O Gato leu: Ayrton Senna: A trajetória de um mito

Ayrton Senna: A trajetória de um mito – Lionel FroissartChristian Papazoglakis e Robert Paquet
Editora: Nemo
Ano: 2014
Páginas: 48
Compre: Amazon

Quando coloquei a meta de ler uma biografia no Desafio Doze Meses Literários de junho eu não imaginava que ela ia se mostrar a mais difícil até agora. A unica biografia que tenho na minha estante já li há anos atrás e não pretendo reler agora, com tantos livros inéditos na minha fila de leituras.

Resenha da HQ do Senna, lançada pela Editora Nemo. Publicada no blog GatoQueFlutua.

A minha sorte é que meu irmão é fascinado pelo Ayrton Senna e tem dois livros que falam sobre a vida do piloto brasileiro. Escolhi este da Editora Nemo, pois é em quadrinhos.

Considerado até hoje um dos maiores pilotos de todos os tempos, Ayrton Senna era apenas um ilustre desconhecido até a largada do Grand Prix de Mônaco, em 1984. O principado estava sob um dilúvio e a maior parte dos pilotos perdeu o controle do carro, mas o jovem brasileiro causou sensação no volante de um Fórmula 1 de classe inferior. No livro, vemos um piloto que treinou duro desde muito jovem, ainda no kart, para se aperfeiçoar nas corridas com chuva.

Resenha da HQ do Senna, lançada pela Editora Nemo. Publicada no blog GatoQueFlutua.Resenha da HQ do Senna, lançada pela Editora Nemo. Publicada no blog GatoQueFlutua.

A sua performance impressionante o levou à dianteira da corrida e o tornou uma ameaça ao campeão Alain Prost. Esse dia marcou o início da lenda que se escreveu nos dez anos seguintes, durante os quais Senna deixou sua marca na Fórmula 1, até sua morte trágica no Grand Prix de Ímola, no dia 1º de maio de 1994.

Este é um livro para os fãs do piloto, pois é bem curto e não se preocupa em se aprofundar nos detalhes como nomes e datas. O leitor já tem que ter um certo conhecimento prévio disso. O quadrinho fica alternando entre a infância dele, no Kart e a vida adulta, como piloto profissional, ressaltando o quanto que as experiências são marcantes para toda a vida.

É interessante para mostrar que nem só o talento basta, é preciso trabalhar duro, se dedicar e se esforçar. Senna era bastante ambicioso e sabia disso.

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O Gato leu: O Mundo da Mulher-Maravilha

O Mundo da Mulher-Maravilha – Matthew K. Manning 
Editora: Pixel Media
Ano: 2017
Páginas: 364
Compre: Amazon

Eu já tinha anunciado por aqui que a Pixel Media havia preparado um lançamento especial da  Mulher Maravilha aproveitando a ocasião do lançamento de seu filme solo. Hoje venho trazer a resenha desse livro!

Acredito que a maioria das pessoas consiga identificar a personagem de cara e dizer que ela é uma super-heroína e integrante da Liga da Justiça. Mas e a sua história? E sua origem? Nem todos conhecem a saga de Diana, nascida em Themyscira e filha única da rainha Hipólita. O livro O Mundo da Mulher-Maravilha está aqui para ajudar nessa questão.

Metade humana e metade deusa, Diana foi treinada desde o seu nascimento para ser uma representante de Themyscira no mundo humano. No livro, é ela que narra sua própria história, em uma linguagem acessível como uma conversa franca, mostrando não só a força que a torna excepcional, como também a fragilidade que a aproxima de nós.

Vemos a mulher que sempre existiu por baixo do uniforme. Ela fala conta a sua perspectiva sobre o mundo, tanto como uma guerreira destemida, quanto como embaixadora da paz. Ao mesmo tempo em que segue a narrativa do crescimento de Diana, O Mundo da Mulher-Maravilha também serve como uma especie de guia, cheio de colagens e anotações feitas pela heroína.

