O Gato viu: Doutor Estranho

A Marvel vai dominar o mundo gente, não é possível! Eu estou extasiada depois de assistir Doutor Estranho. É um dos seus melhores filmes!

Quando confirmaram que haveria um filme solo do personagem fiquei meio receosa. Este não é um dos seus heróis mais conhecidos pelo grande público, eu mesma sei pouca coisa sobre ele, então temi pela rejeição. Mas a Marvel já tinha acertado magistralmente com Guardiões da Galáxia que também são lado B, logo eu tinha que crer na capacidade do estúdio.

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A escolha por Benedict Cumberbatch para interpretar o protagonista não poderia ser mais acertada. É até complicado falar, pois sou uma grande fã sua e mais uma vez ele não decepcionou. Parece que nasceu para o papel.

O neurocirurgião mundialmente famoso Dr. Stephen Strange é arrogante e bem babaca em alguns momentos do filme. Ele é bom no que faz, mas não o faz pensando nos outros e sim na sua glória. É do tipo de médico que escolhe seus pacientes.

Porém, sua vida muda completamente após sofrer um terrível acidente de carro que incapacita suas mãos. Ele tenta de tudo para que possa voltar a ter domínio de suas funções neurológicas e operar novamente. A medicina tradicional não pode ajudá-lo e em sua busca incessante pela cura ele vai para em um lugar improvável – o misterioso Kamar-Taj.

Para conseguir se recuperar ele terá que seguir os ensinamentos do Ancião (Tilda Swinton). Em Kamar-Taj a vida segue um ritmo diferente e alinhar corpo e mente é fundamental. Para o “homem da ciência”, se entregar ao místico pode ser algo complicado. A arrogância e a relutância andam juntas.

Logo ele descobre que Kamar-Taj não apenas um centro para a cura, mas também a linha de frente na batalha contra forças obscuras empenhadas em destruir a nossa realidade. O Ancião é o protetor místico da Terra e atual Mago Supremo.

Strange, que queria apenas curar suas mãos, com poderes mágicos recém-adquiridos, se vê entre a difícil escolha entre voltar para sua vida cheia de status ou deixar tudo para trás e ajudar a defender o mundo.

Esse é um filme que mostra a importância de ser humilde e respeitoso. Strange é muito prepotente e quando percebe que não poderá remediar a situação sozinho, entende que precisa aprender a ouvir os outros. Ele “leva na cara” de praticamente todos os personagens do filme e isso é muito interessante, pois na vida todos tem algo a nos ensinar.

Outro ponto de destaque é a relação entre a ciência e a magia. Em nenhum momento uma tenta ser superior à outra, ao contrário, quando uma delas falha, a outra está lá para ajudar.

Benedict é a estrela de Doutor Estranho, mas as atuações de Chiwetel Ejiofor (como Mordo), Rachel McAdams (como a médica Christine Palmer), Mads Mikkelsen (como o vilão Kaecilius) e Benedict Wong (como Wong) também estão dignas de todo o crédito.

Este é um ótimo filme de origem. É belíssimo visualmente, com excelente uso dos efeitos especiais e feito para ser visto em 3D.

Fiquei muito curiosa para ver como todo o universo místico de Doutor Estranho vai se relacionar com a dinâmica dos Vingadores.

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