O Gato leu: O Mundo do Batman

O Mundo do Batman – Daniel Wallace
Editora: Pixel Media
Ano: 2017
Páginas: 64
Compre: Amazon

Já falei diversas vezes aqui no blog o tanto que gosto da série “O Mundo de…”, publicada pela Pixel Media e agora seu ultimo lançamento, O Mundo de Batman, se tornou o meu preferido.

Repleto de informações, desde a trágica história da infância do Batman a valiosas dicas sobre o combate ao crime, este livro ilustrado traz o maior detetive de todos os tempos compartilhando todo o conhecimento necessário para assumir a capa do Batman.

Neste livro, Bruce Wayne (Batman) deixa tudo para Damian Wayne, seu filho e um dos que assumiram o manto de Robin. Ele conversa com o leitor como se este fosse o seu sucessor. Há um misto de esperança, orgulho e saudade em seu tom. Com o passar das páginas nos deparamos com seus vilões, aliados, família e com Gotham City, seu amado lar.

O cinema já mostrou diversas vezes a origem do Batman e este livro vem nos dar um panorama do que já viveu o morcego. Vocês já sabiam que o Bruce tinha um filho chamado Damian e que ele era um Robin? Não? Tudo bem. Este livro traz esta e outras “novidades” que renovam o interesse no personagem.

A partir da leitura d’O Mundo de Batman, o leitor pode ir atrás de outros quadrinhos que contenham aqueles fatos que chamaram a sua atenção.

Este livro se tornou o meu preferido até agora da coleção por conta da sua linguagem franca e humana. O Mundo da Mulher-Maravilha é inspirador, O Mundo do Homem-Aranha é engraçado e O Mundo de Batman, traz a pessoa por trás do manto.

Estou louca pra ver qual será o próximo lançamento desta série que a Pixel Media trará para nós. Eu já tenho a minha aposta, mas vou manter segredo até lá. 🙂

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O Gato leu: O Corvo do Inverno

O Corvo do Inverno – Lenmarck Andrade
Editora: Independente
Ano: 2017
Páginas: 20
Compre: Amazon

Em 2017 eu tive a oportunidade de receber das mãos do autor Lenmarck Andrade o seu conto de terror O Corvo do Inverno. Belém tem uma cena literária contemporânea de qualidade (já falei aqui do autor Andrei Simões) e alguns de seus escritores tem trabalhando em conjunto para fortalecer o cenário e ganhar mais visibilidade.

Em O Corvo do Inverno tudo começa com a alvorada dos corvos. Um garoto desaparece. Aves rasgam os céus e trazem a morte junto com o inverno. Um grupo de crianças corre risco. Alguém (ou algo) bate à porta.

Todas as criaturas morrem, Tony, meu garoto. (Pág. 05)

A escrita de Lenmarck é direta e sem rodeios. Quis acreditar, ter esperanças, mas não há espaço para isso. A morte vem dos céus.

Não tem como não nos lembrarmos do filme Os Pássaros, de Alfred Hitchcock e do poema O Corvo, de Edgar Allan Poe, mas o autor paraense exprime sua identidade com uma narrativa muito visual e colocando crianças no centro da trama, deixando tudo ainda mais dramático.

Um par de tênis familiar que adornava pernas dilaceradas que se estiravam para fora de uma moita. Pernas de uma criança. (Pág. 17)

São poucas e fortes páginas que nos mostram que todo ato tem o seu retorno. O desejo de sobrevivência é constante, mas será ele merecido?
.

Somos escravos de nossos instintos. As aves carniceiras se alimentam dos restos deixados pelo rastro dos humanos. (Pág. 18)

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Balanço Literário 2017

Em 2017 eu li 25 livros, bem menos do que li no ano passado, mas isso não significa que li pior. Parei de me preocupar com números e metas, isso acabava tornando a leitura uma obrigação e não um lazer. Não é para ser assim nunca.

Gostei da maioria dos livros que li e gostei ainda mais de falar e de escrever sobre eles. A literatura comunica e aproxima as pessoas. Ela faz isso tão bem que três do melhores dias que tive em 2017 foram com meus amigos do PA Book Club. ❤

Eu criei o Desafio Doze Meses Literários já sabendo que o ritmo de leitura em 2017 seria diminuído. Eu só não sabia que ia passar por problemas pessoais, com o blog e com meu notebook. Nenhum deles eu consegui resolver totalmente, mas eu não podia deixar que isso me fizesse parar de ler e de escrever sobre livros.

