Pare de procurar desculpas

Pare de culpar os outros, culpar a falta de dinheiro, culpar o clima. Pare de se esquivar, de fugir.

Pelo menos uma vez fique parado e olhe nos olhos do verdadeiro culpado, você! É tão fácil negar. É somente entendendo que a culpa pelo que acontece com você é sua, que você entenderá que a responsabilidade da mudança também depende de você.

How I Met Your Mother. Episódio Sunrise
How I Met Your Mother. Episódio Sunrise

Tudo bem, você não está sozinho nisso. Vivemos imersos em necessidades que os outros decidem por nós. Precisamos ter ou precisamos ser? É tão difícil separar um do outro. Quando conseguimos entender o que queremos, ainda temos que lidar com as expectativas dos outros diante das nossas escolhas.

É fácil estagnar frente à tudo isso. É fácil ficar na cama até mais tarde, fingir-se ocupado para ignorar as pessoas, mentir. Como é fácil e doce se esconder. Só que tem algo que ninguém te conta: depois de algum tempo somos esquecidos. Até aqueles que mais se preocupam com nós vão nos soltando e deixando ir para o abismo sozinhos.

É egoísmo ser auto-destrutivo e querer levar as pessoas junto? É sim.

Se nunca sorri, você começa a odiar o som das risadas.

Ah, não é fácil não. Não é. Sair da concha e olhar o mundo. A luz do sol cega nossos olhos, o ar pesa em nossos pulmões, de repente as pernas não são fortes o suficiente para suportar tanta carga.

O primeiro passo é sempre o mais difícil.

Chico Sciente cantou “um passo à frente e você já não está no mesmo lugar”. Não é obvio? Claro que não. Para quem está estagnado um passo à frente leva a uma queda de um penhasco. Assusta. Assusta muito.

Mas vem! Não sou eu que estou te chamando, é uma força de vontade que existe dentro de você, ela sempre existirá enquanto você estiver aqui também. Não deixe de escutá-la, não queira falar mais alto do que ela, não a culpe…

Pare de procurar desculpas.

 Siga nas redes sociais!

Facebook  ✚ Instagram ✚ Twitter ✚ Google +  ✚ Pinterest ✚ Youtube ✚ Skoob

Eu estou com medo

Eu queria vir aqui e falar sobre como é preciso se manter sempre forte e enfrentar tudo o que estar por vir, mas nem sempre dá pra ser assim.

o-lado-bom-da-vida-filme-cena

Estou com medo de possíveis mudanças na minha vida. Não seriam mudanças boas, daquelas que podem ser tipo a grande virada que precisávamos, não mesmo. Se a vida fosse um jogo, essa mudança significaria que eu teria que voltar algumas casas e, muito provavelmente, ficar ali até o final da partida. Triste, né?

 Eu não consigo enxergar nenhuma coisa boa nessa mudança e olha que eu já tentei muito. É muito triste, mas não depende de mim para que a decisão seja tomada. A cada dia que passa ela fica mais próxima, como os ponteiros do relógio anunciando o novo.

Eu coloquei todas as minhas cartas na mesa e espero que alguém faça uma jogada que me favoreça. É confuso, por isso prefiro dizer “está tudo ótimo, e você?”, quando alguém pergunta “está tudo bem?”. Todo mundo tem os seus dramas pessoais e não é justo despejar os meus em cima dos outros.

Aqueles cuja a próxima jogada podem me ajudar já estão cientes do que sinto, ainda que não totalmente. Mas eles podem não estar com a carta necessária para isso nas suas mãos.

O que me resta? Me resta não desistir e continuar na partida. Tenho que fazer todas as jogadas o mais inteligente possível. Tenho que me antecipar, pois até que esteja, de fato, decidido, muita coisa ainda pode acontecer.

É normal sentir medo, é até bom. Isso significa que estou ciente das coisas e não estou em negação. Eu não sou de falar sobre os problemas, mas eles sempre estão na minha mente. Gosto de falar de coisas boas e que me fazem sorrir e relaxar. Tenho medo de que não consiga fazer mais isso caso a mudança aconteça.

Porém, até lá vou me manter de pé e usar esse medo como um sinal de alerta. O jogo ainda não acabou.

 Siga nas redes sociais!

