O Gato viu: Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi

Dezembro já se tornou o mês de Star Wars. Com os diversos projetos que a Disney tem para a saga creio que essa tradição irá se manter por muitos anos.

Recentemente fui assistir a Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi. As expectativas estavam grandes para este filme, uma vez que O Despertar da Força foi um sucesso e Rogue One, uma grata surpresa. O medo em torno do longa girava a partir da expectativa dele ser uma versão nova do Episódio V – O Império Contra-Ataca, clássico considerado por muitos como o melhor filme da franquia.

Mas se há algo que Star Wars sabe fazer, é ser atual, mesmo que isso signifique, até mesmo, desmistificar a lenda. Na trama, Rey encontra Luke Skywalker vivendo solitário exilado em uma ilha isolada.  A jovem, que mostra fortes sinais da Força, deseja que o Jedi a treine e ensine a ela formas de derrotar Kylo Ren e a Primeira Ordem, salvando assim a galáxia e seus amigos da Rebelião.

Luke não quer fazer parte disso, ele se recusa a treinar um novo Jedi devido ao passado, quando fracassou com seu sobrinho que foi para o lado negro. Enquanto isso, Kylo Ren e o General Hux lideram a Primeira Ordem para um ataque total contra a General Leia Organa e a Resistência pela supremacia da galáxia.

Com Rey longe, caberá a Finn, Poe, BB-8 e os outros rebeldes a luta pela liberdade. Mas será que apenas a força de vontade deles será forte o suficiente para deter o avanço do lado negro?

Neste segundo filme senti muito mais história e um espaço mais dividido na trama entre todos os personagens. Rey está com Luke na ilha, mas o filme não é só sobre eles, é sobre todos aqueles que lutam contra o avanço do mal. Novos personagens surgiram e vi que eles não foram muito bem recebidos por alguns espectadores. Lembrem-se, Star Wars é mais do que batalhas com sabres de luz, é sobre pessoas lutando por liberdade.

Nossos personagens principais passam por conflitos e são esses novos rostos que estão por perto quando isso ocorre. Eles não são desnecessários, basta vocês olharem para o arco do Finn neste novo filme. A guerra está presente em todo lugar da galáxia, mesmo quando não enxergamos seus embates diretamente.

Vemos um Luke Skywalker diferente de todos os que já vimos antes e isso deu mais profundidade ao personagem. Os Jedi sempre exilam quando algo dá errado, vimos isso com Obi-Wan Kenobi e com o Mestre Yoda. Luke seguiu o caminho deles, mas sua dor era diferente. Ele sentia que tinha falhado com a galáxia, Leia, Han, Ben e com ele mesmo. Daí talvez a sua maior magoa. Rey o encontrará neste estado de isolamento e ele não quer ser perturbado por nada que ela venha lhe dizer. Pessoas são cinzas, elas não são totalmente bondade ou maldade, elas são sensíveis a tudo isso. Até mesmo o nosso símbolo do bem, o jedi Luke Skywalker, deixa o manto de lenda mítica diante dos nossos olhos.

Gostei muito de ver mais personagens femininas neste novo capitulo da saga. A atriz Carrie Fisher não está mais entre nós para viver a Princesa/General Leia Organa, mas dela surgiu a inspiração para milhares de meninas nesta e em outra galaxia muito distante. A Força está presente em tudo e em todos. É isto que Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi trouxe como ensinamento. Todos nós temos uma fagulha dela, resta saber o que faremos quando a colocarmos em ação.

Que venha mais Star Wars!

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O Gato viu: O Mínimo Para Viver

Anorexia e distúrbios alimentares nunca são temas fáceis de se abordar. Porém, é cada vez mais necessário expor esses assuntos e nos aproximar daqueles que sofrem com isso.

O Mínimo Para Viver é uma produção original da Netflix, dirigida por Marti Noxon, que assim como Okja, nos põe diante da realidade que insistimos em ignorar. No filme, Lily Collins vive Ellen, uma jovem com anorexia que aceita relutantemente um tratamento alternativo. No lugar para onde ela vai, liderado pelo Dr. William Beckhamum (Keanu Reeves), um médico pouco convencional, ela  conhece outros pacientes que também enfrentam transtornos alimentares. A garota acaba embarcando em uma emocionante jornada de autodescoberta.

Acho que um dos grandes diferenciais de O Mínimo Para Viver ao abordar a temática da anorexia é não se focar em encontrar a causa dela. O filme entende que isso varia de pessoa para pessoa, de acordo com a sua realidade e experiências vividas. Toda vez que a causa é questionada, ela é mostrada como algo que varia desde a pressão do corpo perfeito padrão da mídia até chegar em conflitos familiares internos. Entende-se ai que nenhum paciente será igual o outro e isso é muito importante, pois assim eles serão vistos como indivíduos.