Diana nasceu em uma ilha, cercada de outras mulheres, mas abraçou a humanidade por completo quando decidiu protegê-la. Há um destaque especial no livro para a família dela, desde falar sobre sua origem “incomum”, até chegar na diversidade de indivíduos que a compõe. É muito bom ver uma representação tão criativa assim.

Seguindo o cânone mais recente da personagem, criado por Brian Azzarello, o livro O Mundo da Mulher-Maravilha foi escrito por Matthew K. Manning e ilustrado por Paul Bulman.

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O Gato leu: Eu, Robô

Eu, Robô – Isaac Asimov
Editora: Aleph
Ano: 2014
Páginas: 320
Compre: Amazon

Junho está sendo o mês de colocar as leituras em dia e isso e inclui o Desafio Doze Meses Literários. A temática de maio era ficção cientifica. Eu li Eu, Robô e não poderia está mais satisfeita.

Isaac Asimov foi muito feliz no seu livro. Ele traz diversos contos que podem ou não serem lidos de maneira linear. Esses contos nos apresentam os mais diversos tipos de robôs, desde aqueles autômatos, incapazes de falar, até os superinteligentes e tomam decisões que interferem na vida dos seres humanos.

Houve um tempo em que o homem enfrentou o universo sozinho e sem amigos. Agora ele tem criaturas para ajudá-lo; criaturas mais fortes que ele próprio, mais fieis, mais uteis e totalmente devotadas a ele. A humanidade não está mais sozinha. Já pensou sobre essa questão desde modo? (Pág. 15)

“Robbie”, “Mentiroso!”, “Um Robozinho Sumido” e “Evidência” são as minhas tramas preferidas. Gosto muito de Susan Calvin, a especialista que compartilha essas histórias. Apesar do estereotipo da mulher cientista antissocial, grossa e sem interesse no envolvimento humano; (que Asimov infelizmente escolheu), os contos em que ela participa ativamente são os mais interessantes.

Eu tenho um medo enorme de robôs. A ideia da servidão obrigatória deles me lembra muito a escravidão e isso não é nada bom. Se escravizar um igual historicamente já não deu certo, imagina escravizar um superior, como um robô, cujo cérebro consegue ir muito além dos nossos? A ideia de uma rebelião das máquinas no futuro sempre me pareceu inevitável e eu espero não estar aqui para ver isso, pois sei que o ser humano com certeza fará por merecer, uma vez que ele não consegue abandonar o poder e a sensação de superioridade que ele traz…

Toda a vida normal, Peter, de maneira consciente ou não, ressente-se da dominação. Se a dominação parte de um inferior, o ressentimento fica mais forte. No aspecto físico, e até certo ponto, no aspecto mental, um robô… qualquer robô é superior aos seres humanos. O que o torna servil então? Apenas a Primeira Lei! Bem, sem ela, a primeira ordem que você tentasse dar a um robô resultaria na sua morte. (Pág. 172)

As Três Leis da Robótica (princípios que regem os comportamentos dos robôs), presentes nas primeiras páginas de Eu, Robô, hoje não são somente ficção e estão na base dos estudos da área. O autor as apresenta de maneira simples e mostra que nem sempre os resultados são simples de se chegar. Se as circunstâncias influenciam na tomada de decisões dos humanos, imagine nas dos robôs?

É uma leitura essencial. Recomendo!

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O Gato leu: O Inimigo Secreto

O Inimigo Secreto – Agatha Christie
Editora: Record
Ano: 1950
Páginas: 224
Compre: Amazon

Depois de conhecer algumas outras história escritas pela Dama do Crime, parece que encontrei o melhor livro da Agatha Christie que já li até o momento.