Ainda estou lendo o livro de contos do desafio de dezembro, mas tudo bem. Não quero ficar me punindo ou me achando desorganizada. “A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos”, já cantava John Lennon. Nós tentamos ter o controle de tudo, mas a vida não segue as nossas regras.

✚ LEITURAS DE 2017

  1. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter
  2. Maus – A História de um Sobrevivente
  3. Libelo contra a arte moderna
  4. Entre os Atos
  5. Arte e Grande Público – A distância a ser extinta
  6. Tubarão
  7. Mighty Morphin Power Rangers – Ano Um
  8. O Inimigo Secreto
  9. Eu, Robô
  10. O Mundo da Mulher-Maravilha
  11. Ayrton Senna: A trajetória de um mito
  12. O Hobbit em quadrinhos
  13. Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel?
  14. Simon vs. a Agenda Homo Sapiens
  15. Mr. Mercedes
  16. Nossa Senhora do Nilo
  17. O Demonologista
  18. O Mágico de Oz
  19. O Mundo do Homem-Aranha
  20. Cenas da Vida Amazônica
  21. O Exorcista
  22. Desaparecido para sempre
  23. Extraordinário
  24. O Corvo do Inverno
  25. O Mundo do Batman

✚ COMO SERÁ EM 2018?

Neste ano que se inicia eu não tenho nenhuma meta fixa ou cota de livros para ler. Quero deixar tudo mais leve e solto, além de voltar a ler aleatoriamente com a ajuda da TBR.

Desse meu balanço a única coisa que me deixou realmente triste foi a grande diferença entre livros escritos por homens e livros escritos por mulheres. De 25 livros lidos, apenas 7 são de mulheres. Pode parecer bobagem para alguns, mas para mim é importante. Existem mulheres incríveis escrevendo histórias fantásticas e temos que dar a elas o mesmo espaço que damos aos homens.

Tenho algumas ideias que pretendo manter como praticas neste e nos outros que virão, são elas:

  • Alternar entre autores e autoras, para que todos tenham o mesmo espaço;
  • Ler mais livros acadêmicos e fazer com que eles dialoguem entre si;
  • Ler os livros que tenho na minha estante. Não vou comprar ou emprestar livros enquanto a minha pilha de livros não-lidos continuar enorme.
  • Continuar desapegando de livros que não quero mais. Quero trocar no Skoob Plus, trocar com meus amigos, doar e, quem sabe, “esquecer” alguns títulos pela cidade.
  • Responder mais TAG’s literárias. Vi que é um tipo de post que vocês gostam e eu adoro fazer uma analise dos meus gostos. 😀

Quero que 2018 seja um ano de boas leituras e que eu possa continuar sempre compartilhando com vocês as minhas experiências literárias. 📚 🙂

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Permita-se estar presente

Ao longo deste ano as crônicas postadas no blog foram melancólicas e refletiram sobre o meu afastamento constante das coisas. Escrever é a forma que eu tenho de falar comigo mesma, tentando entender onde estou e para onde estou indo. Fico feliz quando alguém me diz que não estava sem sentindo bem consigo e alguma postagem minha ajudou naquela ocasião. Saibam que esse é o efeito que sinto ao escrever aqui.

Já falei para vocês que eu tenho o hábito de desaparecer, me colocar distante de tudo e de todos quando a minha vida fica confusa, mas a vida está sempre confusa, não é mesmo? Até nos bons momentos nós temos desafios, a felicidade plena não existe da maneira como imaginamos. Não dá para fugir até tudo ficar bem, é preciso enfrentar o mundo agora.

Eu estou tentando mudar, assim como a Eleanor da série The Good Place 🙂

Fim de ano é a época das confraternizações. Fugi de alguns encontros durante os outros meses, mas agora não dava mais. Se você fica ausente por muito tempo as pessoas se esquecem de você, você se esquece de si mesmo.

Eu fui em dois encontros com amigos neste ultimo mês e estes foram alguns dos melhores dias que já tive neste ano. Eu ri, comi, bebi, abracei, dancei, cantei, fiquei feliz. Feliz por ter dito sim, feliz por não ter dado uma desculpa a mim mesma para negar mais uma vez uma experiência, feliz por estar presente.

