Busca pela felicidade, melancolia e ansiedade. Um ciclo eterno?

Já tentou sorrir por muito tempo? Cansa não é mesmo? O corpo não consegue forçar algo por um longo período. Tentar ser feliz a todo custo é mais ou menos assim.

Ser feliz não é algo ruim, gente, que absurdo, não me entendam errado. A busca interminável pela felicidade é que cansa, principalmente se essa busca estiver associada à adquirir algo ou agradar os outros. Eu tenho sonhos, tenho desejos, sei de coisas que quero muito, mas não posso ficar pensando só nisso. Obsessão é algo muito sério, pois nos desliga no mundo e nos deixa cegos para todo o resto.

Cisne Negro (filme)

De que adianta se preocupar com algo que ainda está distante? Faça o que estiver ao seu alcance para realizar aquilo que deseja, mas não fique se martirizando se não acontecer ou demorar muito pra chegar. Enquanto isso, não esqueça de viver. Pare de antecipar as dores de cabeça, pare de ser derrotado pela ansiedade.

Também não despeje as suas expectativas em cima das outras pessoas, todo mundo já tem um fardo pra carregar, não queira que os outros carreguem o seu. Se você quer conversar, reclamar ou chorar, esteja consciente de que o outro também pode querer fazer isso. O apoio tem que ser mútuo.

Às vezes a desolação nos domina, sei como é. Não dá vontade de sair da cama e já estamos derrotados antes mesmo do dia começar. Vivemos sentimentos extremos. Um dia é histeria, no outro, melancolia. O equilíbrio é algo que parece tão distante…

A Carla do Faltou Açúcar fez um vídeo tocante sobre isso. Ela tornou suas angústias algo visível e palpável e depois lidou com elas. É preciso coragem para mostrar as nossas fraquezas.

Talvez o segredo seja olhar para o que está mais próximo, o que dá e tem de ser resolvido agora. Lidar com o depois, só depois mesmo. Não deixar a ansiedade nos dominar. Viva cada momento a seu tempo. Não deixe de viver o hoje e só pensar no amanhã. Olhe para o lado e veja, você deve ter algum motivo para sorrir.

Pare de contar os minutos, contar os centavos. Eu sei, é difícil, ainda mais quando algumas situações nos deixam com a corda no pescoço. Mas tente não se enforcar sozinho. Se angustiar não resolve nada, ok?

As coisas são como um delicioso bolo no forno. Parece que demora mais pra ficar pronto quando você fica vidrado olhando o tempo todo, não é mesmo? Então, já fez a sua parte? Já bateu o bolo e limpou a cozinha? Agora deixe o forno fazer a parte dele e vá curtir um pouco, pois quando você menos esperar a doce recompensa estará pronta. 🙂

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Valorizem a vida real

Esses dias topei com um post da Ana, do Hoje Vou Assim Off, que me fez pensar muito.

Adoro salvar coisas bonitas no Pinterest e postar fotos bacanas no Instagram, mas a vida real nem sempre é tão bem enquadrada, não é mesmo? Nem sempre nossas camas estão arrumadas, a louça da pia está lavada, nossas estantes estão limpas ou estamos com uma bela maquiagem para uma selfie.

A vida real se faz em meio ao caos, aos eventos não planejados e aos imprevistos no meio do caminho.

A série The Middle mostra o aprendizado em meio ao caos.

Quando conseguimos sair de todas as armadilhas, ficamos satisfeitos. Chegar em casa e ter cumprido seu dever é reconfortante. Às vezes a ordem de alguma coisa é mais urgente que a ordem de outra. A casa às vezes fica bagunçada para que a vida emocional encontre o seu rumo. Mas, infelizmente, parece que para uns isso pouco importa. Para estes, se você não tiver a casa igual a da revista de decoração, você não é alguém.

Quando vi a Ana falando sobre o seu apartamento, lembrei logo do meu sonho de ter meu próprio canto. Tenho dezenas de inspirações e sempre me pergunto como vou conciliar os móveis e objetos que já tenho com a minha ideia de casa.

Não posso separar um do outro.

Eu comprei esses móveis, eu suei, economizei, pesquisei, tirei medidas, furei paredes e escolhi um a um. A cadeira de design é linda, mas aquela do magazine do supermercado da minha cidade também é, ainda mais se ela me lembra que foi uma conquista através da maturidade financeira, adquirida há muito custo. Ela faz par com uma mesa simples de um marceneiro local e juntos formam meu amado home-office. Diz se isso não é incrível?

