6 on 6 – Junho 2016

Vou dizer pra vocês uma coisa: não é nada fácil fazer o 6 on 6. Pode parecer que é só fotografar umas coisas aleatórias, mas dá muito trabalho e exige organização.

Mas chega de papo e vamos lá!

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01. Maio foi o mês dos eventos literários em Belém. Rolou a Virada Cultural na Livraria Saraiva e a Feira Pan-Amazônica do Livro. Na Feira do Livro eu não compareci, mas estive presente em alguns dos eventos da Virada Cultural e um deles foi o Dia da Toalha. O evento contou com dinâmicas muito divertidas e eu ganhei alguns brindes, entre eles está esse botton d’O Guia do Mochileiro das Galáxias  com essa frase é um mantra pra vida!

02. Ainda nos espólios dos eventos literários, esses são dois livros que ganhei em sorteios. O da Virginia Woolf, foi no evento de Clássicos da Literatura Mundial e o dos X-Men foi no evento d’As Eras dos Quadrinhos, do HQ-SSS, mais novo blog na área. Em breve tem resenhas dessas novidades por aqui.

03. Essa é uma das prateleiras de livros da minha irmã. É a primeira coisa que vejo ao acordar. Tem muito livro ai que eu preciso ler, mas tô esperando que a minha TBR diga que é a hora certa, rs.

04. Essa é a minha outra gata. Saci é filha da Spoder, que já apresentei no 6on6 de maio. Diferente da mãe, essa dai é toda carinhosa e boba.

05. Eu achei um kit de brincos na Riachuelo por R$5,90 e quase morri. Além do preço estar muito barato, vieram três pares lindos. O da foto é apenas um dos meus novos amores.

06. Pelo segundo ano consecutivo eu ministro um curso da Semana do Calouro de Comunicação. Ano passado falei sobre Jornalismo Cultural e esse ano voltei pra falar sobre Blogs e Redes sociais, dividindo um poucos sobre os perrengues e aventuras que já vivi nesses meus seis anos de blogosfera. A foto é da minha apresentação para o segundo dia de curso.

Esses foram os meus bons momentos! Espero que tenham gostado! 😀

Sejamos todas amigas

Com esta apropriação da frase da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie venho refeletir sobre algo que me incomoda muito.

Ultimamente ando ouvindo e lendo frases como: “péssimo dia para as inimigas”, “sambando na cara das inimigas”, “bebendo as lágrimas das inimigas” e coisas do tipo. Sempre achei isso meio estranho, parece que essas inimigas são seres fantasiosos. É meio irreal para mim.

Não que a gente não tenha inimigos. Na vida, assim como construímos fortes laços de empatia, o contrario também acontece. Só que quando se usa uma frase como as que citei acima parece que todas as mulheres são opostas à você e devem ser combatidas. Vocês estão me entendendo?

Por que nós mulheres temos que estar sempre umas contra as outras?

Dentro desta sociedade machista em que vivemos somos estimuladas a competir. Ser a mais bonita, a mais magra, a mais rica, a com a melhor família. Uma coisa que percebi desde que comecei a estudar mais sobre o feminismo foi a importância de estarmos juntas. A rivalidade entre as mulheres fortalece o patriarcado e tira o foco da luta por igualdade.

SORORIDADE é a união e aliança entre mulheres, tendo como base a empatia e companheirismo.

Eu adoro essa palavra, mesmo tendo muitos debates sobre seu conceito e uso, mas eu a considero muito forte. É importante essa união. Lembro de conversas que tive com outras mulheres em que nós relatamos casos de assedio, medos e espectativas para o futuro. É triste ver como os dois primeiros são assuntos que dificilmente falamos mas que quando ouvimos, percebemos que todas temos uma história em comum.

A inimiga  é a opressão!

mom serie

Eu gosto muito de uma série de comédia chamada Mom, que conta a história de  uma relação bastante complicada entre mãe e filha. Nela, Christy é uma garçonete que está há quatro meses nos alcoólicos anônimos tentando ser uma mãe melhor e superar seu histórico de escolhas questionáveis. Sua sobriedade é colocada em prova quando sua mãe, Bonnie, reaparece. A série segue os dramas dessas mulheres que tiveram que fazer coisas das quais não se orgulham e tem que lidar com as consequências.

