A Florigrafia no Instagram

Já faz algum tempo que acompanho o trabalho da paraense Natália Viana, desde a marca de roupas Quiquiriqui, que era um sonho, cheia de delicadeza. A novidade que venho apresentar pra vocês é um projeto no Instagram que ela tem com a amiga ilustradora Rafaela Melo, chamado “A Florigrafia“.

Um misto de fotografia, ilustração, cores e flores. É o casamento perfeito!

Vejam só!1 3 7 aflor2_zps92159d17

Não deixem de seguir! @aflorigrafia

As janelas argentinas

Faz um tempo que o GatoQueFlutua não publica nada novo. O TCC tem me consumido, mas como hoje sobrou um tempinho tem post novo!

Fotos: Debb Cabral

Hoje tem um misto cultural: arquitetura, fotografia e cinema.

Na Argentina, Medianeras (ou pared medianera) é nome dado àquelas paredes sem janelas dos prédios. Lá a  construção de janelas em paredes medianeras é proibida por lei o que, em uma cidade que cresceu sem planejamento como Buenos Aires, gera alguns transtornos.

A arquitetura antiga fica ao lado dos edifícios modernos. Lá há bairros tradicionais da aristocracia portenha, como Recoleta com suas mansões e prédios de arquitetura francesa e mármore italiano. Porém, não muito distante dali, na Plaza Cataluña, há um prédio que parece comum, mas tem metade de sua fachada pintada com janelas falsas, idênticas às de verdade.

Parece que muitos edifícios são projetados para evitar as relações humanas, em uma capital que cresceu se “desenvolveu” criando espaços  isoladores. A cidade cresceu enquanto as pessoas diminuíram.

Não se pode abrir uma janela virada para a casa do vizinho. Mas muitos fazem isso em busca de luz, de sol, de transformação. O GatoQueFlutua destaca para você dois filmes em que a abertura de medianeras acontece e causa impactos na vida das pessoas.

Medianeras

Na história, Martin (Javier Drolas) é um fóbico em processo de recuperação, ele está sozinho e não se conforma com a forma como a cidade de Buenos Aires cresceu e foi construída. Ele é um web designer que pouco sai e fica grande parte do tempo no computador. Mariana (Pilar López de Ayala), sua vizinha também é solitária, pois acabou de terminar depois de um longo relacionamento.

Através da internet eles se conhecem, mas mesmo vivendo no mesmo quarteirão, andando pelos mesmos lugares, eles não chegam a se encontrar. Os personagens tentam se libertar das amarras da solidão que a cultura virtual e a arquitetura de Buenos Aires acarretaram para portenhos que vivem sozinhos.

Medianeras: Buenos Aires da Era do Amor Virtual (titulo no Brasil) foi filmado na Argentina e Espanha. As irregularidades arquitetônicas representam a situação dos personagens. As medianeras no filme mostram  estado mais miserável de um povo, refletem as rachaduras, as soluções temporárias e as irregularidades ainda que seja para que milagrosos raios de luz iluminem a escuridão em que se vive. Na história, Mariana, que se formou em arquitetura conta um pouco sobre a cidade de Buenos Aires.

O Homem ao Lado

Victor (Daniel Aráoz), morador vizinho de uma casa construída pelo notório arquiteto Le Corbusier (a única residência da America Latina) resolve quebrar a parede para abrir uma janela virada para a casa/museu do designer Leonardo (Rafael Spregelburd), um exibicionista que habita o local cheio de vidros e rampas internas.

Com a janela, o vizinho passa a enxergar boa parte do interior da casa de Leonardo, o que não o agrada nem uma pouco, nem a ele e nem a sua mulher, Ana (Eugenia Alonso). Durante o filme inteiro o espectador fica aflito e nervoso, pois Victor é vulgar e malandro, enquanto Leonardo é um artista esnobe, e aí a tensão cresce a cada cena. Além disso, diversas histórias paralelas se estendem ao longo da narrativa, que deságua em um final surpreendente.

Pra terminar, o GatoQueFlutua apresenta um ensaio com fotos produzidas em 2012, durante uma viagem até Buenos Aires para participar do Festival de la Luz de Fotografia. Espero que curtam! 🙂

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O Light Painting e a Aura das Àrvores de Evna Moura

Com certeza, a maioria das pessoas que tem interesse por fotografia já ouviu falar de Light Painting, técnica na qual, através de uma longa exposição se obtém o registro do movimento de uma origem luminosa. A pintura de luz permite  composições de desenhos definidos, riscos e formas.

Fotos: Evna Moura

A técnica existe a cerca de 60 anos e tem se popularizado principalmente graças às câmeras digitais. Há dois tipos de Light Painting, aquele que mira a iluminação direto para a câmera com o objetivo de formar desenhos, e aquele em que se ilumina partes selecionadas da cena a ser fotografada, destacando detalhes do assunto.

É possível extrair algo sensível dessa brincadeira técnica. A experimentação artística possibilitou a realização de trabalhos como da artista paraense Evna Moura. Ela elaborou uma série de imagens através da utilização de materiais orgânicos e tecnológicos.

Confira!

“A aura das Árvores”

// Tríptico – UMA EXPERIÊNCIA FOTOGRÁFICA ATRAVÉS DA PINTURA COM LUZ

Com uma carga visual, utilizo-me da técnica chamada “Light Painting” para desenhar em árvores – com diversas possibilidades imaginárias – dando-lhes personalidade; deixando a vista suas almas, vestindo-as; ampliando a imaginação do espectador e criando uma alegoria existente.

Apreendo e exploro o uso desta técnica para controlar essas luzes. Em um ambiente escuro e com uma câmera que tenha um modo de captura longo, fixo-a, disparo a foto e utilizo uma fonte de luz para “desenhar” qualquer forma que imaginar, com: lanternas e objetos que emitem luz. Seria a iluminação de sua personalidade natural – o patrimônio natural é um fator indispensável neste processo de criação e preservação desses bens, assim como no fortalecimento dos sentimentos de identidade e cidadania.

O que parece ter motivado esse projeto, antes de tudo, e que se deduz na seleção final de suas imagens, é a carga pictórica que se pode encontrar num local, em qualquer local, se houver a quem as contemple e dotá-las de um equilíbrio visual. Pode ser uma árvore de uma praça, à beira de um rio ou num quintal abandonado. Cada uma destas terá sua “aura”, dotadas como indivíduos diferentes com suas personalidades e vestimentas. Nas áreas iluminadas das imagens – há uma tensão temporal entre a fonte de luz e as figuras.Utilizo-me de formas sensíveis a arte e ao conhecimento tecnológico, sobre o meu aparelho (câmera) e objetos luminosos (lanternas e brinquedos) para trazer estas imagens para o ambiente em que estamos inseridos: o ambiente amazônico.

A única chance de utilizar-me desta troca é conhecer a natureza, um entendimento fortuito para um entendimento social. Sob forma de política/ estética/ objeto e fundamento artístico/obra – criando pinturas temporárias – há uma tensão temporal entre a fonte de luz e a figura. Estabelecendo o encontro entre tecnologia e natureza. Levantando questões de aproximação e convivência num mundo contemporâneo, tendo-se isto como uma realidade. A fotografia amplia o seu potencial imagético e seus significados conceituais – em estruturas orgânicas.

Gostou? Então acompanhe o trabalho da Evna pelo site dela.

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