Esta ultima crônica tem bem a cara de uma crônica de final de ano, esperançosa e até otimista. As reuniões a que fui este mês não resolveram os meus problemas, mas me deram uma nova perspectiva, me fizeram ver o quanto que nós contagiamos e nos deixamos contagiar com o que está a nossa volta.

Eu passei por um bom tempo de imersão interior e isso foi bom, mas não é para ser assim para sempre. Acho que foi Aristóteles quem disse que o ser humano é um ser social por natureza. Ele não estava errado, nós precisamos estar juntos. Acredito tanto que as ideias de comunidade e colaborativismo podem nos dar o futuro que tanto queremos.

2018 está aí na porta. O futuro que tanto queremos precisa de nós para acontecer. Eu cansei de me esconder, quero fazer parte das coisas, quero estar presente. E vocês?

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O Gato viu: Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi

Dezembro já se tornou o mês de Star Wars. Com os diversos projetos que a Disney tem para a saga creio que essa tradição irá se manter por muitos anos.

Recentemente fui assistir a Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi. As expectativas estavam grandes para este filme, uma vez que O Despertar da Força foi um sucesso e Rogue One, uma grata surpresa. O medo em torno do longa girava a partir da expectativa dele ser uma versão nova do Episódio V – O Império Contra-Ataca, clássico considerado por muitos como o melhor filme da franquia.

Mas se há algo que Star Wars sabe fazer, é ser atual, mesmo que isso signifique, até mesmo, desmistificar a lenda. Na trama, Rey encontra Luke Skywalker vivendo solitário exilado em uma ilha isolada.  A jovem, que mostra fortes sinais da Força, deseja que o Jedi a treine e ensine a ela formas de derrotar Kylo Ren e a Primeira Ordem, salvando assim a galáxia e seus amigos da Rebelião.

Luke não quer fazer parte disso, ele se recusa a treinar um novo Jedi devido ao passado, quando fracassou com seu sobrinho que foi para o lado negro. Enquanto isso, Kylo Ren e o General Hux lideram a Primeira Ordem para um ataque total contra a General Leia Organa e a Resistência pela supremacia da galáxia.

Com Rey longe, caberá a Finn, Poe, BB-8 e os outros rebeldes a luta pela liberdade. Mas será que apenas a força de vontade deles será forte o suficiente para deter o avanço do lado negro?

Neste segundo filme senti muito mais história e um espaço mais dividido na trama entre todos os personagens. Rey está com Luke na ilha, mas o filme não é só sobre eles, é sobre todos aqueles que lutam contra o avanço do mal. Novos personagens surgiram e vi que eles não foram muito bem recebidos por alguns espectadores. Lembrem-se, Star Wars é mais do que batalhas com sabres de luz, é sobre pessoas lutando por liberdade.

Nossos personagens principais passam por conflitos e são esses novos rostos que estão por perto quando isso ocorre. Eles não são desnecessários, basta vocês olharem para o arco do Finn neste novo filme. A guerra está presente em todo lugar da galáxia, mesmo quando não enxergamos seus embates diretamente.

Vemos um Luke Skywalker diferente de todos os que já vimos antes e isso deu mais profundidade ao personagem. Os Jedi sempre exilam quando algo dá errado, vimos isso com Obi-Wan Kenobi e com o Mestre Yoda. Luke seguiu o caminho deles, mas sua dor era diferente. Ele sentia que tinha falhado com a galáxia, Leia, Han, Ben e com ele mesmo. Daí talvez a sua maior magoa. Rey o encontrará neste estado de isolamento e ele não quer ser perturbado por nada que ela venha lhe dizer. Pessoas são cinzas, elas não são totalmente bondade ou maldade, elas são sensíveis a tudo isso. Até mesmo o nosso símbolo do bem, o jedi Luke Skywalker, deixa o manto de lenda mítica diante dos nossos olhos.

Gostei muito de ver mais personagens femininas neste novo capitulo da saga. A atriz Carrie Fisher não está mais entre nós para viver a Princesa/General Leia Organa, mas dela surgiu a inspiração para milhares de meninas nesta e em outra galaxia muito distante. A Força está presente em tudo e em todos. É isto que Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi trouxe como ensinamento. Todos nós temos uma fagulha dela, resta saber o que faremos quando a colocarmos em ação.

Que venha mais Star Wars!

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