que está tentando se firmar, diferente da trilogia clássica em que ele já estava estabelecido.

Luke Skywalker (Mark Hamill) está misteriosamente desaparecido. A Força e os Jedis parecem mais lendas do que realidade.

Poe Dameron (Oscar Isaac), um dos melhores pilotos da Resistência foi enviado ao planeta desértico Jakku para descobrir o paradeiro de Luke, mas essa não será uma tarefa fácil. Finn (John Boyega) é um stormtrooper que está em conflito com o que sente e acredita. Já Rey (Daisy Ridley) é uma moça que vive sozinha catando destroços de naves antigas. Esse trio se encontrará, mas não antes que a Primeira Ordem chegue em seu encalço.

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Além da volta dos atores antigos, o que garante credibilidade e linearidade a história, nós somos apresentados aos novos personagens como o trio já falado e o novo vilão Kylo Ren (Adam Driver) e o General Hux (Domhnall Gleeson). Kylo Ren promete uma boa evolução como vilão.

As cenas de voo, bem como as de luta são incrivelmente bem feitas. Efeitos especiais na medida certa e sem exagero.

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Cheio de referências aos filmes da trilogia clássica, Star Wars VII – O Despertar da Força é bem escrito e não força a barra. Vemos claramente a “jornada do herói” e nada do que acontece na trama é gratuito, tudo é feito para ver-mos a evolução da saga.

Quando vi os trailers pensei que o Finn seria aquele cara chorão e dramático, mas quebrei a cara. Rey é a personagem feminina que precisávamos, quero muito ver do que ela será capaz.

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Star Wars fala sobre poder, liberdade, politica e amizade. É bom ver que o episódio VII não se esqueceu disso.

PS: O BB-8 é a coisa mais fofa do universo, preciso de um brinquedo dele! 

Vale muito, muito, muito a pena conferir!