O que importa mesmo são as experiências

Como deixar esse tipo de coisa fora? Como esquecer daquilo que te diferencia, e que foi uma experiência que te formou, em função de um padrão?

Não dá. Isso não nos traz milhares de likes ou seguidores, mas traz uma paz consigo mesmo, uma plenitude que não tem preço.

Não mesmo.

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Mantenha a calma e se cerque do que é bom

Textos mais otimistas pouco se vê aqui no blog. Sempre quando é uma crônica ou um texto mais pessoal, é acompanhado de um drama. A tristeza, melancolia e a dor sempre me deram vontade de escrever, diferente da felicidade. Vai entender, né?

É engraçado como para mim estar mal, confusa e sem motivação é normal. Quando me sinto bem, apesar de tooooodos os problemas, é estranho.

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Pareço uma hippie e essas palavras parecem tão vazias e generalistas, mas elas são tão verdadeiras. Fico muito em casa, acho que é por isso que quando a crise existencial bate, ela bate forte. Fico me questionando muito.

Esses dias tenho acompanhado a oficina de uma amiga dentro do projeto em que trabalho. Na oficina, ao ouvir as propostas e processos dos outros, me dei conta que todo mundo está confuso e isso é normal.

Não é o fim do mundo estar com dúvidas. É o fim não ir atrás de respostas.

Recentemente tive problemas com meu notebook e com a internet, isso em uma semana em que precisava produzir muita coisa do trabalho. Mas eu estou tão de boa que consegui dar conta de tudo sem surtar. Se isso tivesse acontecido, eu me prejudicaria, pois não teria ritmo ou organização. Eu pautei prioridades, pedi ajuda, busquei alternativas e essa experiência toda me mostrou que não há nada que eu não possa fazer.

Acho que isso tem a ver com a maturidade. Quando era adolescente, eu era bem esquentada e ficava de mal humor por tudo. Hoje em dia tenho mais paciência e percebi que ser adulta é não deixar ninguém na mão, é ser responsável, ser alguém com quem se pode contar.

É sério o quanto me sinto ridícula. Mas sou uma ridícula feliz, uma piegas que entendeu que clichês e frases feitas só estão ai há tanto tempo porque carregam verdades em si.

Desapegue-se dos problemas.

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Talvez a Geração Mimimi seja a mais corajosa que já existiu

Nossa que polêmico esse titulo, né? Acho que ele cumpriu a função de te chamar a atenção para uma reflexão.

Então, vamos lá!

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Protesto Belém Livre, 2013. Foto: Debb Cabral

A Geração Z, também chamada de Geração Mimimi, é acusada de tudo o que não é bom, como ser chata, reclamona, preguiçosa e por ai vai. Tem a sua moral jogada para baixo porque não viveu nenhuma grande guerra e porque seus membros nasceram com tudo nas suas mãos ao poder de um clique. Porém, isso não significa que o mundo está perfeito e que ela não pode ter um senso questionador, não é mesmo?

Quando falo da Geração Mimimi, falo dessa nossa geração contemporânea e, claro, não de filhinhos de papai que dirigem carros antes dos 18 anos para saírem bêbados e atropelarem inocentes pela noite adentro. Falo da geração com mais acesso ao conhecimento que já existiu, da com mais jovens na universidade, da que milita por todas as causas que considera justa.

Por falar em militância isso também é tido como um adjetivo negativo para os que se referem à essa geração. Pedem para que ela saia da internet e vá  para as ruas protestar, mas quando isso acontece, quando prédios públicos são ocupados pedindo uma CPI da Merenda ou a volta do Ministério da Cultura, essa geração é vista como um bando de arruaceiros. Isso não faz sentido.

A Geração Mimimi é aquela que se preocupa com o direito das mulheres, do movimento LGBT, dos negros, é a que se preocupa com a igualdade. É marginalizada por colocar o crescimento social na frente do crescimento econômico.

“Todo ato neste planeta é um ato politico”

Essa frase da Senadora Finch no filme Batman Vs Superman – A Origem da Justiça ficou na minha cabeça. Ela me lembrou de que você não precisa estar ligado à nenhum partido politico para que suas escolhas signifiquem que há a necessidade de uma mudança.

Foto: Debb Cabral
Protesto Belém Livre, 2013. Foto: Debb Cabral

Nunca satisfeitos e sempre conectados

Vendo como o outro vive e não se contentando com a rotina do escritório e de bater ponto. A geração do horário flexível, dos freelancers, do financiamento coletivo e dos que apostam em seus próprios sonhos. É a geração que se arrisca mesmo tendo recebido tudo na mão, isso é ser corajoso, sair da zona de conforto e fazer parte da inquietação coletiva.