Facebook  ✚ Instagram ✚ Twitter ✚ Google +  ✚ Pinterest ✚ Youtube ✚ Skoob

Sejamos todas amigas

Com esta apropriação da frase da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie venho refeletir sobre algo que me incomoda muito.

Ultimamente ando ouvindo e lendo frases como: “péssimo dia para as inimigas”, “sambando na cara das inimigas”, “bebendo as lágrimas das inimigas” e coisas do tipo. Sempre achei isso meio estranho, parece que essas inimigas são seres fantasiosos. É meio irreal para mim.

Não que a gente não tenha inimigos. Na vida, assim como construímos fortes laços de empatia, o contrario também acontece. Só que quando se usa uma frase como as que citei acima parece que todas as mulheres são opostas à você e devem ser combatidas. Vocês estão me entendendo?

Por que nós mulheres temos que estar sempre umas contra as outras?

Dentro desta sociedade machista em que vivemos somos estimuladas a competir. Ser a mais bonita, a mais magra, a mais rica, a com a melhor família. Uma coisa que percebi desde que comecei a estudar mais sobre o feminismo foi a importância de estarmos juntas. A rivalidade entre as mulheres fortalece o patriarcado e tira o foco da luta por igualdade.

SORORIDADE é a união e aliança entre mulheres, tendo como base a empatia e companheirismo.

Eu adoro essa palavra, mesmo tendo muitos debates sobre seu conceito e uso, mas eu a considero muito forte. É importante essa união. Lembro de conversas que tive com outras mulheres em que nós relatamos casos de assedio, medos e espectativas para o futuro. É triste ver como os dois primeiros são assuntos que dificilmente falamos mas que quando ouvimos, percebemos que todas temos uma história em comum.

A inimiga  é a opressão!

mom serie

Eu gosto muito de uma série de comédia chamada Mom, que conta a história de  uma relação bastante complicada entre mãe e filha. Nela, Christy é uma garçonete que está há quatro meses nos alcoólicos anônimos tentando ser uma mãe melhor e superar seu histórico de escolhas questionáveis. Sua sobriedade é colocada em prova quando sua mãe, Bonnie, reaparece. A série segue os dramas dessas mulheres que tiveram que fazer coisas das quais não se orgulham e tem que lidar com as consequências.

A questão do alcoolismo mostra como tentamos encontrar uma válvula de escape para as pressões da vida. Num grupo de mulheres fragilizadas, uma encontrou na outra a semelhança com o seu medo e sua própria história. Dentro dessa metáfora acho incrível mostrar o quanto precisamos ouvir umas às outras.

A Luísa do blog La Luisité fez um vídeo maravilhoso sobre isso. É muito bom para refletir sobre o quanto a rivalidade feminina está enraizada em nós, desde a nossa infância. Rever nossas atitudes é não reproduzir um discurso de ódio contra a outra que nada nos fez de mal e não condenar alguém pelo simples fato de existir.

Sejamos todas amigas!

 Siga nas redes sociais!

Facebook  ✚ Instagram ✚ Twitter ✚ Google +  ✚ Pinterest ✚ Youtube ✚ Skoob

Quando você consegue não surtar

Normalmente meu post seria com o contrário da afirmação do titulo, mas hoje será diferente  e fico muito satisfeita com isso.

Estou muito enrolada com trabalho e editando um tablóide que será encartado em um dos jornais de maiores circulações daqui de Belém. Todo ano faço isso, é uma das minhas atribuições dentro do projeto de fotografia que trabalho. Em outros anos eu já estaria louca a uma hora dessas, mas esse ano estou bem.

taxi driver - gif (1)

Não que não tenha um monte de coisas faltando e o deadline não seja pra exatamente daqui a uma semana, mas estou mantendo a sanidade. Isso tem muito a ver com a experiência. Esse é o terceiro ano que faço isso. Lembro que no primeiro ano quase entrei em várias madrugadas trabalhando, além de usar meus finais de semana para isso. Tinha acabado de me formar, sair do estágio e assumir a assessoria. Quase morri, de verdade, pois fiquei muito doente durante semanas. Eu estava acabada.