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Publicado anteriormente como “Jovens Aventureiros LTDA” e traduzido atualmente como “O Adversário Secreto”, O Inimigo Secreto narra as aventuras de Tommy e Tuppence. Os dois são amigos, estão sem dinheiro e sem muitas perspectivas de um futuro. Eles decidem formar a sociedade comercial JOVENS AVENTUREIROS LTDA, que não recusa nenhum tipo de oferta desde que o pagamento seja bom e anuncia seus serviços nos classificados dos jornais.

A ousadia poderia jogar fora as ultimas economias de cada um, mas eles recebem a missão de desvendar um enigma que confundira até a Scotland Yard, a mais experiente polícia do mundo: o desaparecimento de Jane Finn, uma jovem americana que levava em seu poder documentos secretos de importância cada vez maior.

Há cinco anos, aquele esboço de tratado era uma arma em nossas mãos; hoje é uma arma contra nós. (Pág. 37)

Tuppence é maravilhosa, ágil e astuta até mesmo quando não faz ideia do que está se passando, Tommy não fica atras, é um verdadeiro companheiro. O livro começa com uma breve aventura, mas os perigos e mistérios vão se tornando cada vez maiores a ponto de temermos pela segurança dos jovens aventureiros.

Tuppence teve a impressão de perceber, pela primeira vez, o caráter sinistro da missão que haviam aceitado com tanta temeridade. Tudo começara como uma página de romance. Mas agora, terminado o encanto, tudo se apresentava como uma realidade sombria. (Pág. 87)

O Inimigo Secreto é cheio de reviravoltas e nunca deixa o leitor entediado. Além disso, Tommy e Tuppence são personagens muito reais e seus diálogos fazem com que uma empatia instantânea exista em relação à eles. Espionagem, guerra e amizade tornam esta, uma leitura muito divertida e estimulante.

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O Gato leu: Mighty Morphin Power Rangers – Ano Um

Mighty Morphin Power Rangers – Ano Um – Kyle Higgins  e Hendry Prasetya
Editora: Pixel Media
Ano: 2017
Páginas: 128
Compre: Amazon

Power Rangers lembra infância. Lembra as brincadeiras de luta com primos e amigos, ora sendo a mocinha, ora a vilã. O novo filme saiu no cinema e avivou a memória de muitos. Depois de muitas fases, recordar o inicio do jovens heróis é também uma forma de homenageá-los.

Este primeiro volume lançado pela Pixel Media nos leva de volta ao seriado original e acrescenta muito mais, uma vez que, como observado por Judd “Chip” Lynn, produtor executivo de Power Rangers, não há “restrições orçamentárias para o enredo”.

Na trama, depois de escapar do controle mental de Rita Repulsa, Tommy Oliver, o Ranger Verde, se junta aos Power Rangers para combater a investida de ataques malignos que assolam a Alameda dos Anjos. Agora Tommy tem que se relacionar com aqueles que um dia já quis destruir e isso o deixa com diversos conflitos internos.

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Jason, Trini, Zack, Billy e Kimberly ainda não sabem bem como lidar com o novo membro. Pelo fato das história se passar em um colégio, ela ressalta o quanto que se sentir excluído ou deslocado pode ser ruim para alguém. O lado humano do personagens foi mais explorado, bem como suas fraquezas, escolhas e dilemas morais.

A arte é demais. O colorido da “vida normal” se contrapõe muito bem ao lado mais sombrio quando Tommy enfrenta seus demônios antigos.  O livro conta ainda com “Aventuras de Bulk e Skull”, um capítulo extra escrito por Steve Orlando e ilustrado por Corin Howell, que atualiza as confusões da atrapalhada dupla do colégio.

Rever os rangers, Zordon e Alpha aqueceu o meu coração. Mighty Morphin Power Rangers – Ano Um foi feita para alcançar os novos fãs que se interessaram pelos heróis através do filme mais recente, mas ela não renega o passado, ao contrário, abraça aquilo que fez deles tão importantes para a criança que vive em cada um de nós.

Trabalho em equipe, companheirismo e o poder da amizade. Obrigada, Power Rangers, por nos ensinar isso!

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