O Gato viu: Procurando Dory

Confesso que quando vi que Procurando Nemo ia ter uma sequência não fiquei muito empolgada, mas é porque não sou muito de sequências (apesar de assistir várias, mas vai entender…). A medida em que as imagens e os teasers promocionais iam saindo eu ia me encantando junto. Quando veio a imagem da Dory bebê, eu me desarmei por completo.

Procurando Dory - resenha

Na trama, um ano após ajudar Marlin (Albert Brooks) a reencontrar seu filho Nemo (Hayden Rolence), Dory (Ellen DeGeneres) tem um insight e se lembra da sua família. Ela, então, decide fazer de tudo para reencontrá-los. Na sua desenfreada busca esbarra com amigos do passado, conhece colegas novos, além de passar por perigos nas mãos de humanos.

Procurando Dory traz o lado oposto de Procurando Nemo. Enquanto lá nós viamos um pai a procura do filho, neste vemos uma filha em busca dos pais. São duas facetas de uma mesma história, um outro olhar. Isso fica bem claro no filme que se liga muito bem ao seu antecessor não se esquecendo do que aconteceu e como tudo aquilo os marcou e mudou.

Se no primeiro filme a deficiência física era uma das causas da super proteção do pai, neste a perda de memória da Dory é o foco. Mostra como a gente não dá atenção ao outro e muitas vezes perde a paciência com este antes de tentar entender o que se passa com ele. Marlin, pai do Nemo, é um exemplo disso. Mesmo a Dory sendo sua amiga e ele sabendo do seu tipo de amnésia, ele ainda se zanga com ela e dá mancada.

O filme é triste em muitos momentos, nos seus minutos iniciais então, nem se fala. Mas ele tem aquilo que só a Pixar consegue fazer, alternar momentos “choque de realidade” com o bom humor da amizade e do companheirismo. E quem melhor pra fazer amizade senão a Dory, não é mesmo? Enquanto muitos se afastam e não querem saber dos seus problemas, Dory arruma um tempo, em meio à confusão que está a sua vida, para ajudar um novo amigo.

A deficiência de todos os tipos e abordada no filme, bem como a superação. Mas é interessante notar como o medo também é uma forma de deficiência, pois ele nos limita. Marlin mais uma vez é exemplo disso, um peixe “normal”, mas que restringe suas escolhas por puro medo. Dory não é assim, ela não tem medo e ensina seus amigos a viverem assim também

Procurando Dory é, na minha opinião, mais emocionante que o primeiro, além de ser uma bela sequência. Divertida, emocionante e inspiradora.

Fiquem até o final porque tem cena pós-créditos e se liguem no curta Piper, exibido antes do filme, é lindo também.

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2 comentários sobre “O Gato viu: Procurando Dory

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