No segundo ano foi mais tranquilo, mas ainda assim teve correria. Já em 2016 consegui me organizar bem, tem muito material faltando mas sei que a minha parte está sendo feita. Antigamente eu tinha “medo” de cobrar as pessoas, talvez porque tenha passado anos como estagiária e tenha me acostumado a isso. Mas mudei. Sou assessora de imprensa, eu que sou a responsável pela comunicação, então tenho todo o direito de cobrar quando me falta o material para trabalhar.

Ter consciência disso é maravilhoso.

Mostra que você está atento e que o problema são aqueles que devem fazer a parte deles mas estão procrastinando. A bomba sempre estoura na ponta, aprendi isso, ainda mais porque sou eu que estou em contato com o público. Não vou carregar o mundo nas costas.

taxi driver - gif (2)

Não dá pra comunicar se não há informação.

Lembra que já falei que a procrastinação não atrapalha só a pessoa que a realiza? Pois é, isso é um circulo, atrapalha todo mundo. Agora eu faço listas das coisas que tão faltando e mando nos emails, cobro, digo que é urgente, mas sem ser grossa, é claro. É pra dar uma sacudida na pessoa e não fazer com que ela se sinta um lixo, isso não é bom pra ninguém e não ajuda em nada.

Não sei como estarei daqui há alguns dias, quando o prazo já estiver no final de fato. Por hora, estou feliz de estar tranquila, surtar não resolve nada mesmo.

Quando você se sente um lixo

Todo mundo tem problemas, não estou aqui pra dizer que os meus são mais importantes do que os dos outros, não mesmo. Eles são só os meus problemas.

Tem sempre aquele dia em que tudo dá errado e você preferia nem ter acordado pra viver tanta tristeza.

o diabo veste prada

Problemas pessoais e/ou profissionais acumulados que decidem estourar todos em um único dia. Um email, uma bronca; uma frase, uma triste notícia.

As palavras tem poder.

Eu tinha um amigo que sempre me dizia isso quando eu falava besteira. Nunca levei muito a sério, mas percebi que, como jornalista, minha vida depende do poder das palavras. Falo da forma como elas são apresentadas, pois sei que é possível dizer que alguém está errado sem ser rude.

Seja gentil com quem está enfrentando uma batalha árdua. (Aristóteles, em O Império de Ferro)

Essa é outra frase que sempre esteve na minha mente, principalmente na hora de falar sobre o trabalho de alguém. Nós não sabemos como está de verdade a vida do outro, não sabemos dos seus problemas e dilemas mais íntimos. Se pensa o contrário sobre algo, mostre os fatos, mas lembre-se de que a sua opinião não é a única no mundo e muito menos é verdade absoluta.

Hoje, em meio há um grande problema pessoal, ganhei um grande problema profissional. Uma pesada reclamação via email. Senti as pernas ficarem sem força, o estômago se revirar e o rosto começar a ficar vermelho.

Sempre fui de reconhecer abertamente quando erro e pedir desculpas por isso. Talvez a bronca tenha doído mais porque eu já tinha uma grande carga de problemas anteriores acumulados.

Seja lá qual for o motivo, só sei que doeu. Doeu como há muito eu não sentia doer. O choro chegou, escondido, trancado no banheiro, longe dos olhos dos outros.

Deixei cada lágrima cair pensando no que eu estava fazendo de certo e de errado. Há algum tempo aprendi a não dar respostas no calor do momento para não me arrepender depois. Esperei o choro passar e as ideias clarearem novamente. Decidi que teria de encarar de frente e dar a minha cara a tapa. Contra fatos não há argumentos, foi pensando assim que redigi minha resposta.

Quando o email do remetente retornou, sua fala já era mais calma, educada e objetiva. Não dá pra descontar no outro as suas frustrações, isso se torna um circulo vicioso.

Não dá pra desistir toda vez que vem a tormenta, ela vai te derrubar e muitas vezes te impedir de seguir, mas uma hora ela vai passar. Essa não foi a primeira e nem será a última.

Ainda não estou bem, não mesmo. Talvez ainda tenham até algumas lágrimas por aqui, mas ok. Quando a crise bate, ela vem sempre pra nos mostrar que algo não está certo. É nisso que vou focar.

Se me abalei tanto agora, quer dizer que isso já me incomodava e me deixava insatisfeita há algum tempo. Talvez seja esse o momento de mudar e fazer o que me faz bem.

Faça, ou não faça. Tentativa não há. (Mestre Yoda)

Farei isso.