O jogo de cadeiras da vida

O que eu fiz de errado? A cabeça não para de se perguntar isso enquanto os olhos lutam para segurar as lágrimas e o peito, o choro.

Por fim todos eles vêm, incluindo o daqueles que estão ao redor. Um choro sincero pois o choque ecoou em todos. A lembrança será sempre dolorida, ainda mais porque, assim como a felicidade atingia a muitos, a dor veio alcançar todos eles também. É difícil olhar nos olhos daqueles que decepcionamos, é difícil nos olharmos no espelho depois de falhar consigo mesmo.

Ultimamente o personagem Ted Mosby, da série How I Met Your Mother, tem me representado muito.

O tempo passa, a ferida sara, mas nunca cicatriza. A pergunta ainda reverbera dentro. A vida seguiu e lugares foram trocados, pessoas foram substituídas. Alguém que você ama está feliz depois daquele que foi um dos piores dias da sua vida. A culpa não foi dela. Ela chegou muito depois do estrago ter sido feito.

Feliz pelo outro, triste por mim. Fujo de encontros, de situações em que me perguntem mais do que estou disposta a responder. Eu tenho o hábito de desaparecer quando a vida fica confusa, quando o chão sob meus pés fica instável. Só retorno quando me sinto forte de novo. Às vezes isso demora.

Espero que não demore tanto desta vez.

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