Outro ponto que merece reflexão é mostrar como a doença afeta a pessoa socialmente. Ellen não tem amigos, tem duas famílias, mas ambas estão fragilizadas. O circulo de afeto e proteção mostra o quanto que uma vida tem influencia na outra. Ao conhecer os outros pacientes, ela tem a chance, em muito tempo, de se relacionar com outras pessoas, se interessar e se preocupar com elas. Cada um tem uma história e ver a verdade dos outros ajuda a ver a sua própria.

Apesar de tratar de um tema pesado, o filme é incrivelmente divertido e inspirador em vários momentos. É claro que isso alterna com cenas fortes de corpos extremamente magros e histórias relacionadas ao distúrbio.

Lily Collins está de parabéns pela atuação. Ela se entregou ao papel e emagreceu de verdade para viver a personagem, isso não foi algo fácil, uma vez que ela já passou por esse tipo de transtorno alimentar. Keanu Reeves também merece destaque. A forma como o médico vivido por ele enxerga aqueles que trata é o diferencial para um abordagem mais humana do tema.

Imperdível!

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O Gato viu: Okja

“Se você escolhe comer carne, você ama pets, não animais”. Miley Cyrus falou isso recentemente e eu tenho que concordar com o pensamento dela. É importante nos avaliarmos e questionar se nossas palavras e ações estão indo para o mesmo lado. Já faz um tempo que estou tentando mudar minha alimentação e parar de comer carne é o maior desafio.

Recentemente vi Okja, a produção da Netfix, dirigida por Bong Joon-ho, na qual Lucy Mirando (Tilda Swinton), CEO de uma poderosa empresa, apresenta ao mundo que uma nova espécie animal descoberta no Chile. 26 exemplares do “super porco” serão enviados para países distintos, para que cada fazenda o crie de acordo com sua própria cultura local. A ideia é que os animais permaneçam espalhados ao redor do planeta por 10 anos. Após este período, um concurso que escolherá o melhor. Uma década depois, a jovem Mija (Seo-Hyun Ahn) que convive desde a infância com Okja, o super porco fêmea criado pelo avô, está prestes a perdê-la devido ao fim do concurso. Mija decide lutar para ficar ao lado dela, custe o que custar. No caminho ela vai conhecer de perto os problemas da sociedade de consumo.

Além de mostrar como que funciona a indústria nesse setor, Okja ainda apresenta a ação das entidades de proteção aos animais. O ator Paul Dano merece destaque nesse parte. As atuações caricatas de Jake Gyllenhaal (o rosto da companhia) e Tilda até nos fazem rir durante o longa, mas não se engane, você vai terminar chorando e com o coração apertado.

Sem spoilers, só posso dizer que o final não podia ser mais verdadeiro. Apesar de tem algumas falhas no roteiro, que fazem com que a narrativa fique confusa em alguns momentos, Okja é incrível. É a metáfora do que acontece diariamente em matadouros pelo mundo afora, nas grandes industrias que são movidas apenas pelo desejo de lucrar.

Ainda há a crítica ao uso desmedido de termos como orgânico e eco-friendy, que muitos se apropriam no marketing para vender uma boa imagem e que nós não pensamos duas vezes em consumir. Ainda há a questão da fome no planeta e o seu combate, tudo sempre incorporado ao discurso do capital. Saí dessa imersão com o pensamento de “o que eu estou fazendo?”. Tanto como uma consumidora quanto uma profissional de comunicação. Que discursos compramos? Que camisas vestimos? Okja é um filme para se pensar, e muito.

Não é uma história que te intima a virar vegetariano e/ou ambientalista radical. Ela só te pede para não ignorar a realidade de que a comida que chega ao seu prato tem muita história para contar e, na maioria das vezes, ela não é boa. Não vou dizer que o filme mudou a minha vida e que no dia seguinte não almocei carne. Eu até repeti! Alimentação também é algo cultural e isso não muda do dia para a noite, mas o incomodo permanece em mim e isso eu acredito que seja o potencial de mudança que o filme traz.

Para quem quiser se aprofundar no assunto da indústria da pecuária, a Paula Buzzo recomendou alguns documentários no canal dela. São imagens fortes, mas acima de tudo, são imagens reais.

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O Gato viu: Minimalism: um documentário sobre as coisas importantes

Estou tentando variar um pouco o que eu assisto. Vejo muitas series (e amo), mas quero consumir mais filmes e isso inclui documentários, claro.