A questão do alcoolismo mostra como tentamos encontrar uma válvula de escape para as pressões da vida. Num grupo de mulheres fragilizadas, uma encontrou na outra a semelhança com o seu medo e sua própria história. Dentro dessa metáfora acho incrível mostrar o quanto precisamos ouvir umas às outras.

A Luísa do blog La Luisité fez um vídeo maravilhoso sobre isso. É muito bom para refletir sobre o quanto a rivalidade feminina está enraizada em nós, desde a nossa infância. Rever nossas atitudes é não reproduzir um discurso de ódio contra a outra que nada nos fez de mal e não condenar alguém pelo simples fato de existir.

Sejamos todas amigas!

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6 on 6 – Maio de 2016

Hoje é dia de estreia aqui no GatoQueFlutua. Estreia de uma nova categoria de post, o 6 on 6!

O 6 on 6 possui vários formatos e temas, mas a base dele é: todo dia 06 entra no blog um post com seis fotos feitas no mês anterior. Tem gente que faz de maquiagem, de livros, de compras, tanto faz. O legal desse tipo de projeto é estimular a criatividade e o conteúdo autoral. No meu caso, vou compartilhar com vocês as seis coisas que mais curti no mês que passou.

Isso vale pra tudo, desde uma compra até o registro de um lugar que fui. É claro que posso fazer um mês temático, mas o legal é deixar aberto a todas as possibilidades.

Vem conferir!

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01. Eu troquei de óculos. Além do meu grau estar vencido, minha armação anterior não me agradava mais. Eu queria uma armação grande e divertida, que eu pudesse usar sempre como assessório e não só na hora do trabalho e leitura. Escolhi essa azul da coleção do Beatles para Chilli Beans. Originalmente era a armação de um óculos de sol, mas mandei substituir por lentes com o meu grau corrigido. Estou amando!

02. Abril foi um mês bem corrido, pra falar a verdade, é o mês que mais trabalho no ano. Algo que me ajudou muito nessa rotina louca foi esse batom da Natura, pois só usava ele, era uma escolha sem erros! Ele tem uma cor linda, ótima cobertura e boa durabilidade, apesar de não ser de longa duração. Combina com tudo que tenho e com os looks que monto. A cor é a Canela Envolvente (linha Faces).

03. Eu encontrei num DVD do filme Clube da Luta em um grupo de vendas e trocas daqui de Belém. Estou muito feliz, pois ele acompanha um pequeno livro que conta bastidores e curiosidades sobre esse filme que amo, inspirado em um livro que amo mais ainda.

04. Essa é a Spoder, minha gata mais velha. Ela sempre vem deitar em cima das coisas que coloco em cima da minha cama e fica me olhando como se não fosse nada de mais. Não tem como dizer não para esses olhos verdes.

05. Ainda na vibe de trabalho, esse foi um instante de pausa em uma manhã muito corrida. A foto foi tirada no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, ponto turístico e histórico daqui de Belém. Meu tênis Converse roxo foi parceiro nesses dias loucos.

06. Eu nunca tinha ido ao Espaço Oficina Assim, que além de abrigar um restaurante delicioso e muito acolhedor, ainda é um lugar de formação de conhecimento e fomentação cultural. Me senti muito bem vinda lá e pretendo voltar mais vezes. A decoração tem muito da identidade paraense em dialogo com a arte nacional e internacional.

Curtiu da ideia do projeto? Participe também e compartilhe seus bons momentos! 🙂

Quando você consegue não surtar

Normalmente meu post seria com o contrário da afirmação do titulo, mas hoje será diferente  e fico muito satisfeita com isso.

Estou muito enrolada com trabalho e editando um tablóide que será encartado em um dos jornais de maiores circulações daqui de Belém. Todo ano faço isso, é uma das minhas atribuições dentro do projeto de fotografia que trabalho. Em outros anos eu já estaria louca a uma hora dessas, mas esse ano estou bem.

taxi driver - gif (1)

Não que não tenha um monte de coisas faltando e o deadline não seja pra exatamente daqui a uma semana, mas estou mantendo a sanidade. Isso tem muito a ver com a experiência. Esse é o terceiro ano que faço isso. Lembro que no primeiro ano quase entrei em várias madrugadas trabalhando, além de usar meus finais de semana para isso. Tinha acabado de me formar, sair do estágio e assumir a assessoria. Quase morri, de verdade, pois fiquei muito doente durante semanas. Eu estava acabada.