“Emitir juízo de valor exige coragem”

Essa foi outra frase que ficou na minha cabeça. Ela foi dita pela arquiteta Jussara Derenji, numa palestra sobre patrimônio histórico, mas cabe em tanta coisa…

Há a necessidade de contemplar, mas também a necessidade de criar e a arte está muito próxima desse objetivo. Usar o poder de fala de cada um, não acreditar no que a mídia tradicional diz e buscar novas formas de se informar.

Isso não quer dizer que a Geração Mimimi não é falha, claro que ela é. Séculos de preconceitos ainda estão arraigados em sua criação. Há desconfiança, a sensação de impotência e a negação.

Não é fácil fugir, mas também não é tão mais fácil os manter acorrentados

O jovem é visto como inferior, sem conhecimento e sem senso critico. Como se ele precisasse sempre que os outros escolhessem por ele. Não é bem assim. A geração conectada tem suas escolhas na palma da mão e escolhe pensar mais em si e nos outros. O que pesa contra ela é fato dela estar inserida em um contexto que não a compreende, que a obriga a trabalhar para casar, para ter filhos, dois carros na garagem e realizar todos os sonhos de seus pais.

É uma geração que escolheu não casar, viajar mais, experimentar o outro sexo, não ter filhos ou  adotar os filhos que outros abandonaram. Uma geração que quer viver as possibilidades infinitas que o mundo proporciona.

O novo causa estranhamento, mas não significa que ele esteja errado.

Sejamos todas amigas

Com esta apropriação da frase da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie venho refeletir sobre algo que me incomoda muito.

Ultimamente ando ouvindo e lendo frases como: “péssimo dia para as inimigas”, “sambando na cara das inimigas”, “bebendo as lágrimas das inimigas” e coisas do tipo. Sempre achei isso meio estranho, parece que essas inimigas são seres fantasiosos. É meio irreal para mim.

Não que a gente não tenha inimigos. Na vida, assim como construímos fortes laços de empatia, o contrario também acontece. Só que quando se usa uma frase como as que citei acima parece que todas as mulheres são opostas à você e devem ser combatidas. Vocês estão me entendendo?

Por que nós mulheres temos que estar sempre umas contra as outras?

Dentro desta sociedade machista em que vivemos somos estimuladas a competir. Ser a mais bonita, a mais magra, a mais rica, a com a melhor família. Uma coisa que percebi desde que comecei a estudar mais sobre o feminismo foi a importância de estarmos juntas. A rivalidade entre as mulheres fortalece o patriarcado e tira o foco da luta por igualdade.

SORORIDADE é a união e aliança entre mulheres, tendo como base a empatia e companheirismo.

Eu adoro essa palavra, mesmo tendo muitos debates sobre seu conceito e uso, mas eu a considero muito forte. É importante essa união. Lembro de conversas que tive com outras mulheres em que nós relatamos casos de assedio, medos e espectativas para o futuro. É triste ver como os dois primeiros são assuntos que dificilmente falamos mas que quando ouvimos, percebemos que todas temos uma história em comum.

A inimiga  é a opressão!

mom serie

Eu gosto muito de uma série de comédia chamada Mom, que conta a história de  uma relação bastante complicada entre mãe e filha. Nela, Christy é uma garçonete que está há quatro meses nos alcoólicos anônimos tentando ser uma mãe melhor e superar seu histórico de escolhas questionáveis. Sua sobriedade é colocada em prova quando sua mãe, Bonnie, reaparece. A série segue os dramas dessas mulheres que tiveram que fazer coisas das quais não se orgulham e tem que lidar com as consequências.

A questão do alcoolismo mostra como tentamos encontrar uma válvula de escape para as pressões da vida. Num grupo de mulheres fragilizadas, uma encontrou na outra a semelhança com o seu medo e sua própria história. Dentro dessa metáfora acho incrível mostrar o quanto precisamos ouvir umas às outras.

A Luísa do blog La Luisité fez um vídeo maravilhoso sobre isso. É muito bom para refletir sobre o quanto a rivalidade feminina está enraizada em nós, desde a nossa infância. Rever nossas atitudes é não reproduzir um discurso de ódio contra a outra que nada nos fez de mal e não condenar alguém pelo simples fato de existir.

Sejamos todas amigas!

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