Aproveitei que o comentário em torno de MINIMALISM: um documentário sobre as coisas importantes, disponível na Netflix, estava grande e decidi entrar nessa reflexão coletiva também. Gostei muito do que vi, pois vai de encontro às ações que estou tentando tornar hábitos na minha vida, como passar adiante o que não uso, comprar mais conscientemente e aproveitar ao máximo os bens que já possuo. Parece simples, mas não é. Vivemos dentro do capitalismo e da sociedade que consome demasiadamente sem nem se dar conta.

Na sinopse, o questionamento: Como seria sua vida com menos? MINIMALISM: um documentário sobre as coisas importantes acompanha a popular dupla do site The Minimalists e examina os muitos sabores do minimalismo, levando o público para dentro das várias esferas da vida das pessoas chamadas minimalistas.

Lembro que, há alguns anos atrás, sempre que eu entrava no shopping eu comprava uma blusa nova, mesmo que meu guarda-roupa já estivesse cheio. Eu vivia sem dinheiro mesmo tendo duas boas bolsas de estágio e nenhuma responsabilidade financeira doméstica com que me preocupar.

Hoje em dia eu gasto bem pouco, ajudo muito em casa e me orgulho do quanto aprendi. Pareço uma hippie falando? É bem difícil acreditar nisso, pois sou daquelas que sempre tenta estar arrumada, maquiada e seguindo a moda quando ela me convêm. O que fiz foi doar as roupas que não tem mais a ver comigo e usar todas as que fiquei, tentando combinações diferentes; ler os livros que já tenho em casa antes de sair comprando novos, me desapegar (doar, vender e trocar) daqueles que não me cativaram; além, é claro, comprar com consciência, pensando se eu realmente necessito daquilo.

O interessante é que o documentário não tenta, em nenhum momento, nos doutrinar ou nos apontar como errados e eles certos. Ele mostra que existem outros modos de viver e como as pessoas estão fazendo isso. Cada um assimila e traz a reflexão para dentro da sua realidade.

Você não precisa dar tudo o que tem e viver como um eremita, basta olhar ao redor e pensar em cada objeto que o cerca, veja se ele tem a ver com a pessoa que você se tornou. Desapegue-se do que é supérfluo e banal e fique com as coisas que são realmente importantes.

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O Gato viu: Guardiões da Galáxia Vol. 2

O que esperar da sequência do que foi aclamado por muitos como o melhor filme de heróis? Apenas mais e mais!

Guardiões da Galáxia Vol. 2, já primeira cena do grupo, nos conquista em uma overdose de fofura com Baby Groot, a pequena planta ambulante. Essa cena serve para mostrar o status da relação da equipe e a forma como eles estão “trabalhando” atualmente.

O grupo realiza “serviços” pelo bem galáxia, mas sem perder o jeito de agir que lhe é tão característico. Em meio a uma fuga, se vem obrigados a aterrissar em um planeta próximo, lá encontram um homem que diz ser o pai de Peter. Seria verdade ou uma armadilha? Os Guardiões se dividem e vão em busca de respostas. Nesse caminho, personagens novos surgem e antigos inimigos se tornam aliados. A galaxia mostra que nunca vai deixar de surpreender.

Guardiões da Galáxia Vol. 2 é um filme de super-heróis que fala sobre relacionamentos. Um amor não verbalizado. Uma amizade ainda frágil. Uma família problemática e outra recém descoberta. Um compromisso com a salvação daqueles que nem se conhece. O grupo desfuncional tem, durante a trama, que se entender e confiar um no outro.

Há o medo de se arriscar e ficar mais uma vez sozinho. Os Guardiões trabalham bem juntos durante as batalhas, mas será que nos momentos de calmaria eles conseguem ser uma equipe também?

A luta para se manterem unidos será aquela mais difícil que terão em seu caminho.

O filme desperta muitos sentimentos. Uma hora nós choramos de rir e, em outra, choramos de tristeza. Guardiões da Galáxia Vol. 2 consegue ser tão bom quanto o primeiro e temos muitas cenas de ação belíssimas. Acho que esse é um filme mais para o fãs do que o seu predecessor. Temos personagens novos e um universo que se expande. O primeiro longa é um filme de origem, por isso é um pouco mais fácil de entender. Já esse, deixa muuuuitos ganchos para as próximas aventuras da Marvel nos cinemas. É imperdível!

Uma dica amiga: Guardiões da Galáxia Vol. 2  tem CINCO cenas pós-créditos!

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