No segundo ano foi mais tranquilo, mas ainda assim teve correria. Já em 2016 consegui me organizar bem, tem muito material faltando mas sei que a minha parte está sendo feita. Antigamente eu tinha “medo” de cobrar as pessoas, talvez porque tenha passado anos como estagiária e tenha me acostumado a isso. Mas mudei. Sou assessora de imprensa, eu que sou a responsável pela comunicação, então tenho todo o direito de cobrar quando me falta o material para trabalhar.

Ter consciência disso é maravilhoso.

Mostra que você está atento e que o problema são aqueles que devem fazer a parte deles mas estão procrastinando. A bomba sempre estoura na ponta, aprendi isso, ainda mais porque sou eu que estou em contato com o público. Não vou carregar o mundo nas costas.

taxi driver - gif (2)

Não dá pra comunicar se não há informação.

Lembra que já falei que a procrastinação não atrapalha só a pessoa que a realiza? Pois é, isso é um circulo, atrapalha todo mundo. Agora eu faço listas das coisas que tão faltando e mando nos emails, cobro, digo que é urgente, mas sem ser grossa, é claro. É pra dar uma sacudida na pessoa e não fazer com que ela se sinta um lixo, isso não é bom pra ninguém e não ajuda em nada.

Não sei como estarei daqui há alguns dias, quando o prazo já estiver no final de fato. Por hora, estou feliz de estar tranquila, surtar não resolve nada mesmo.

Quando você se sente um lixo

Todo mundo tem problemas, não estou aqui pra dizer que os meus são mais importantes do que os dos outros, não mesmo. Eles são só os meus problemas.

Tem sempre aquele dia em que tudo dá errado e você preferia nem ter acordado pra viver tanta tristeza.

o diabo veste prada

Problemas pessoais e/ou profissionais acumulados que decidem estourar todos em um único dia. Um email, uma bronca; uma frase, uma triste notícia.

As palavras tem poder.

Eu tinha um amigo que sempre me dizia isso quando eu falava besteira. Nunca levei muito a sério, mas percebi que, como jornalista, minha vida depende do poder das palavras. Falo da forma como elas são apresentadas, pois sei que é possível dizer que alguém está errado sem ser rude.

Seja gentil com quem está enfrentando uma batalha árdua. (Aristóteles, em O Império de Ferro)

Essa é outra frase que sempre esteve na minha mente, principalmente na hora de falar sobre o trabalho de alguém. Nós não sabemos como está de verdade a vida do outro, não sabemos dos seus problemas e dilemas mais íntimos. Se pensa o contrário sobre algo, mostre os fatos, mas lembre-se de que a sua opinião não é a única no mundo e muito menos é verdade absoluta.

Hoje, em meio há um grande problema pessoal, ganhei um grande problema profissional. Uma pesada reclamação via email. Senti as pernas ficarem sem força, o estômago se revirar e o rosto começar a ficar vermelho.

Sempre fui de reconhecer abertamente quando erro e pedir desculpas por isso. Talvez a bronca tenha doído mais porque eu já tinha uma grande carga de problemas anteriores acumulados.

Seja lá qual for o motivo, só sei que doeu. Doeu como há muito eu não sentia doer. O choro chegou, escondido, trancado no banheiro, longe dos olhos dos outros.

Deixei cada lágrima cair pensando no que eu estava fazendo de certo e de errado. Há algum tempo aprendi a não dar respostas no calor do momento para não me arrepender depois. Esperei o choro passar e as ideias clarearem novamente. Decidi que teria de encarar de frente e dar a minha cara a tapa. Contra fatos não há argumentos, foi pensando assim que redigi minha resposta.

Quando o email do remetente retornou, sua fala já era mais calma, educada e objetiva. Não dá pra descontar no outro as suas frustrações, isso se torna um circulo vicioso.

Não dá pra desistir toda vez que vem a tormenta, ela vai te derrubar e muitas vezes te impedir de seguir, mas uma hora ela vai passar. Essa não foi a primeira e nem será a última.

Ainda não estou bem, não mesmo. Talvez ainda tenham até algumas lágrimas por aqui, mas ok. Quando a crise bate, ela vem sempre pra nos mostrar que algo não está certo. É nisso que vou focar.

Se me abalei tanto agora, quer dizer que isso já me incomodava e me deixava insatisfeita há algum tempo. Talvez seja esse o momento de mudar e fazer o que me faz bem.

Faça, ou não faça. Tentativa não há. (Mestre Yoda)

Farei isso.