O Gato leu: Navegante da Luz

Navegante da luz: Miguel Chikaoka e o navegar de uma de uma produção experimental – Marisa Mokarzel
Editora: Kamara Kó Fotografias
Ano: 2014
Páginas: 120

Navegante da luz: Miguel Chikaoka e o navegar de uma de uma produção experimental, da professora e crítica de arte Marisa Mokarzel, é essencial para entendermos um pouco mais sobre a história da fotografia paraense.

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No livro Navegante da Luz, Marisa foca na trajetória do Miguel, tanto artística quanto pessoal e cultural. Ela também faz um panorama da Belém que o recebeu, na década de 80, época mais do que propícia, de grande fervor cultural.

A ação educacional dele também tem grande destaque. Chikaoka utiliza a fotografia como meio de interação e compreensão social.

“Processo” é a palavra-chave. Mais do que a obra pronta, acabada, a inserção de ideias, quem promove a troca de afetos, conhecimento e de percepção. Esta atitude plural implica adotar a interseção de culturas. (Pág. 19)

A autora já tinha latente a ideia de escrever sobre o trabalho do fotógrafo. É comum, em certas partes do livro sentirmos o encantamento da Marisa ao falar sobre o Miguel, a profunda admiração que ela sente não deixa de atravessar o livro e vir parar na gente.

Ela o relaciona com Max Martins e com a cultura oriental, dos samurais. Metáforas permeiam a leitura.

A ficção ocorre na fronteira de dois olhares: daquele que vê a fotografia e daquele que fez a fotografia. (Pág. 71)

Miguel tem um modo de agir muito próprio. Marisa conta sobre a fundação da Associação Fotoativa e a necessidade de um lugar para produzir e pensar a fotografia. Depois de toda a trajetória percorrida, ela aponta a necessidade que ações como a de Chikaoka tenham continuação. A mobilização ocorrida na década de 80 não pode nunca se dissolver, para que politicas de incentivo à cultura, em especial à fotografia, aconteçam, como sempre lutou Miguel.

O que preocupa, no entanto, é que entre a efervescência da década de 1980 até 2013, já se passaram mais de 30 anos, e o fluxo das artes continua se processando em movimentos sinuosos, formados por altos e baixos, pela não existência de mercado interno, pela falta de politicas públicas em diferentes níveis. As sustentações talvez procedam das universidades e dos atos coletivos, que ainda se mantêm, porém mais esparsos. A cena se constitui em meio ao malabarismo, ao poético voo dos trapezistas, sempre por um triz, no limiar do perigo. (Pág. 44)

✚ O livro Navegante da Luz está disponível na versão virtual.

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